No imaginário vive o coração

Once Upon a Time

Once Upon a Time. O exílio dos contos de fada.

Na pequenina cidade de Storybrooke, Rumpelstiltskin (ou Mr. Gold) é o principal oponente da Madrasta Malvada (que é a prefeita Regina Mills). Já o cara que morava no “espelho, espelho meu” da Madrasta foi um dia o gênio da lâmpada. Chapeuzinho vermelho é uma garçonete sexy, enquanto o Grilo Falante é um psicanalista.

A série Once upon a Time foi anunciada como “dos mesmos roteiristas de Lost”. E é evidente a semelhança das estruturas narrativas que intercalam o presente e o “outro tempo” dos personagens. Então, já que eles perderam a desculpa do Lost para exercitar a criação de histórias, mergulharam de cabeça nos contos de fada. E estão fazendo algo genial. É bom ter de volta o que era mais interessante de Lost: as pequenas jornadas pessoais dos personagens perdidos na ilha. Pessoas retratadas como breves – porém complexas – histórias.

Fairy Tales Mashups

Fairy Tales Mashups

A Madrasta Malvada, que se tornou uma rainha e feiticeira poderosa, lança o apocalipse do mundo dos contos de fada. Ela decreta o fim dos finais felizes e do mundo de Branca de Neve, Cinderela, Pinoquio e Chapeuzinho Vermelho. Tudo implode, se fragmenta na poeira da memória do universo e ressurge na forma de uma cidade pequena cercada por uma floresta no estado do Maine, nos EUA. Lá, todos os personagens vivem vidinhas comuns e têm as lembranças da outra vida reprimidas… O passado/imaginário é a verdade. E o presente/real é um sonho sem graça.

Outra boa sacada da série é transformar o que podia ser um ridículo samba do crioulo doido em ingredientes saborosos para as histórias. É um tal de juntar Branca de Neve com Cinderela ou Joãozinho e Mariazinha e mixar Rumpelstiltskin com a Bela e a Fera ou o homem do espelho com o gênio da lâmpada, mas tudo é combinado com segundas e ótimas intenções. No final, algum escritor pode se perguntar: porque nunca pensei nisso antes?

The Heart is a Lonely Hunter

O coração é um caçador solitário

O episódio mais bonito, dos que foram produzidos até agora, chama-se “The Heart is a Lonely Hunter“, em que é contada a história do xerife da cidade, que, na vida sonhada, era o caçador enviado pela Madrasta para matar Branca de Neve, arrancar-lhe o coração e trazê-lo em uma caixa. Pela tradição, sabemos o que acontece. Mas em Once Upon a Time, a jornada do caçador é muito mais cruel e profunda. Quem aprisiona histórias, aprisiona corações. E esse é o mais terrível dos segredos.

Já pedi a uma estrela cadente para que, tão cedo, não seja cancelada.

Site oficial da série

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One last disappointment

Histórias de espiões, assim como as de máfia, são quase sempre alimentadas por vinganças pessoais. James Bond só volta ao serviço de sua Majestade depois que vinga a morte de Vesper. Em Spooks, Sir Harry Pearce sempre tem uma bala na pistola ou um copinho de whisky envenenado para aqueles que causam a morte de um de seus espiões. Que o digam o chefe da FSB (antiga KGB) que foi responsável pela explosão do carro do agente Adam Carter ou o ex-secretário do Interior, que autorizou outra explosão que matou a ótima Ros Meyers. Quando o Harry aparecer de luvas num recinto, prepare-se. Uma vingança pode estar em andamento.

Spooks

Vingança é um prato que se come com luvas pretas

Parece que a vida necessariamente esquizofrênica dos espiões, pelo menos no universo ficcional, conta com compensações como essa. Ninguém nessa situção consegue ter uma vida pessoal livre das ameaças da vida profissional. E todos eles abrem mão desse privilégio para servirem seu país. Então a identidade do grupo e o senso corporativo falam mais alto. Eles têm que zelar uns pelos outros. Formam uma confraria e vingam a morte de seus companheiros.

