TV, livros, chá e broa de milho

Vou começar uma série de posts sobre as séries e filmes de TV feitos a partir de livros. Tenho uma inveja mortal dos ingleses por causa da BBC. Pena que a gente não tenha nada comparável. Ok, ok. A TV brasileira tem seus méritos indiscutíveis de qualidade e quantidade de produções. Posso enumerar muitos exemplos. Mas não leve a mal quando digo que, quando se trata de adaptações literárias, não chegamos perto da riqueza das séries e filmes produzidos pelos ingleses. E eles ainda contam com a ITV, concorrente da BBC, que possui ótimas adaptações de livros. O Tempo e o Vento, Grande Sertão: Veredas, A Muralha, O Auto da Compadecida e Os Maias são alguns exemplos preciosos da TV Globo. Mas acho que devíamos nos permitir desejar uma produção muito maior nesse gênero.

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Clássicos em Séries: A Muralha, O Tempo e o Vento, Grande Sertão e Os Maias

Acompanhei novelas desde a infância. As lembranças mais caras são das adaptações literárias como A MoreninhaA SenhoraEscrava IsauraHelenaA Sucessora.  Podíamos ter um projeto de transformar toda a obra de Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, Bernardo Guimarães, Machado de Assis e por aí vai, em mini-séries ou longas-metragens de TV. Sem querer soar chatamente nacionalista, temos tantas ou mais obras literárias para explorar em audiovisual quanto os ingleses. Enfim.. it’s a long way… Mas agora que somos BRICS, desejados, imitados e líderes dos emergentes, quem sabe? Não é doido termos tão poucas adaptações do Machado e do Jorge Amado?

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Folhetins clássicos das seis da tarde: acima à esquerda, cena de A Morenina; à direita, Rubens de Falco e Lucélia Santos em A Escrava Isaura; e embaixo à esquerda, Carlos Marzo e Norma Bloom em A Senhora

Esses dias, notei um comercial de TV sobre os sistemas ferroviários do país, com um lema tipo: “o Brasil vai bem de trem.” É… mas nossa malha ferroviária é tão modestinha. Falta muuuito para se afirmar que temos algo substancial. O Brasil tem a cabeça no século 21, mas o pescoço, o tronco e as pernas estão esticados ao limite, pois os pés acabaram de pisar no século 19. Foi nessa época que países como Inglaterra e EUA começaram a acelerar sua industrialização e a construção de ferrovias por todo seu território. E é a época em que ambos  países, que estavam entre os mais ricos do mundo,  mesmo assim tinham níveis de pobreza altíssimos. Mais ou menos como o Brasil é hoje. No século 19, o gênero literário chamado romance se estabeleceu e se popularizou. Foi a era que viu surgirem Charles Dickens, Victor Hugo, Leon Tolstoi, Eça de Queiroz e Machado de Assis.

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Adaptações inglesas: South Riding, Zen, Lark Rise to Candleford e North and South.

Então… vamos à lista de alguns posts da série TV e Livros.
Não estão na ordem de publicação, porque não faço a mínima idéia de como ou quando vou escrevê-los. 🙂 E a lista deverá aumentar com o tempo. Por enquanto são só as produções inglesas, pois andei assistindo várias. Mas vou pensar nas séries nacionais para listar em breve.

South Riding – 2011, BBC. Mini-série com 3 episódios baseada em livro de Winifred Holtby.

Lark Rise to Candleford – 2088-2011, BBC. Série que teve 4 temporadas e uns 40 episódios, baseada na obra de Flora Thompson.

Downtown Abbey – 2010, ITV. Série já teve 7 episódios e continua este ano em nova temporada no segundo semestre. Autor:  Julian Fellowes.

The Turn of The Screw – 2099, BBC. Longa-metragem baseado no livro A Volta do Parafuso, de Henry James.

Zen – 2010-2011, BBC. Até agora, a BBC produziu 3 episódios dessa ótima série baseada nos livros de Michael Dibdin.

