Virando laje na Pré-História

Bernard Cornwell: Stonehenge

Bernard Cornwell: Stonehenge

“Não seja idiota. Seja mau!”, disse Mandy em certo episódio do desenho “As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy”. Tem um tipo de personagem sábio, ambíguo e misterioso que é bem característico dos livros de Bernard Cornwell. A exemplo de Merlin e de Nimue, das Crônicas de Arthur, e do velho e cego pai do Ragnar, das Crônicas Saxônicas, temos Sanas, a feiticeira de Carthallo do romance Stonehenge. Eles são sempre ácidos e engraçados. Gostam de chamar os tolos e ingênuos de idiotas.

Ao contrário do que eu pensava, não é a Inglaterra céltica que Cornwell retrata no livro. Simplesmente porque Stonehenge é muito anterior aos celtas. Dãããããããããã!!!!! É da Pré-História, Neolítico, pré-Idade do Bonze, antes da escrita e da invenção da roda. Mas como diria o autor, a idiotice é toda minha. Quem mandou eu acreditar que o Obelix faz menires porque era um costume dos gauleses? 🙂

 

Obelix esculpe menir observado por Asterix (personagens criados por Albert Uderzo e René Goscinny)

Obelix esculpe menir observado por Asterix (personagens criados por Albert Uderzo e René Goscinny)

Mais uma vez, Cornwell soluciona muito bem o desafio de evitar o aspecto mágico ou fantástico dos temas que aborda em sua obra. A construção do monumento místico pré-histórico, descrita em Stonehenge, a saga heróica de Arthur, Guinevere e companhia, na série Crônicas de Arthur, e os mitos da lança de São Jorge e do cálice sagrado, explorados na trilogia do Santo Graal, ganharam uma visão nada “new age” do autor. Totalmente em oposição, digamos, a Marion Zimmer Bradley (que eu também gosto bastante). Cornwell gosta da história, das pessoas de carne e osso, das paixões, ambições, contradições, medos, burrices e espertezas dos personagens. Tudo sob a ótica pragmática e bastante irônica típica da cultura britânica. Em Stonehenge, ele imagina o que levou uma tribo da pré-história a construir o monumento de pedra e como conseguiram completar um dos projetos de engenharia mais impressionantes da história.

Stonehenge

Stonehenge

Lugar de culto aos mortos? Ao sol? À lua? Templo de cura? Observatório astronômico? Aeroporto de discos voadores? Existem muitas visões de arqueólogos, historiadores, antropólogos, esotéricos, malucos e cientistas, em geral, para explicar o que é Stonehenge. Para que servem aquelas pedras erguidas em círculo? Diziam na idade média que o mago Merlin havia construído Stonehenge com a ajuda de gigantes. Até o século 20, acreditava-se que fosse uma construção medieval, onde os druídas realizavam cerimônias. Mas com o surgimento da datação por carbono, o mundo se surpreendeu com a descoberta de que o que restou de Stonehenge tem, na verdade, cerca de 4000 anos.

Muitas perguntas podem ser feitas considerando que o monumento foi erguido ainda na Idade da Pedra (não custa lembrar que estamos tratando de antes da invenção da roda). Algumas delas são:

  • como transportaram as pedras de zilhões de toneladas até o local? (algumas vieram de poucas mihas de distância, mas outras vieram do atual País de Gales)
  • como ergueram as pedras que formam os pilares?
  • como ergueram e encaixaram as pedras que se apóiam sobre os pilares (os chamados lintéis)? Com o detalhe de que os lintéis possuem protuberâncias, e os pilares, reentrâncias, que se encaixam perfeitamente, como num brinquedo Lego.
Stonehenge

O código Stonehenge

Todas essas e outras dúvidas que assombram historiadores e cientistas, além de fatos revelados pelas escavações arqueológicas no local, serviram de base na elaboração do romance de Bernard Cornwell. Para tanto, o autor ambientou a história em uma sociedade de agricultores, caçadores, sacerdotes e guerreiros. Um povo que adorava deuses representados pelo Sol, a Lua, a Terra, o rio, as florestas e outras forças da natureza. Uma série de acontecimentos, disputas de poder e visões ambiciosas dos personagens motivam a construção do monumento, que ajudaria seus idealizadores a alterar as forças do universo e a melhorar o mundo.

stonehenge como deve ter sido um dia

Stonehenge como deve ter sido um dia. A "pedra do calcanhar" (heel stone) e a "pedra do altar" (altar stone) são mencionadas por Cornwell na Nota Histórica do livro.