A série da BBC chegou ao fim em 23 de outubro deste ano, quando foi ao ar o sexto e último episódio de sua décima temporada. Spooks (já comentada aqui)  foi marcada por desapontamentos. Não é que a série desaponte o tempo todo. É que as histórias têm reviravoltas e desfechos que podem causar frustração para quem assiste. Frustração, desapontamento, decepção como acontecem na vida. Os roteiristas não têm pudor algum ao matar os heróis da série com poucas linhas, economizando na emoção do texto. Mas ainda assim, a ação é suficiente para causar uma reação emocional no espectador. Para mim, a pior morte ou a mais difícil de aceitar é a do personagem Colin. A decepção é meio que uma marca da série. Tem episódios, inclusive, em que a BBC coloca um aviso na abertura com um texto do tipo “esse episódio poderá desapontar alguns telespectadores”.

Spooks

Ruth, Harry, Adam, Ros, Zafar e Jo na 6ª temporada de Spooks

Então, ao longo das dez temporadas, aprendemos a gostar (ou não) do Harry, do Tom, da Cloe, do Daniel, do Colin, do Malcolm, da Ruth, do Adam, da Ros, da Jo,  do Lucas, do Tariq, do Dmitri, entre outros. E vamos dizendo adeus a quase todos eles, ou porque morrem ou porque saem da história. Muitas vezes essas mortes são vingadas. Poucas saídas de personagens são razoavelmente “felizes”, como a da Chloe ou do Malcolm. O último capítulo de Spooks trouxe o desfecho de uma história dentro da história. Um final muito aguardado que, para não variar, resultou em um último desapontamento. E, mantendo a tradição até o fim, a vingança é a personagem mais aguardada da série.

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Guia Webdebee de Spooks

A série produzida pela Kudos para a BBC teve 10 temporadas e seu primeiro episódio foi ao ar em 2002. Em Portugal, a série se chama Dupla Identidade. No Brasil, que eu saiba, não passa em canal algum.

Spooks Temporada 1

Chloe, Tom, Tessa, Harry, Daniel e Helen. Equipe original

Spooks é uma gíria para denominar espiões. Na série da BBC eles são agentes do MI5, serviço de segurança e inteligência que é ligado ao gabinete do sercretário do interior e atua dentro do território inglês. Fora das terras britânicas, quem atua é o MI6, um outro órgão que também atua com o MI-5 e o Ministério da Defesa inglês. Dizem que os agentes do MI5, na verdade, passam a maior parte do tempo ouvindo escutas telefônicas, monitorando imagens de satélites e de câmeras de segurança e analisando todo esse material, chamado de “intel”. Então, na realidade, a inteligência da informação é a principal arma dos MI5. Mas, na ficção de Spooks, os agentes partem da inteligência para a ação em todos os episódios. Harry Pearce é o chefe da chamada Section D, divisão com foco principal na prevenção de ações terroristas. Harry é um veterano do serviço de espionagem inglês. Sobreviveu às transformações do mundo, desde o fim da Guerra Fria. É o único personagem permanente por toda série.

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Melhores temporadas

Assisti às 10 temporadas em ordem meio aleatória. Tentei manter um distanciamento crítico, mas ainda assim, foi uma coisa muito muito viciante.

Spooks Temporada 9

Revelando Lucas North

9ª temporada – 2010

Peguei o bonde de Spooks andando no início de 2011. Acho que foi porque na época eu assistia tudo que tivesse o Richard Armitage (na verdade, continuo fazendo isso… hehe) e falava-se muito da atuação dele em Spooks. Nessa nona temporada (que era, então, a mais recente) os Spooks tinham acabado de perder a valorosa Ros Meyers. Claro que, como era a primeira vez que assistia à série, não entendi coisa nenhuma. Mesmo assim, o primeiro capítulo da temporada já parte para a ação, introduzindo dois personagens novos (Dimitri e Beth) e a substituição da Ros pelo Lucas North (Armitage) no comando das operações da equipe em campo. São oito episódios muito tensos em que são revelados segredos (decepcionantes, é claro) sobre um dos principais personagens.