Sherlock – 2010, BBC. Uma visão mudernosa e curiosíssima do personagem de Arthur Conan Doyle. Até agora foram 3 episódios.

Cranford – 2007, BBC. Mini-série em 5 episódios + 2 (especiais de Natal), baseados em 3 livros de Elizabeth Gaskell.

North and South – 2004, BBC. Essa é das mais cultuadas. Quase alcança a fama de Orgulho e Preconceito de 1995. Também é inspirada por um romance de Elizabeth Gaskell.

Wives and Daughters – 1999, BBC. Mais uma série sobre obra de Elizabeth Gaskell. Tem 4 episódios.

The Ruby in The Smoke (2006) e The Shadow in The North (2007), BBC – Dois longas-metragens baseados em livros de Philip Pullman.

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A história alternativa

Philip K. Dick: O Homem do Castelo Alto

Philip K. Dick: O Homem do Castelo Alto

Quando terminei de ler O Homem do Castelo Alto, pensei: é isso mesmo? Não entendi nada? E tive que recapitular vários trechos para prestar atenção nas chaves escondidas que abriam portas secretas. Engraçado como estava com as idéias do post anterior sobre sonhos e realidades na cabeça, mas não entrei na onda do livro. Parecia somente um romance que imagina o mundo em 1962, tendo as forças do Eixo ganhado a Segunda Guerra Mundial. E imersa nessa idéia – que combinei comigo mesma e mais ninguém –  li todo o livro, mas derrapei nas implicações metafísicas plantadas ao longo das páginas.  Pois não é somente isso. Não apenas sobre possíveis desdobramentos históricos. É um tanto mais profundo e ousado.

Pesquisando por aí, descobri que o autor, Philip K. Dick, inspirou-se em diversas fontes clássicas para construir o romance. Inclusive um livro que imagina como seriam os EUA se os Confederados do sul tivessem vencido a Guerra Civil Americana. Mas o que me deixou curiosa é que o escritor não costuma ser comparado a nenhum outro autor do gênero ficção científica, embora eu tenha lembrado um pouco de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, em algumas passagens. O legal é que tanto Dick quanto Huxley foram escritores apaixonados por literatura, mas não somente ou especificamente a da tradição de Julio Verne. Dick lia Joyce, Kafka, Steinbeck, Proust, Dos Passos e Ibsen.

James Joyce é uma referência bem evidente em O Homem do Castelo Alto. Parte da narrativa do romance de Dick transcorre no universo íntimo de cada personagem, como os acontecimentos da vida de Stephen Dedalus, em Retrato do Artista Quando Jovem. Os conflitos extremamente profundos entre o mundo real e os valores pessoais, vividos por Robert Childan,  Mr. Tagomi, Frank Frink e Juliana Frink, estão em coerência com a trama complexa e cheia de jogos de ilusões, falsificações, disfarces, duplas identidades, em meio ao  terrível cenário distópico criado pelo autor.

Outras capas de The Man in The High Castle

Outras capas de The Man in The High Castle

Então,  o mundo em 1962 é dominado pelos alemães e japoneses, que são os grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial. Os italianos não são muito expressivos em sua partilha da vitória sobre os aliados, mas dominam territórios do norte da África e oriente médio. O regime nazista exterminou praticamente todos os judeus da face da terra e promoveu o massacre da população africana também quase por completo. Os poucos africanos que sobreviveram foram submetidos à condição de escravos. Outro tanto de judeus conseguiu escapar dos campos de extermínio vivendo sob disfarce. A cultura norte-americana foi subjugada. Estrelas de Hollywood deram lugar aos astros dos estudios da UFA. A bomba de hidrogênio foi uma conquista alemã, assim como as viagens espaciais e a colonização de outros planetas. O mar Mediterrâneo foi drenado e transformado em campos agrícolas. O território norte-americano foi dividido em Estados Unidos (de influência alemã), Estados Americanos do Pacífico (território onde se passa o romance inclui toda a costa oeste americana e é dominado pelos japoneses) e a zona neutra das Montanhas Rochosas.

mapa alternativo

mapa alternativo

Mais capas

Mais capas

E tem o livro dentro do livro. The Grasshopper Lies Heavy (O Gafanhoto pousa pesado) é uma obra proibida pelos alemães, porém tolerada nos territórios do império nipônico. O livro, lido por alguns personagens, conta outra história alternativa do mundo em que os Aliados (Inglaterra, EUA, França e Rússia) ganham a guerra. Mas, de acordo com o livro, essa também não é uma alternativa, digamos, exatamente feliz… O autor do livro é Hawthorne Abendsen, o tal homem do castelo alto.