Cornwell imagina como seria aquela sociedade em estágio sedentário, ou seja, que já não era mais formada por tribos nômades. Plantavam grãos, aravam a terra com ajuda de bois, teciam roupas rústicas, faziam armadilhas de caça e pesca, fabricavam algumas ferramentas como machados de pedra com cabo de madeira, arcos de teixo e flechas com ponta de sílex e penas de aves domésticas ou selvagens, picaretas de chifres de cervos e espadas de bronze (indício de uma Idade do Bronze inicial). Com o sedentarismo, ocorre a formação das pequenas aldeias, a divisão de papéis e funções de cada homem e mulher, a identidade da tribo (“nós” e os “outros”) e a organização das defesas do território e da conquista de outros. Essa situação permitiu às pessoas, que não precisavam mais ficar em constante deslocamento para achar alimento e sobreviver, observar mais detidamente os fenômenos do universo. O posicionamento dos astros no céu, o movimento das marés, o misterioso ciclo biológico feminino, a deterioração dos corpos ou os raros eclipses. Tudo isso motivou também o surgimento dos mitos e das manifestações religiosas, através dos quais as pessoas buscavam explicar e/ou dar significado a suas vidas e aos fenômenos que observavam e que afetavam seus destinos. O novo modo de vida revelou novas formas de medo.

“Provocações e convites semelhantes eram gritados pelos principais guerreiros de Cathallo. Com penas e caudas de raposas penduradas, todas com a pele cheia de marcas de matança, eles se pavoneavam com bronze. Um dia Saban havia sonhado em ser um guerreiro assim, mas ele se tornara um criador, em vez de um destruidor, e um homem que sentia cautela, se é que não medo absoluto, diante do inimigo.” (Bernard Cornwell em Stonehenge)

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Guia WebDebee para Stonehenge

Glossário:

Fontes: Wikipedia e Cornwell, Bernard: Stonehenge

henge

henge

Stonehenge – “A palavra “henge” é deixada de usar deliberadamente no romance, porque não teria significado. Os saxões aplicavam originalmente a palavra apenas a Stonehenge, porque só Stonehenge tinha pedras “penduradas” [henge] (isto é, os lintéis), mas com o passar dos anos ampliamos o significado para inlcuir qualquer monumento circular que ainda resta das eras neolítica e do início da Idade do Bronze.” (Bernard Cornwell, Nota Histórica, p. 491-492, Stonehenge).

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aveleira

aveleira

aveleiras – (Corylus avellana), um arbusto da família Betulaceae, que cresce naturalmente em quase toda a Europa, Ásia Menor e parte também da América do Norte. A avelã é o fruto da aveleira. Consiste em um fruto mais ou menos esférico, lenhoso e indeiscente, cuja casca é extremamente resistente. Em seu interior encontra-se a semente comestível, de sabor levemente adocicado e algo oleaginosa. A avelã é consumida ao natural, ou usada em doces, normalmente associada ao chocolate, ao qual acrescenta um sabor muito apreciado.

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silex

silex

sílex – rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada. Apresenta-se geralmente compacta, de cor cinzenta, negra e outras. Com fractura concoidal. Ocorre sob a forma de nódulos ou massas em formações de giz ou calcário. Pode apresentar impurezas várias como argilascarbonatosiltepiritamatéria orgânica.

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lintel

lintel

lintéis –  Em arquitetura, um lintel é uma peça dura de materiais diversos (madeirapedraferroconcreto etc.) que assenta nas ombreiras ou jambas e constitui o acabamento da parte superior de portasjanelas; sendo também chamado de dintel, padieira ou verga[1]. Pode também ser chamado de someiro quando construido em madeira, num vão cujas ombreiras são executadas em argamassa.[2] Utilizado também sobre aberturas de lareiras, com o intuito de proteger a face superior da parede do calor e fumaça.

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menir

menir

menir – também denominado perafita, é um monumento pré-histórico de pedra, cravado verticalmente no solo (ortóstato), às vezes de tamanho bem elevado (megálito denominado menir).

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megálito – Monumento megalítico, ou megálito, do grego mega, megalosgrande, e lithospedra, designa uma construção monumental com base em grandes blocos de pedras rudes.

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dólmen de matança :(

dólmen de matança 😦

dólmens – Os dólmens são monumentos megalíticos tumulares colectivos (datados desde o fim do V milénio a.C. até ao fim do III milénio a.C., na Europa, e até ao I milénio, no Extremo Oriente). O nome deriva do Bretão dol = mesa e men = pedra. Também são conhecidos por antasorcasarcas, e, menos vulgarmente, por palas. Popularmente, são também por vezes designados por casas de mourosfornos de mouros ou pias.