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Spooks Temporada 7

Adam meets Lucas

7ª temporada – 2008

Essa tem um fio condutor dos epsódios e começa com a chegada do personagem Lucas North e o adeus a Adam Carter logo no primeiro capítulo. Há uma conspiração envolvendo o serviço de espionagem russa, que tinha motivado a captura e tortura de North por longos 8 anos. A temporada avança desvendando a conspiração e tem um daqueles finais desesperadores. Ainda bem que já tinha a 8ª temporada pronta para assistir e não fiquei no suspense mortal dos britânicos, que tiveram de esperar até o outono de 2009 para saber o que tinha acontecido com o Harry. Destaque para a memorável cena do primeiro episódio, em que somos apresentados às tatuagens de Lucas…

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Spooks

Spooks Series 1

1ª temporada – 2002

Na ordem maluca em que assisti, essa foi a minha 2ª temporada de Spooks. Não tem uma apresentação, digamos, didática do contexto ou dos personagens. O espectador meio que cai no mundo dos espiões. Aliás devo admitir que, apesar de ter assistido à série numa frequencia diária e quase ininterrupta, não quer dizer que eu entendia tudo o que estava acontecendo. Tem momentos em que as reuniões de debrief no grid concentram tanta intel e tão rápido que eu me perdia facil. Ainda assim, é possível deixar rolar e entender o “todo” até o final do episódio. Na primeira temporada, a equipe é liderada por Tom Quinn (o bonitão Matthew MacFadyen, que faz o Mr. Darcy do filme Orgulho e Preconceito). E conhecemos também os outros agentes Chloe, Daniel, Malcolm e, claro, o chefe Harry Pearce. Num dos primeiros episódios da temporada, ocorre uma morte horrível de uma personagem, fato esse que gerou muitas reclamações de  telespectadores da BBC. Acho que é nessa 1ª temporada que o Hugh Laurie (House) aparece como um agente do MI-6. As participações dele são poucas, mas excelentes.

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Melhores personagens

Spooks - Harry Pearce

Sir Harry Pearce (Peter Firth)

Harry Pearce  – o chefe da Section D é uma velha raposa do serviço secreto inglês, tendo atuado durante a Guerra Fria, medindo forças, ao lado da CIA, com a KGB. Ganha o título de cavaleiro, tornando-se Sir Harry na sexta temporada (se não me engano). O humor “mal humorado” dele é uma das melhores coisas da série.

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Spooks - Ruth Evershed

Ruth Evershed (Nicola Walker)

Ruth Evershed  – a super nerd do grupo aparece a partir da 2ª temporada. Antes de chegar à section D, trabalhava no GCHQ (ver abaixo no glossário).  Ruth, em geral, é quem depeja toda “intel” sobre os casos nas reuniões de debrief. Tem uma história de amor semi-platônica com o Harry. Na quinta temporada, desaparece para retornar na oitava.

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Spooks - Ros Meyers

Ros Meyers (Hermione Norris)

Ros Meyers – aquele jeito da atriz Hermione Norris de quase não abrir a boca para falar confere um não-sei-que-lá de esnobismo e calma tão chiques. Adoro as frases dela como numa cena em que Ben e Lucas saem correndo para socorrê-la. Ela estava sozinha e desarmada com o  inimigo. Quando eles chegam e tudo se resolve ela sai do local, não sem antes dizer bem ácida “you should work out more”.

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Glossário Spooks

São tantas siglas e termos próprios de espionagem que demora um pouco para se acostumar. Aí vão alguns termos mais citados.

Alfa 1, do you copy? – Alfa 1, Alfa 2 etc. são os codinomes dos agentes líderes em uma operação de campo. Tem uma hierarquia de responsabilidades e comando. Se não me engano, Omega são os agentes da equipe de apoio que fica no Grid.

