Bones – Season Finale 2010

(atenção… spoiler leve para quem não ainda não viu o último episódio)

Ao final, um recomeço. Bones chegou ao fim da 5ª temporada dando um passaporte de liberdade aos personagens. Seria uma brecha estratégica para os produtores e escritores reinventarem a série? Gosto muito do elenco, das histórias e das relações dos personagens, mas até quando eles aguentariam manter o dilema do “não sei se te amo ou se dou pra você ou se somos apenas amigos/parceiros” entre a Brennan  e o Booth? Algumas válvulas de escape colocadas no episódio 100 (que a Fox Brasil exibiu essa semana) e naquele final da temporada passada (do mundo imaginário do Booth), talvez tenham  segurado a onda. Mas e agora? Para onde vamos?

Booth (David Boreanaz) e Brennan (Emily Deschanel)

Booth (David Boreanaz) e Brennan (Emily Deschanel)

Mesmo assim, fiquei um pouco aflita com as despedidas.  Sei lá, essas redes de TV cancelam shows por causa de números. Com tanta série concorrendo no prime time da TV americana, nunca se sabe o que os números representam e qual a expectativa de quem produz.

Bom, espero que Bones volte em setembro vitaminado e oxigenado para a 6ª temporada. A curiosidade que agarra a gente entre uma temporada e outra é um prazer prolongado, eu sei. Não mata, nem engorda. Talvez abobalhe um pouco. Tipo:  puxa…  será que a Brennan vai pegar o Booth? Olha aquele maxilar! A altura, as proporções de tórax, mãos. Vai lá, pega logo ele, mulé!

Season’s Finale – Parte 4: Bones

ossos do ofício

ossos do ofício

No momento em que escrevo esse post tem um novo episódio (primeiro da 5ª temporada) esperando para ser visto na minha pasta de downloads. Estou deixando para ver à noite junto com o novo episódio do Fringe e uma garrafa de Bohemia Oaken, que está gelando. Ai, quem bom.

Mas, sabe… Essas séries têm clichês a rodo, né?  Um deles é o de duplas formadas por um homem e uma mulher, policiais na maior parte, onde rola uma leve tensão sexual, ou ambiguidade amorosa.

Apesar do Bones se encaixar nesse clichê, as tramas, os outros personagens e as personalidades da Dra. Brennan e do agente Booth superam a expectativa. Acho boa a interação entre a cientista antropóloga do Jeffersonian Institute (uma referência direta ao Smithsonian Institution), toda super gênio e racionalzinha e o agente do FBI, ex-fuzileiro naval, que combateu no Iraque e que tem uma paixão enrustida mas óbvia pela parceira.   Além deles, tem a Angela (a artista da reconstituição de corpos, que é filha de um ZZ Top),  o Hodgins (químico, biólogo, nerd, meio terrorista e maluco, que namorava a Angela), a Dra. Saroyan (legista e chefe da equipe, que já pegou o Booth), os estagiários que, nessa temporada, depois que o Zack vai preso, mudam o tempo todo, todos nerds e figuraças, o Sweets (que é o novo terapeuta da galera). E tinha também o antigo chefe da equipe, que só ficou na primeira temporada. Era maneiro o cara. Acho que era historiador, sacava tudo de período arturiano e tal.

Entonces… Me chamou a atenção um dia, zapeando pelos canais de séries,  o Stephen Fry num episódio do Bones. O que é que aquele inglês esquisitão e adorável fazia num seriado americano? Ele interpretava o psicanalista do FBI que atendia a Brennan e o Booth. Alias, ele volta nessa última temporada, numa história de assassinato de  um músico de banda de rock. Bem legal esse episódio. Daí, parei pra ver a tal série com o bonitão que fazia o Angel da Buffy sendo analisado pelo Stephen Fry. E foi boa a descoberta. Havia agora um atração interessante para as quartas à noite. Histórias bizarras nomeadas muitas vezes pela situação em que encontram os esqueletos das vítimas (The Man in the wall, The girl in the fridge etc.).

O chato é que a Fox exibe tudo “dubrado” né? Chatão. As vozes da dublagem são absolutamente ridículas. Só os Simpsons funcionam melhor com dublagem. Mas… essa quarta temporada eu vi toda no “torrent entertainment channel” (hehehehe). E ela acaba com mais um super clichê de séries. Um personagem que tem alucinações por causa de um tumor. E ainda por cima, perde a memória após a cirurgia de remoção. Ohhh! Tô sacaneando mas essa e outras temporadas de séries terminaram partindo o meu coração.

ratos de laboratório

é o baile do esqueleto

Trívias:

Sabia que o David Duchovny (Arquivo X, Californication) dirigiu um episódio do Bones? Foi o The Headless Witch in The Woods, da segunda temporada.

Depois me dei conta de que vários atores ingleses estão bombando na TV americana. O Hugh Laurie, que é o House (outra série muuuito boa), o ruivo lá que faz o Charlie do Life, o outro ruivão espetacular que faz o Dr. Hunt do Grey’s Anatomy. E a ótima Brenda Blethyn é a mãe da old Christine!!!

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Próximos capítulos…

  • Grey’s Anatomy
  • Life
  • The Mentalist