Contagem regres…

siva para féeeeeeerias!!!

7 dias

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Estava no centro dos acontecimentos

“Eu fazia parte de uma coisa que, de certo modo, me assustava pela violência e crueldade, mas que, por outro lado, eu não perderia por nada deste mundo, porque me fazia sentir crescer. Eu estava no centro dos acontecimentos que certamente iam repercutir em todo o mundo, embora não soubesse o que realmente estava acontecendo. Qualquer cidadão na Europa ou na América sabia mais, pelos jornais e rádio, do que nós, que tomávamos parte nas ações. Se por qualquer razão não pudéssemos escutar o noticiário da BBC no início da noite, saberíamos apenas o que acontecia a poucos quilômetros, e ainda assim parcialmente.” – Zdenek Korecek: Cara Liberdade

Qualquer cidadão na Europa ou na América sabia mais, pelos jornais e rádio, do que nós, que tomávamos parte nas ações

Qualquer cidadão na Europa ou na América sabia mais, pelos jornais e rádio, do que nós, que tomávamos parte nas ações

 

A Guerra em primeira mão

A Guerra em primeira mão

Variedade, versatilidade, inventividade

“Depois de atingirem o apogeu de vitalidade, as civilizações tendem a perder seu vigor cultural e declinam. Um elemento essencial nesse colapso cultural, segundo Toynbee, é a perda de flexibilidade. Quando estruturas sociais e padrões de comportamento tornam-se tão rígidos que a sociedade não pode mais adaptar-se a situações cambiantes, ela é incapaz de levar avante o processo criativo de evolução cultural. Entra em colapso e, finalmente, desintegra-se. Enquanto as civilizações em crescimento exibem uma variedade e uma versatilidade sem limites, as que estão em processo de desintegração mostram uniformidade e ausência de inventividade. A perda de flexibilidade numa sociedade em desintegração é acompanhada de uma perda geral de harmonia entre seus elementos, o que inevitavelmente leva ao desencadeamento de discórdias e à ruptura social.” – Fritjof Capra: O Ponto de Mutação

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adaptar-se a situações cambiantes

 

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Ao término de um período de decadência sobrevem o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força… O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo ê introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano. I Ching

A grande vantagem de ter homens elegantes

“Ela adorava o Passage des Panoramas. Era uma paixão que lhe ficara da sua infância pelo ouropel do artigo de Paris, as jóias falsas, o zinco dourado, o cartão que imita couro. Quando passava, não podia afastar-se das vitrinas, como na época em que arrastava os seus chinelos de garota, passando horas esquecidas diante das guloseimas de um chocolateiro, escutando o toque do órgão numa loja vizinha, presa sobretudo pelo gosto berrante dos objetos baratos, estojos de costura em casca de noz, alcofas de trapeiro para palitos, colunas Vendôme e obeliscos formando termômetros. Mas, naquela noite, estava muito alheada, olhava sem ver. Aborrecia-a, no fim das contas, não ser livre; e, na sua revolta surda, vinha-lhe a furiosa necessidade de fazer uma asneira. A grande vantagem de ter homens elegantes!” – Émile Zola: Naná

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adorava o Passage des Panoramas

nana

naturalismo meticuloso

algum segredo para o coração que está a seu lado

“Um fato extraordinário a merecer reflexão é o de que cada ser humano se constitui num profundo e indecifrável enigma para todos os demais. Sempre que entro numa grande cidade à noite, considero com solene gravidade que todas aquelas casas fechadas e escuras encerram seu próprio segredo, que cada aposento em cada uma delas oculta um mistério, que cada coração pulsando nessas centenas de milhares de peitos esconde algum segredo para o coração que está a seu lado.” – Charles Dickens: Um Conto de Duas Cidades

Paris 1789

Paris 1789

 

terrores da mudança

terrores da mudança

 

Para dentro do tempo

“Em seu delírio, Shadow transformou-se na árvore. As raízes afundavam-se na argila da terra, para dentro do tempo, para as fontes escondidas. Ele sentiu a fonte da mulher chamada Urd, que quer dizer Passado. Ela era enorme, uma giganta, uma montanha subterrânea de mulher, e as águas que guardava eram as águas do tempo.” – Neil Gaiman: Deuses Americanos.

as águas que guardava eram as águas do tempo

as águas que guardava eram as águas do tempo

revisitando a jornada de shadow

revisitando a jornada de shadow

Luz Interior

“Honor estava ansiosa pelo Culto, pois não comparecia a um desde que esteve na Filadélfia e sentia falta da sensação de paz que costumava ter. Em geral, a plateia dos Cultos costumava demorar um pouco para se acalmar e ficar em silêncio, como um lugar onde a poeira levantasse e precisasse baixar. As pessoas se mexiam em seus lugares até achar uma posição confortável, arrastavam os pés no chão e tossiam, aquela agitação refletia o que se passava na cabeça delas, ainda ativas com as preocupações do dia. Mas, uma por uma, elas deixavam de lado os problemas com trabalho, colheita, comida e se concentravam na Luz Interior que era a manifestação de Deus nelas. O Culto começava em silêncio, que ia se alterando até um momento em que o próprio ar parecia se adensar. Não havia qualquer sinal exterior, mas dava para perceber que o Culto começava a se concentrar em algo muito mais forte e profundo. Era então que Honor mergulhava em si mesma.  E quando chegava ao lugar que procurava, podia ficar por muito tempo e ver que os Amigos em volta também estavam lá.” –  Tracy Chevalier: A Última Fugitiva

Meeting for worship

Meeting for worship

 

construção em retalhos

liberdade e silêncio