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auroque

auroque

auroque – O auroque (Bos primigenius) é um bovino extinto em 1627. Tratava-se de um boi de grandes dimensões e comportamento indócil. Seu habitat, em épocas pré-históricas, se estendia de Portugal à Coréia e da Sibéria à Índia. Este animal teria sido caçado pelos homens no sul e centro da Europa desde a pré-história, como relatam as pinturas rupestres encontradas nestes locais. Linhagens mais dóceis teriam sido selecionadas pelas populações locais, e teriam dado origem ao boi europeu (Bos taurus). O auroque, no entanto, jamais viria a ser domesticado, e, após milénios sofrendo com a caça, o último indivíduo morreu em 1627, na floresta de Jaktorowka, na Polónia. Recentemente tem-se discutido a separação do auroque como variedade distinta do boi doméstico, visto que estudos genéticos sugerem que pertenceram ambos à mesma espécie (Bos taurus).

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isatis

isatis

isatis – Isatis L. é um género botânico pertencente à família Brassicaceae.


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Sobre o Neolítico

Sobre a Idade do Bronze

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Documentários

BBC – Timewatch: Stonehenge (2008 – 54′ 48″)

BBC Timewatch 2008 Stonehenge

BBC Timewatch 2008 Stonehenge

O programa acompanha a escavação feita no monumento em 2008 e explora a visão de que Stonehenge seria um templo de cura. Estudos de vestígios de ossos de um homem que ficou conhecido como o arqueiro de Amesbury, região próxima do monumento, e dos objetos encontrados no local em que foi enterrado, oferecem indícios de que ele veio de muito longe buscando tratamento para uma lesão na perna. Foram encontradas pontas de flechas e marcas de flechadas, que devem ter sido a causa de sua morte. Este e outros programas reconstituem a morte do arqueiro. Uma animação em computação gráfica ilustra as quatro fases de construção de Stonehenge e também o processo de abandono e ruína do monumento. Estudos sobre as disposição das pedras também reforçam a teoria do templo de cura. O conjunto é formado pelas gigantescas sarcen stones (ou pedras sarracenas), usadas nos grandes megálitos que formavam o círculo principal, e pelas blue stones (pedras azuis), que têm menor porte e formam o círculo externo. Essas pedras azuis eram valorizadas por ter grande poder terapêutico e encontravam-se em maior número no monumento. Essas e outras evidências como a posição das pedras em alinhamento com o nascer e o pôr do sol somam-se para fazer alguns estudiosos acreditarem na noção de um templo de cura do neolítico.

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History Channel – MysteyQuest: Stonehenge (2009 – 44′ 58″)

http://www.history.com/search?search-field=stonehenge

History Channel - Mystery Quest - Stonehenge

History Channel - Mystery Quest - Stonehenge

Este tem uma visão totalmente original. Analisa as propriedades acústicas do círculo de pedras. Utilizando equipamentos de alta precisão e tocando instrumentos de percussão confeccionados com base em descobertas arqueológicas, um grupo de especialistas realiza testes in loco e em uma réplica do monumento nos EUA. Eles descobrem que a vibração dos instrumentos e a reverberação pelas pedras produz ondas alfa, as mesmas alcançadas em transes mediúnicos, em estado de hipnose ou em meditação. Seria Stonehenge o espaço das festas raves pré-históricas? 🙂  Seria um templo para, através do transe proporcionado pela música e a dança, se alcançar a cura para doenças ou para se comunicar com os espíritos dos ancestrais?

Além disso, o programa também faz outra reconstituição da morte do arqueiro de Amesbury, mostrando os testes de um especialista em armas antigas. A descoberta de restos de ossos e dentes de porcos tabém é ressaltada como um indício de que o local servia para festas com ricos banquetes.

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National Geographic – Making History: Secrets of Stonehenge (2010 – 44′ 56″)

National Geographic - MakingHistory: Secrets of Stonehenge

National Geographic - MakingHistory: Secrets of Stonehenge

Esse é o mais espetaculoso dos documentários. Foi muito providencial assistir para entender melhor a descrição que o Bernard Cornwell faz da engenharia usada para transportar e erguer as pedras. Numa dramatização com atores e efeitos especiais, o programa mostra como as cordas, rampas, tripés e outras geringonças podem ter sido utilizadas na logística e construção de Stonehenge.

E também tem uma investigação sobre as razões para a orientação do templo em relação ao sol. Especialistas respondem porque o sol era tão importante para os que ergueram o monumento. O programa visita os locais originais de onde as pedras foram transportadas e faz outra reconstituição da morte do arqueiro. Uma arqueóloga ou antropóloga mostra os objetos encontrados em um túmulo nas proximidades que podem ser considerados as primeiras “jóias da coroa” inglesas.

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National Geographic – Stonehenge Decoded (2008 – 60′ 34″)

National Geographic - Stonehenge Decoded

National Geographic - Stonehenge Decoded

Outro programa que reconstitui a construção do monumento com cordas, alavancas e tripés. Narrado por Donald Sutherland, o documentário também tenta investigar os métodos usados para moldar as pedras que formam os pilares e os lintéis com seus encaixes precisos. Explora também os vestígios do que seria a cidade perdida dos construtores de Stonehenge.