A destruição das culturas dos povos subjugados e a delirante noção de superioridade nipo-germânica conduzem a uma sensação generalizada de paranóia. Os personagens vivem dilemas constantes sobre sua própria identidade, seu lugar no mundo, seu destino. Mas é como se essa dicotomia fosse uma idéia frágil, ilusória. Os próprios nazistas hesitam em acreditar em Hitler, Goebbels ou Göring. Alguns personagens recorrem ao I Ching ou O Livro das Transmutações para decidir que rumo tomar na vida. E esse Oráculo da sabedoria milenar chinesa vai revelar muito mais que o futuro ou o destino daquela realidade.

e mais capas

e mais capas

Acho que caí na armadilha virtual de Philip K. Dick. Li o livro sem decifrar direito as charadas do I Ching, as entrelinhas de The Grasshopper lies heavy ou os diálogos enigmáticos entre Mr Childan e Mr. Kassoura. Passei pelas páginas como os personagens do livro. Com um olhar iludido por uma coisa que parecia bastante com uma realidade.

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Guia Webdebee para O Homem do Castelo Alto

O Livro – leia ou baixe a obra nessa página do Scribd. A edição que li é 1987, pela Circo de Letras. A desse link é outra edição de 1971, quando o autor ainda era vivo. Tem uma introdução maior e conta que Philip gostava de Ibsen, de gatos e ouvia Monteverdi e Buxtehude. Jóia rara.

Philip K. Dicksite oficial do escritor. Parece bem completo, mas não naveguei muito.

The Man in the High Castle (a big fat spoiler) – esse verbete da Wikipedia é um total estraga prazer da leitura, mas lança algumas luzes interessantes. É como discutir episódios de Lost ou Fringe com amigos e ficar pensando: “putz… é mesmo. Porque não notei isso?” Tem até o mapa mundi com a divisão territorial do Eixo. As informações sobre o autor também são legais. As idéias de O Homem do Castelo Alto voltam em outros romances como Do Androids Dream of Electric Ship (que inpirou o filme Blade Runner), que vou começar a ler em seguida (pelo menos, acho que não vou resistir…).

I Ching ou O Livro das Transmutações – está entre muitas coisas que adoraria aprender como piano, cabala, yoga, dança flamenca, tai-chi, violão e kung fu. Já tentei a versão virtual do UOL, mas achei tão, tão difícil…  Mais sobre o Oráculo.

Mini-Série da BBCRidley Scott está produzindo para a BBC1. Oba oba oba!  Prometida para 2011. Não sei como ainda não filmaram isso, mas será que conseguem chegar no mesmo nível do filme Blade Runner?

capas e o autor (à direita)

capas e o autor (à direita)

Infelizmente não pude ler fazendo anotações e tags com post-it amarelo como gosto de fazer. Então, fico devendo um glossário. O livro tem um monte de expressões em alemão. Mas nada que o oráculo Google não ajude. 🙂

A transgenia dos sonhos

Inception (A Origem)

Inception (A Origem)

Da série de posts ridiculamente atrasados…

Como a vida, tudo começa numa medida pequena, invisível, imperceptível, insignificante. Um peteleco num cisco preso na lã do casaco ou uma piscada de olho de um piolho e voilà! Algo começa. As idéias podem estar dormindo como sementes microscópicas na memória. Mas quando ganham corpo, quem sabe até onde irão ou qual dimensão irão alcançar?