Alfa, Bravo, Charlie, Delta… – Alfabeto internacional fonético. Usado pelos agentes para informar senhas de acesso por telefone. Neste blog tem o alfabeto completo.

Black Op – Operação realizada por um agente sem autorização de seus superiores.

CCTV – Closed-circuit Television. É o circuito de câmeras de vigilância de locais públicos e privados. No mundo de Spooks, não há uma imagem registrada por essas câmeras que não possam ser facilmente acessadas pela equipe da Section D.

Debrief – Entrevisa ou reunião em que membros da equipe ficam a par das informações e discutem sua próxima missão.

FCO – Foreign & Commonwealth Office. Espécie de Ministério das Relações Exteriores, o FCO é um departamento do governo inglês responsável pela promoção dos interesses britânicos fora do território nacional.

FSB – Sigla nova da antiga KGB. É o serviço secreto russo.

GCHQ – Government Communications Headquarters. Outra agência de inteligência que coleta e arquiva informações para o governo e forças armadas britânicas. Colabora com outros órgãos de inteligência e segurança. Sua origem remonta à Primeira Guerra Mundial, quando decifrava códigos das comunicações dos inimigos.

Grid – Nome dado às instalações da equipe de Harry Pearce

Grosvenor Square – praça em Londres onde fica a embaixada americana. O nome é usado como um sinônimo da própria embaixada e, consequentemente, da filial da CIA na capital britânica.

Home Secretary – Cargo equivalente ao de Ministro do Interior. Trata de assuntos de ordem política, diplomática, econômica e de segurança interna do Reino Unido. O MI-5 está sob a pasta do secretário.

Intel –  Não, não é o fabricante de chips. É um termo que designa toda a informação coletada para apoiar as ações do serviço secreto. Tipo: escutas telefônicas, rastreamento de uso do cartão de crédito, imagens de câmeras de segurança e de satélites e por aí vai.

JIC – Joint Intelligence Committee. Enfim… é uma nação que valoriza a inteligência. Fazer o que? Mais uma entidade ligada à inteligência britânica. O JIC congrega todo esse pessoal do MI-5, MI-6, GCHQ e outros para decisões estratégicas de segurança nacional.

MI5 – De acordo com o site oficial do órgão, o MI-5 é o serviço de segurança responsável pela proteção do Reino Unido contra ameaças à sergurança nacional.

MI6 – Ou Secret Intelligent Service. Serviço de inteligência que atua para além das fronteiras da Inglaterra na defesa do país. É o órgão para o qual trabalha o mítico agente  James Bond, o 007.

MOD – Ministry of Defense. Ministério da defesa britânico.

PM – Prime Minister. Primeiro ministro britânico.

Rogue agent – Agent que opera fora do radar. Sem autorização do MI-5 ou outro órgão de inteligência.

Section D – Nome da divisão da equipe de Harry Pearce no MI5.

Thames House – Edifício em Londres onde funciona a sede do MI5.

Vauxhall  Cross – Sede do MI6 na outra margem do Tâmisa.

Vet – Todos os agentes e pessoas com quem eles se relacionam ou colaboram devem ser investigados e aprovados pelo MI-5.

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Links recomendados

Site Oficial na BBC  –  Tem guia dos episódios, elenco, vídeos etc. Entre em “see all series for spooks” para navegar por todas as temporadas.

Wikipedia – Verbete sobre a série é legal com dados de audiência e dá uma geral na história da série. Mas tem muitos spoilers!!!

Spooks Fan Blog – MI-5, not 9 to 5 – blog de uma fã australiana cheio de fotos e comentários sobre os episódios

MI-5: The Security Service – Site oficial do serviço secreto

Grey’s Anatomy – Season Finale 2010

Grey's Anatomy

Grey's Anatomy

Com o fim do ER, Grey’s Anatomy deve precisar compensar em dobro a perda de uma série sobre hospitais. E também compensar a perda de desgraças de fim de temporada. Cada ano eles superam a violência dramática dos finais. Esse último foi dose para elefante. Quando a Meredith passa por aquele cara que tinha processado o hospital, na mesma hora eu imaginei o sangue. Mas eu não imaginava o massacre.