A teoria seguida é de que seria um complexo religioso, incluindo não apenas Stonehenge, mas também outros círculos monumentais nas proximidades. Um deles, feito de madeira. Mas, ao contrário do que alguns imaginavam, os pilares de madeira não seriam um ensaio para o templo definitivo de pedras. Supõe-se que os templos de pedra e de madeira teriam propósitos diferentes. O de pedra (Stonehenge) seria dedicado aos mortos (os ancestrais) e nele se observaria o nascer do sol. E o de madeira (Woodhenge) seria o templo dos vivos, onde se praticariam rituais de fertilidade e se assistiria ao pôr do sol. A dramatização é a mais elaborada de todos os documentários dessa lista. Atores vivem personagens numa pequena história que narra a aventura da construção do templo e do transporte das pedras, além dos rituais de fertilidade e de morte.

Mas o que achei mais interessante sobre essa visão do templo para os mortos é que um dos arqueólogos consultados conta sobre a visita a uma tribo africana que utiliza pedras em rituais de reverência aos mortos. Um dos membros da tribo visitou Stonehenge e não teve dúvidas de que aquele era um grande monumento aos espíritos dos antepassados. De celebração da harmonia entre humanos e natureza. A vida vem da natureza. Os ancestrais são a fonte de vida. As pedras são pessoas. Saban, personagem do livro de Cornwell, pede humildemente desculpas aos espíritos das árvores que tem de derrubar para usar na construção do templo.

Por fim, o programa parte das descobertas feitas no túmulo do nosso querido Amesbury archer para ilustrar o advento da primeira era do metal. Indícios da chegada de outros povos do continente europeu trariam novos conhecimentos como a metalurgia, começando pela liga do bronze.

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PBS – Nova – Secrets of Lost Empires: Stonehenge (1997 -54′ 12″)

PBS - Nova - Secrets of Los Empires - Stonehenge

PBS - Nova - Secrets of Los Empires - Stonehenge

Embora seja anterior à descoberta do arqueiro de Amesbury e das escavações de 2004 e 2008, este talvez seja o documentário mais detalhado na tentativa de reconstituir o trabalho hercúleo e complicado de construção de Stonehenge. Uma centena de voluntários topou trabalhar sob o sol do verão inglês para puxar cordas, empurrar pedras sobre trilhos e tudo mais ao ritmo de tambores e gritos de “Um, dois, três. Puxe! Um, dois, três. Puxe! Um, dois, três. Puxe!” Cada tarefa foi estudada, planejada e executada para valer. Como teria sido a colocação dos lintéis? Com paletes ou rampas? Eles tentam todos os recursos que estariam disponíveis para o homem do neolítico inglês. Cordas, troncos de árvores, galhadas de antílope (para cavar fossos e barrancos), trenós e gordura animal (para facilitar o deslizamento das pedras). O progresso é lento, mas houve resultado. Um experimento que prova que o conhecimento meramente empírico faz grandes coisas.

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National Geographic – Naked Science: Who Built Stonehenge? (2005 – 45′ 19″)

NatGeo Naked Science: Who Built Stone Henge

NatGeo Naked Science: Who Built Stonehenge?

Esse tenta identificar quem foram os construtores de Stonehenge e começa eliminando as possibilidades de terem sido: 1 – Os Romanos; 2 – Os Druídas; 3 – Povos imigrantes do continente eruropeu; até só restar como candidatos os da opção 4:  os antigos britânicos do início da Era do Bronze (o que corresponde à opção seguida por Cornwell em seu romance). Foram testes realizados em 1995 que indicaram que Stonehenge tem cerca de 4 mil anos.

Além da busca por quem fez Stonehenge, o documentário se diferencia por relatar a descoberta de evidências de que algumas blue stones foram moldadas no próprio local de onde foram levadas, ou seja, em Gales do Sul. A teoria de que as pedras azuis teriam se deslocado até as planícies de Salesbury pelas próprias águas resultadas do derretimento de calotas polares no fim da Era do Gelo é refutada pelos especialistas. E o programa, com ajuda de engenheiros e arqueólogos, tenta recriar a jornada de transporte das pedras através do mar e dos rios, com barcos e cordas, percorrendo 20 milhas. Eles até resgatam as imagens do documentário da PBS descrito no tópico acima, do pessoal que resonstituiu o processo de arrastar e erguer os blocos de pedra. Em 1998 escavações arqueológicas descobriram um barco feito de um tronco de árvore na Era do Bronze. Uma espécie de canoa. Com base nessa descoberta, os arqueólogos reconstruiram as embarcações que possivelmente transportaram as blue stones. Eles só levam um pedregulho, e, mesmo assim, com ajuda de um guindaste para içar e deitar a pedra sobre a embarcação.