Esta semana fiquei lendo um daqueles adoráveis forros de bandeja do McDonald’s. Coisas simples como uma gota d’água dão origem a algo simplesmente fantástico como ondas no oceano. Achei uma das melhores campanhas da rede de fast-food. O ilustrador chama-se Hiro Kawahara. Tirando o item da ostra e o colar de pérolas (pois a ostra, sim é fantástica e não o colar), simplesmente adorei.

Simples e Simplesmente. Campanhad as bandejas do McDonald's

Simples e Simplesmente. Campanha das bandejas do McDonald's.

Christopher Nolan é conhecido por seus filmes quebra-cabeça, como Amnesia e The Prestige (O Grande Truque). Também, é claro, é o realizador dos dois filmes do Batman mais inteligentes já feitos. Então, depois de uma coisa como o Cavaleiro das Trevas, a expectativa em relação ao Inception (A Origem) era enorme.

Vejo a idéia central de Inception como um jogo que se passa no outro plano da vida. O plano que se dá nos sonhos.

Os sonhos ocupam boas horas de quem vive. Se vive nos sonhos. Há vida neles. Às vezes resolvo problemas num sonho, para acordar depois e perceber que não resolvi coisa alguma. Mas às vezes os sonhos realmente ajudam a resolver os problemas. Um sonho pode cansar. Como quando estudava dança e fazia exercícios na barra dos sonhos e acordava com a sensação de que não precisava ir à academia naquele dia. Podemos sonhar com algo que estamos esperando para acontecer e acordar achando que já fizemos, para depois descobrirmos que temos que fazer tudo de novo.

Inception

a anti-lógica dos sonhos

Minha irmã sonha frequentemente que pode voar. Eu sonho que posso flutuar. Que a gravidade é fraca e posso me desolcar sem precisar pisar no chão. Então, se nos sonhos podemos eliminar paradigmas como a gravidade, estaríamos falando de um lugar para testes? Seria o sonho um louco laboratório da vida desperta? Uma experiência alternativa da vida? Plantar uma idéia em um universo com outra lógica (ou sem ela) poderia ser um experimento controlável? Será que, como em Matrix, em que as personagens fazem download de habilidades, como pilotar helicópteros, podemos experimentar coisas ou aprendê-las sonhando? Será que veremos o dia da manipulação da vida sonhada? O surgimento da biotecnologia dos sonhos. Se, nos sonhos, podemos tudo, mas não podemos manipulá-lo, e se na vida acordada, não podemos tudo, mas temos mais chances de controlar o caminho, haveria um jeito de inverter os parâmetros? Imagino poder encomendar sonhos bons. Pego o cartão de crédito e pago por uma pílula dos sonhos programados.

Inception (A Origem)

Dream designers. Dream hackers.

Mas somos nós, os seres despertos, os mesmos que vivem nos próprios sonhos?

Tem um filme com a Demi Moore chamado Passion Mind (Paixões Paralelas), de Alain Berliner, em que ela vive uma vida desperta e outra dormindo. Acordada, ela é Marty, uma executiva solteira e rica de Nova York. Dormindo, é Marie, uma dona de casa viúva com filhos no interior da França. Ou pode ser o contrário. As duas Demi Moores anseiam pelo adormecer-despertar para a vida uma da outra. Não é grande coisa o filme, mas o conceito é interessante. Lembra um pouco o “A Dupla Vida de Veronique”, do Kieslowski. Mas este último não é exatamente sobre sonhos.

E afinal, um dos baratos da vida não é ter a porção sonhada compartilhando o corpo e a mente da porção consciente? Uma porção pode ajudar a outra, mas também podem destruir-se mutuamente?