No episódio duplo chamado “Sanctuary/Death and All His Friends”, que encerra a sexta temporada da série, fiquei tipo cinco minutos de queixo caído quando o cara mata a garota do cabelo curto. Assim, como quem desliga a TV porque está fazendo barulho. Grey’s Anatomy se passa em Seattle, no estado de Washington, que fica no noroeste dos EUA. Um dos últimos territórios da conquista do Oeste. Imagino que seja fácil e frequente mesmo comprar armas nos supermercados de lá, sem maiores perguntas. E imagino que essa banalidade facilite aos malucos saírem matando mesmo. A perpetuação do faroeste sem lei. Sem grandes pudores.

Poucos pesadelos devem se comparar a trabalhar num hospital em tempos em que a vida e a morte são banais. O momento mais terrível pra mim foi o da Bailey tentando salvar aquele médico babacão e tendo que desistir, porque não tinha elevador para chegar ao centro cirúrgico ou sei lá pra onde ela ia levá-lo. Tadinha. Surta totalmente.

Tiros em Seattle Grace

Tiros em Seattle Grace

Mas é uma pena que o mala do Karev não morra. Vaso ruim não quebra, mesmo.

The Mentalist – Season Finale 2010

The Mentalist

The Mentalist

Não tem muito a ver, mas lembrei do episódio Mikado, do Millenium. Quer dizer… tem um pouco a ver. Red John com aquele capuz naquele lugar que parecia os bastidores de um teatro, me lembrou o maluco encapuzado que foge de Frank Black ao som de Gilbert & Sullivan.

Desconfiei que o Red John fosse aquela vidente, mas ouvindo ele falar com o Patrick, cismei que ele é aquele suposto agente da polícia que aparece no início do episódio na cena de um crime. Ele desdenha das habilidades do Jane. Achei meio estranho ele surgir do nada. Só o Jane conversa com ele. Bom… é um palpite, mas pode ser um recurso para confundir a audiência.

Fiquei um tantinho frustrada por não revelarem nada da nova chefe do departamento. What a tough bitch! Quem sabe na próxima temporada? Quanto à Van Pelt e o bonitão… só lamento. Ele tem que pegar alguém para reequilibrar as energias. E… eu me amarro no Kimball Cho.

Agente Cho: mega boladão...

Bones – Season Finale 2010

(atenção… spoiler leve para quem não ainda não viu o último episódio)

Ao final, um recomeço. Bones chegou ao fim da 5ª temporada dando um passaporte de liberdade aos personagens. Seria uma brecha estratégica para os produtores e escritores reinventarem a série? Gosto muito do elenco, das histórias e das relações dos personagens, mas até quando eles aguentariam manter o dilema do “não sei se te amo ou se dou pra você ou se somos apenas amigos/parceiros” entre a Brennan  e o Booth? Algumas válvulas de escape colocadas no episódio 100 (que a Fox Brasil exibiu essa semana) e naquele final da temporada passada (do mundo imaginário do Booth), talvez tenham  segurado a onda. Mas e agora? Para onde vamos?

Booth (David Boreanaz) e Brennan (Emily Deschanel)

Booth (David Boreanaz) e Brennan (Emily Deschanel)

Mesmo assim, fiquei um pouco aflita com as despedidas.  Sei lá, essas redes de TV cancelam shows por causa de números. Com tanta série concorrendo no prime time da TV americana, nunca se sabe o que os números representam e qual a expectativa de quem produz.

Bom, espero que Bones volte em setembro vitaminado e oxigenado para a 6ª temporada. A curiosidade que agarra a gente entre uma temporada e outra é um prazer prolongado, eu sei. Não mata, nem engorda. Talvez abobalhe um pouco. Tipo:  puxa…  será que a Brennan vai pegar o Booth? Olha aquele maxilar! A altura, as proporções de tórax, mãos. Vai lá, pega logo ele, mulé!