Um engenheiro calcula que foram necessarias 3 mil pessoas, um prazo de 2,5 a 3 anos, totalizando cerca de 1,5 a 2 milhões de Homens/hora de trabalho para construir Stonehenge. E uma das linhas de investigação sobre o monumento tenta identificar o modo como foi construído para entender as razões porque foi feito. O arqueólogo Mike Pitts, que também aparece no documentário da NatGeo “Stonehenge Decoded”, acredita que era um local religioso, erguido entre as sagradas colinas de Salesbury. Mas quem foram esses construtores? Em abril de 2003, outra escavação a 3 milhas do local encontrou ossos do que parecia ser uma família que viveu na época da construção de Stonehenge.  O estado dos esqueletos e dentes não permitia extrair material de DNA, mas testes forenses com alguns dentes indicaram que a origem daquelas pessoas era o sul do País de Gales. Mais uma idéia refletida no livro de Cornwell, onde habitantes de Sarmennyn, que é como ele chama o sudoeste de Gales, viajam até as planícies do sul da Inglaterra para ajudar a transportar as pedras azuis e a construir o novo templo. E, finalmente, com recursos como tomografia computadorizada e software de construção de imagens em 3 dimensões, cientistas conseguiram mostrar o rosto de um desses galeses que pode ter trabalhado na construção de Stonehenge.

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Discovery HD TV – Sunrise Earth: Stonehenge Dawn (2006 – 50′)

Sem narrativa ou apresentador. Apenas a beleza das pedras em imagens de alta definição e o som ambiente do local. O vento, os pássaros, os automóveis na rodovia próxima. Algumas curiosidades são exibidas em texto na tela . Destaque para os pássaros pretos (Jackdawns) que fazem ninhos sob os lintéis. E os líquens que cobrem as pedras. Estes são raramente encontrados no interior do país. A espécie mais próxima é achada na costa marinha inglesa a 60 milhas de distância. Mais um mistério de Stonehenge.

O amanhecer em Stonehenge pela Discovery HDTV

O amanhecer em Stonehenge pela Discovery HDTV

A eternidade e os mistérios de Chanel

Coco Chanel clicada por Man Ray
Coco Chanel clicada por Man Ray

Marguerite Duras certa vez disse que estava preocupada com as mulheres. “Elas estão perdendo seu mistério”, disse a autora de “O Amante”, alguns anos antes de morrer. Um dos símbolos mais evidentes do mistério da feminilidade chama-se Gabrielle Chanel. Assim como Duras, Chanel era uma criadora, era francesa e representava o próprio século 20. O século que mudou as mulheres. Uma das maiores estilistas e criadoras da moda, Chanel inventou um universo próprio e o deu de presente quase em sua integridade para todo o mundo,  mulheres ou homens.

Pensando sob esse aspecto, sou obrigada a fazer uma exceção ao valor das biografias. Há uns bons anos atrás, ouvi do escritor Victor Giudice uma frase que nunca esqueci. “Não importa o Wagner. O que importa é o Parsifal.” Wagner podia ser o canalha, anti-semita, desleal que fosse. No final das contas, o que interessa à humanidade é sua música. O que fica é o Funeral de Ziegfried ou a “Morte de amor de Isolda” cantada pela Jessie Norman ou Gundula Janowitz. Presenciei também outra escritora, Adélia Prado, contando um episódio de sua vida doméstica que contribuiu mais ainda para essa idéia. Ela estava numa discussão tensa com a filha adolescente e esta de repente apontou para a contra-capa do livro que Adélia segurava e que tinha sua foto e disparou ” eu prefiro essa Adélia e não você!”. Ao que a mãe respondeu: “Graças a Deus!”. A escritora comentou algo como: ainda bem que o que escrevo é maior do que eu. Então é isso. De uma maneira geral, as criações são maiores, mias longevas e melhores que seus criadores. A diferença é que a vida de Chanel é uma grande obra inspiradora. Com todos as suas perfeições, imperfeições, mistérios e incertezas.
O mistério da criação, da capacidade de solucionar e inventar coisas, confunde-se com o próprio mistério da feminilidade X masculinidade. Acho que eram os pensadores gregos que diziam que, como o homem não podia parir filhos, começou a parir pensamentos.  Mas que tal  se pensarmos que a própria vida de um homem ou de uma mulher for não apenas produto da genética, da espiritualidade e do mundo em que nasceu e viveu, mas também uma misteriosa invenção de si mesmo?