cinema, literatura, imaginário dos sonhos

cinema, literatura, imaginário dos sonhos

Ontem, conversando com minha irmã sobre o rascunho deste post, ela mencionou um conto de Julio Cortázar que leu há muito tempo, sobre uma mulher que sonha com a vida de outra e as duas trocam de lugar. Acabamos encontrando o conto na coletânea Bestiário. Chama-se Lejana e é narrado em forma de diário escrito por Alina Reyes. Alina tem dificuldade para dormir e inventa anagramas e palíndromos para cair no sono. Mas sonhar significa viver como sua parte distante, la lejana: a outra mulher que vive mendigando pelas ruas geladas de Budapeste. Alina odeia a outra porque sente seu sofrimento, mas ao mesmo tempo, vê-se culpada e preocupada. Quando escreve no diário, usa a primeira pessoa, mas confunde-se entre o que acontece a ela e o que sofre a outra. Sonha com a outra ao dormir e também acordada enquanto ouve concertos de Fauré, Mozart e Chopin. Nesses momentos torna-se la lejana. E tem uma ponte sobre o Danúbio. A fronteira, o ponto de encontro entre as mulheres distantes. Alina é consciente dessa ponte em Budapeste, do frio e de sua porção  distante que deve encontrar lá. Deseja irresistivelmente chegar à ponte para o abraço com a outra. ” Ceñía a la mujer delgadísima, sintiéndola entera y absoluta dentro de su abrazo, con un crecer de felicidad igual a un himno, a un soltarse de palomas, al río cantando. “

Nos volumes da HQ Sandman, de Neil Gaiman, há uma exploração vastíssima do universo e das possibilidades e concepções do sonho. Lugares sonhados (como Fidler’s Green, o lugar-sonho). Guardiões de livros que só existem em sonhos. Pessos que sofrem de insônia ou que não conseguem acordar. Pesadelos. Gente que entra nos sonhos dos outros, que rouba sonhos, que não consegue sonhar, que controla sonhos alheios, que se refugia em sonhos, que aprisiona outros em sonhos. Além da antropomorfização do sonho. O sonho é um moreno esguio e alto, cujos olhos são como uma noite estrelada. Sonho (ou Sandman ou Morfeu) é irmão de Morte, de Destino, de Desejo, de Desespero, de Delírio e de Destruição. Quando Sonho é aprisionado por um bruxo (evento que acontece no primeiro volume da série, Prelúdios e Noturnos), a humanidade enfrenta anos de distúrbios e privações dos sonhos. O grande príncipe tecedor dos sonhos fica fora de combate por várias décadas até se libertar e iniciar a jornada de restauração de seu reino.

Inception (A Origem)

a arquitetura dos sonhos

Inception conta uma história um tanto apressada de pessoas que se infiltram em sonhos. E sobre as tecnologias e estratégias que as ajudam a invadir sonhos para alterar o curso “natural” da vida desperta. Alguns personagens criam lugares secretos nos sonhos para onde desejam voltar. Outros querem convencer pessoas a decidir por algo que irá trazer vantagens na vida acordada. Uns querem viver só nos sonhos. Outros podem matar outros nos sonhos. Morrer nos sonhos. Será possível?

Ariadne (Ellen Page) é uma arquiteta contratada por Cobb (Leonardo di Caprio), um dos dream hackers, para criar cenários dos sonhos. Como Teseu, que precisa de Ariadne para sair do labirinto, sem os designers de sonhos, fica difícil sair deles ou se proteger das armadilhas.  Exatamente como um jogo, mas em que as regras evoluem num universo de anti-lógica. Outro personagem interessante é Eames (Tom Hardy), o enganador, que se faz passar por outras pessoas nos sonhos para iludir os sonhadores. Como uma Mística (a mutante azul dos X-Men) do mundo dos sonhos.

Inception (A Origem)

a semente que gira invisível nos sonhos

Na vespera da estréia do filme nos cinemas, li esse texto muito bom da Ana Maria Bahiana. Mas não sei se ocorreu comigo o mesmo de quando vi O Cavaleiro das Trevas (do qual tive grandes expectativas, mas precisei ver de novo para apreciar como se deve), ou se realmente ficou faltando algo na história de Inception. Não é um conceito simples. Uma idéia tão grandiosa, que talvez tenha faltado sonhar mais com ela. Seria este um filme para completar a experiência sonhando? Uma semente para germinar no rascunho e na edição de um post? Food for thought? Food for Dreams?

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