Terminator: Salvation

Terminator salvation

Terminator salvation

Enfim, mais um bom Exterminador. Desde a sequência em que acompanhamos John Connor dentro do helicóptero, perdendo altitude, caindo e rodopiando, percebi que ia ser um daqueles filmes que não brincam com adrenalina em serviço.

Terminator: Salvation é o quarto filme da série e traz o Christian Bale no papel do, agora adulto e enfrentando a barra pesada total do futuro, John Connor. Não sei explicar, mas gosto muuuito do Christian Bale. E acho que se saiu muito bem como o protagonista. Mesmo, eu sei, dividindo o foco da história com o tal do Sam Worthington, que faz um personagem-chave da nova história, o ambíguo Marcus Wright.

De novo, nada de James Cameron. Mas e daí? Depois do xaroposo Titanic, não faz mais falta. Se bem que esse diretor McG… sei não… O cara fez os filmes das Panteras… e produziu programas de TV como o das Pussy Cat Dolls… Estranho né? Mas, eis que em Terminator: Salvation ele não deu mole. Dá umas recaídas como o penteado e figurino da personagem Blair. Ela é a hot chick da história, vivida pela índia bonitona Moon Bloodgood (que fez Pathfinders) . E ficou meio chata aquela pieguice do final. Mas… passou raspando e o resultado geral foi bem satisfatório. Fiquei até meio triste quando acabou a sessão numa noite de domingo no cine Roxy. Podia ficar a semana toda combatendo robôs exterminadores de gente numa terra devastada.

Escapismos à parte, é um ótimo sci-fi, melhor que o T3. Faz referências boas ao T1 e T2. Tem a voz original da Sarah Connor (Linda Hamilton) nas gravações que ela deixa para o filho. Mostra o jovem Kyle Reese e até o Governator Schwarzeneger dá o ar digital da graça.

E  o cara meio humano meio exterminador, heim? Legal ele… Não me conformo. Ele bem que podia voltar, né? Com um cyberheart, quem sabe? Bom! Bom! Bom! 🙂

Star Trek: Origens

Star Trek origens

Star Trek origens rebeldes

Que bom que fizeram esse filme. Criaram uma juventude rebelde para o Capitão Kirk e uma origem muito simpática da amizade dele com o Spock. Tem uma coisa ligeiramente boba e exagerada no filme, que não esconde a preocupação em conquistar novas audiências. Isso poderia ter comprometido a adesão dos velhos fãs. Mas acho que a abordagem é nitidamente apaixonada pela série de tv e pelos filmes anteriores de Star Trek. E conheço gente que é fã e adorou, e outras pessoas que nem são fãs, mas se amarraram no filme.

Nunca fui exatamente uma “treker”. Sempre estive mais para o time do “conselho jedi”. Mas assisti muito à série original de TV nos anos 70 e vi quase todos os filmes. Inclusive os da Nova Geração. Lembro até da versão em desenho animado! Pena que pouca gente lembra disso 😦 . Tinha um episódio inesquecível duns bichinhos fofinhos e peludinhos tipo gremlins que infestavam a Enterprise. Nossa, será possível que ninguém se lembra?

Mas o novo Star Trek, dirigido pelo J. J. Abrams (criador das séries Lost, Alias, Fringe e outras), vai fantasiando sobre as origens dos personagens. E é um barato ir reconhecendo os jovens James Kirk, Spock, Uhura, Chekov, Sulu, Scott. Também conta a destruição de Vulcano, planeta original do Spock (vivido pelo carinha que faz o Sylar da série Heroes). E ainda tem partcipação do velho Spock, Leonard Nimoy. E um irreconhecível Eric Bana faz Nero, um romulano vingativo, que odeia o Spock.

Só não gostei muito do Dr. McCoy. Que diabos é aquilo? É bobo e hipocondríaco. É isso mesmo? E o gato do Karl Urban (o cavaleiro rohirrim boladão Eomer, de “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres”), porque ficou feio, gordo e velho do nada para fazer o McCoy? Desnecessário isso.