O Livro

Olhar além do momento

Olhar além do momento

Na biografia “Chanel, a woman of her own”, de Axel Madsen, descobrimos que ela adorava mentir sobre seu passado. Mas ao mentir, talvez inventasse histórias “de pescador”. Versões melhores do que a “verdadeira”. Algumas coerentes com seu modo de ver o mundo, outras simples bobagens. Dizia que fora criada por tias muito sérias e rigorosas, ao invés de admitir que fora deixada num internato de freiras. O irônico é que a experiência da infância e da adolescência passadas com as freiras influenciou claramente seu senso de ordem, limpeza e economia. O que transparece em seu estilo limpo, simples quase monástico de idealizar a moda. A austeridade e o preto e branco dos hábitos das freiras, as roupas dos jóqueis, dos marinheiros da Normandia, os trajes desportivos usados pela elite inglesa quando vai à caça. Elementos com poucas chances de servir como inspiração a uma costureira no final do século 19, foram os materiais intelectuais de Chanel.

Ler sobre a trajetória de Chanel é como um passeio pela história do século 20. Começando pela cena da Belle Époque francesa com a incrível Misia, Colette (autora de “Chéri“, que virou filme de Stephen Frears, com Michelle Pfeiffer) e Marcel Proust, entre vários outros personagens que marcaram esse período. Mísia foi uma divina musa da época. Pianista, filha de artistas, ex-aluna de Gabriel Fauré, Misia Sert foi eternizada em retratos pintados por Toulouse Lautrec e Jean Renoir. Espero que sejam feitos muitos livros e filmes sobre essa mulher. Misia foi muito próxima de Chanel. Não sei dizer se eram amigas. Se admiravam e queriam bem uma a outra, creio. Mas tinham temperamentos explosivos e atitudes agressivas demais para conviverem.
A jovem Coco

A jovem Coco

Em seguida, vêm os loucos anos pós Primeira Guerra, quando vivia cercada por figuras como Cocteau, Picasso, Diaghilev, Stravinsky, Darius Milhaud, Poulenc, Dalí, os Surrealistas, os Cubistas e todos os istas possíveis e imagináveis. Chanel patrocinou produções de Sergei Diaghilev e seus Ballets Russes, além de ter criado figurinos para espetáculos da companhia. No cenário da moda, foi contemporânea e concorrente de Paul Poiret, Jeanne Lanvin, Madeleine Vionnet e aquela que era sua pedra no sapato, Elsa Schiaparelli, a designer italiana que se identificava com o  surrealistas. Chanel a chamava de “aquela artista italiana que faz roupas.

Chanel foi amiga íntima de duas figuras que não podiam ser mais opostas: Jean Cocteau e Winston Churchill. Para Cocteau foi o lastro que o salvava das pirações com o ópio e os casos amoroso, para que pudesse escrever e encenar suas obras. Já Churchill, o grande estadista que liderou a Inglaterra na Segunda Guerra, tinha em Chanel uma confidente com quem partilhou momentos difíceis, como a crise em que o rei Eduardo VIII renunciou ao trono para casar-se com a norte-americana Wallis Simpson.
elegância simples

elegância simples

Essa biografia é tão densamente recheada de pequenas histórias de Chanel e de fatos marcantes das várias épocas históricas, que fica difícil se deter em um único tópico. Pode-se caminhar, por exemplo, guiado pelo tema dos homens da vida de Chanel. Começando por Etienne Balsan, o militar de família rica e tradicional, com quem aprendeu a amar cavalos e corridas e que talvez tenha iniciado Coco na vida sexual. Foi Balsan quem a apresentou aos artistas, intelectuais e ricaços, que se tornariam seus primeiros clientes.  E foi através de Balsan, que ela conheceu Boy Capel. O empresário inglês não chegou a se casar com Chanel, mas marcou sua vida, incentivando sua carreira e tornando-se o seu insubstituível grande amor. Mais tarde se envolveu com o Grão-Duque Dimitri, da Rússia, e quase tornou-se uma aristocrata ao manter um longo romance com Bendor, o Duque de Westminster, que lhe apresentou Churchill e o modo de vida da nobreza britânica, uma experiência que influenciou notadamente suas criações. E ainda passaram por sua vida o compositor Igor Stravinsky, o poeta Pierre Reverdy e o artista gráfico Paul Iribe. Cada um, co-adjuvante de um capítulo valoroso da vida de Chanel. Quando a França estava ocupada pelos nazistas, teve um caso com o oficial alemão Hans Gunther von Dincklage ou Spatz. Por mais que fosse justificado pelo fato que conhecia Spatz desde antes da guerra e, realmente, Chanel não dava a mínima para os rumos da política e das guerras mundiais, o romance colocou-a em uma posição ambígua para os franceses que aguentaram os anos de chumbo da ocupação. Tinha atitudes nada convencionais. Para o bem ou para o mal.

Chanel e suas pérolas

Chanel e suas pérolas

Outras figuras relevantes em sua trajetória são os irmãos Paul e Pierre Wertheimer, de quem foi sócia na construção da grande marca Chanel que nomeava roupas, acessórios e perfumes. Com o tempo, as relações de Chanel e os Wertheimer tornaram-se nada agradáveis. O livro aborda também a aventura de Chanel em Hollywood, as estrelas do cinema, princesas e celebridades que tornaram-se suas clientes. Além de sua relação com os grandes editores e críticos de moda das principais publicações especializadas, como Vogue e Elle. Numa de suas visitas a Nova York, conhece Helena Rubinstein e as duas passam horas sem fim conversando.  Enfim, são tantos acontecimentos num vida, que valeriam dezenas de posts.

Ficaram famosos seus aforismos publicados na revista Vogue. O meu favorito é: “Aos quarenta, as mulheres trocavam a juventude pela elegância, pela postura e pelo mistério.; uma evolução que as deixava incólumes. Agora elas medem forças com as jovens, usando defesas que só podem ser descritas como ridículas.”

Nos anos 30, o jovem Luchino Visconti frequentou sua casa em Roquebrune e cunhou o apelido de “La belle dame sans merci”. Não esqueceu de “seus sofrimentos, seu prazer em ferir, sua necessidade de punir, seu orgulho, seu rigor, seu sarcasmo, sua raiva destrutiva, seu gênio criativo, a franqueza de uma personalidade que passar rapidamente do ardor  à indiferença.”
O apartamento de Chanel e seus painéis de Coromandel

O apartamento de Chanel e seus painéis de Coromandel

Seu olhar estava apontado e ajustado para alcançar certas nuances que passavam despercebidas. Nas corridas de cavalos, uma de suas paixões, observava as linhas das trajetórias dos cavaleiros e via “elegantes arabescos.” Interessou-se pelo hinduísmo e conheceu o Bhagavad Gita, que Boy Capel lia para ela. “Gosto muito de tudo o que garanta que nada jamais desapareça.” Apesar de viver em meio ao furacão das superficialidades da moda, manteve sempre o que o autor da biografia chamou de uma “veia de puritanismo”. No fundo, Chanel desejava criar algo que fosse perene. “Não posso aceitar que se jogue fora uma roupa porque é primavera. Adoro as roupas porque, como os livros, posso sentí-las, tocá-las. As mulheres querem mudar; elas estão erradas. Sou a favor da felicidade, e a felicidade consiste em não mudar.”

Adotou tecidos pouco nobres, como jersey e a malha como materiais básicos de suas criações pret-a-porter. Historiadores da moda diziam que seu estilo “tem tudo a ver com a elegância, mas baseia-se em elementos alheios à elegância – como conforto, bem-estar e bom senso.”  Como afirma Axel Madsen, Coco havia criado a elegância funcional. “Ela rejeitava a arrogância da riqueza e ensinou os ricos a misturarem o verdadeiro com o falso.” O estilo hi-lo, tão adotado nos últimos anos, deve ser um reflexo dessa visão de Chanel. Karl Lagerfeld,  atual diretor criativo da Maison Chanel,  disse recentemente o seguinte sobre o legado da estilista:  “Nenhuma outra casa tem o logo, a camélia, as pérolas, o sapato com a ponta preta, as jóias. Eu brinco com os elementos como um músico brinca com as notas.”
Chanel por Karl Lagerfeld

Chanel por Karl Lagerfeld


Os filmes


Coco Avant Chanel

Coco Avant Chanel

Coco Avant Chanel

O retrato da mulher que se inventou
Alguns torceram o nariz para a interpretação da Audrey. Mas acho que ela construiu com sinceridade uma Chanel. Bem longe da doce Amelie Poulain, Tautou encarna a teimosia, o sonho e a acidez da jovem Coco.
O filme limita-se a uma parte incial da história de Chanel. Uma vida que comporta vários filmes, com certeza. Da infância no internato de freiras, aos anos com a tia-irmã Adrienne, com quem se apresentava em cafés na cidade de Moulin. Lá conhece Balsan, que vai apresentá-la ao mundo. E, por intermédio de Balsan, conhece Boy Capel. Com seu espírito forte e o impulso dado por alguns homens, Coco saltou para o penhasco desconhecido da vida
Numa cena exemplar do filme, Capel flagra Gabrielle de pijamas listrados, deitada em um sofá com um livro. Diz, num quase suspiro, “você é muito elegante.” Boy entendeu Chanel. Considerando tudo que veio depois,  só ele entendeu.
Chanel (Audrey de pretinho básico) e Boy Capel (Alessandro Nivola)

Chanel (Audrey de pretinho básico) e Boy Capel (Alessandro Nivola)

Inspiração nas roupas masculinas

Inspiração nas roupas masculinas

listras dos marinheiros e ousados chapéus de palha

listras dos marinheiros e ousados chapéus de palha

Coco Chanel 2008

Coco Chanel 2008

Coco Chanel (2008)

As lembranças luxuosas de Chanel
Com Shirley McLane no papel de Gabrielle Chanel, o filme é exibido de vez em quando no canal GNT. Assisti bem depois do Coco Avant Chanel. É meio parecido com esse último. Mas abrange mais tempo da vida de Chanel. É narrado pelas memórias da estilista nos anos 50. Não é grandes coisas, mas é interessante por explorar um pouco mais a vida de Chanel dentro do atelier e sua relaçao com as clientes.
O ator que faz o Boy Capel não é tão bonito quanto o do filme com a Audrey.
Em compensação, o Balsan é bem mais interessante nesse.
Chanel (Shirley McLane) criando sobre o modelo

Chanel (Shirley McLane) criando sobre o modelo

paixão pela cavalaria

Com Balsan (Sagamore Stévenin), a jovem Coco (Barbora Bobulova) adquire a paixão pela cavalaria

Coco Chanel et Igor Stravinsky

Coco Chanel et Igor Stravinsky

Coco Chanel & Igor Stravinsky

O Nº 5 e a Sagração da Primavera
Esse ainda está em cartaz nos cinemas e trata de um provável romance de dois grandes ícones do século 20.

Tem um momento do filme em que Igor explica a Coco sobre seu processo de compor. E ela, com expressão muito curiosa, observa: mas é como quando eu crio meus modelos, corto, costuro, bla bla bla. E Igor responde algo como: mas isso não é arte. Estou falando de arte. E Coco dá de ombros, tipo pensando: não estou falando de arte, sua mula, mas de criação, invenção.

Os dois são grandes inventores da história recente da modernidade. Pode não ser arte o que Chanel fazia (ela mesma dizia que moda não se trata de arte, mas de negócio), mas Einstein também não era artista e seu poder de invenção não poderia ser colocado abaixo de Stravinsky.

O que acho curioso, e que, possivelmente é a fagulha que resultou no encontro de Chanel e Stravinsky, é a visão de dois estranhos ao mundo. Chanel até o fim da vida foi fiel ao princípio da simplicidade. No último instante, antes da modelo entrar no salão para desfilar uma de suas criações, Chanel intervinha e arrancava um detalhe, um ornamento ou acessório. Limpava os excessos sempre que possível. E de Stravinsky, outro ser econômico, dizem que ao final da vida cobrava sua música pela nota. Quanto vale um punhado de notas de Stravinsky ou meio metro quadrado de debruns de Chanel?

Além do caso com Igor, o filme também se preocupa em mostrar o modo de vida da estilista. O dia-a-dia da maison em Paris, a mansão no subúrbio, onde abrigou Stravinsky e sua família, jantares com artistas e intelectuais. Mostra também as viagens à Provence, onde ajudou a elaborar um de seus símbolos mais eternos: o perfume Chanel Nº 5. A atriz Anna Mouglalis vive a Chanel dos anos pós-Boy Capel, que encontra em Stravinsky (Mads Mikkelsen) uma fonte de adrenalina criativa. Chanel estava no Théatre Champs Elyseé, na tumultuada noite em que Stravinsky, Nijinsky, Diaghilev e os Ballets Russes, apresentaram pela primeira vez A Sagração da Primavera. Na temporada 89/90, Karl Lagerfeld lançou uma coleção em um desfile no mesmo Champs Elyseé, ao som da mesma Sagração. Foi considerada uma de suas melhores coleções.
Em busca do Nº 5

Em busca do Nº 5

Dois criadores

Dois criadores

A Sagração

A Sagração

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Guia Chanel, by Webdebee

A Belle Époque

Emilienne D'Alençon, Colette, Marcel Proust e Misia (por Renoir)

Emilienne D'Alençon, Colette, Marcel Proust e Misia (por Renoir)


Emilienne D’Alençon

Mísia

Colette

Marcel Proust

A Cena Fashion

Poiret, Lanvin, Vionnet e Schiaparelli

Poiret, Lanvin, Vionnet e Schiaparelli

Paul Poiret

Madeleine Vionnet

Elsa Schiaparelli

Maison Chanel

Os Clássicos de Chanel

pretinho, tailleur, Nº 5, sapato aberto atrás, camelha, bolsa matelassé com alça de corrente, pérolas, sapato bicolor

vestido pretinho básico, tailleur, Nº 5, sapato aberto atrás, camélia, bolsa de matelassé com alça de corrente metálica, colar de pérolas, sapato bicolor