A canção da batalha

“Ah, a loucura da batalha! Nós a tememos e a celebramos, os poetas cantam sobre ela, e, quando ela domina o sangue como fogo, é uma loucura real. É um júbilo! Todo o terror é varrido para longe, um homem sente que pode viver para sempre, vê o inimigo recuar e sabe que ele próprio é invencível, que até os deuses se afastariam de sua espada e de seu escudo coberto de sangue. E eu continuava berrando aquela canção louca, a canção da batalha e do massacre, o som que suprimia os gritos dos agonizantes e dos feridos. É o medo, claro, que alimenta a loucura da batalha, a liberação do medo em forma de selvageria. A vitória na parede de escudos é obtida sendo mais selvagem que o inimigo, transformando a selvageria que o adversário sente em medo.”
– Bernard Cornwell: Guerreiros da Tempestade, Capítulo 13.

The Battle of Maldon Illustration by Rory W. Stapleton

The Battle of Maldon
Illustration by Rory W. Stapleton

 

Quase lá, Utred!

Quase lá, Utred! Falta pouco pra Bebbanburg.

O poço de Urõr

Assim, Urõr, Verõandi e Skuld decidiriam nosso destino. Elas não são mulheres gentis, na verdade são bruxas monstruosas e malévolas, e a tesoura de Skuld é afiada. Quando aquelas lâminas cortam, causam lágrimas que enchem o poço de Urõr, ao lado da árvore do mundo, e o poço dá a água que mantém a Yggdrasil viva. Se a Yggdrasil morrer, o mundo morre, assim o poço deve ser mantido cheio, e para isso são necessárias lágrimas. Choramos para que o mundo viva.

— Bernard Cornwell: O Guerreiro Pagão (Crônicas Saxônicas – Livro 7)

Map of Yggdrasil (Nine Worlds) by solaroid (Deviantart.com)

Map of Yggdrasil (Nine Worlds) by solaroid (Deviantart.com)

Será que Uhtred finalmente vai dar linha… e voltar pra Bebbanburg?

Será que Uhtred finalmente vai dar linha… e voltar pra Bebbanburg?

O trovão da guerra

Os dinamarqueses estavam batendo suas lanças e espadas contra os escudos, fazendo o trovão da guerra, o barulho capaz de enfraquecer o coração dos homens, e era hora de apear e ocupar meu lugar na parede de escudos.

A parede de escudos.

Ela aterroriza. Não há lugar mais terrível que a parede de escudos. É o lugar onde morremos, onde conquistamos e ganhamos reputação. Toquei o martelo de Tor, rezei para Eduardo estar vindo e me preparei para lutar. 

Na parede de escudos.

— Bernard Cornwell: Morte dos Reis (Crônicas Saxônicas – Livro 6)

 

Shield Wall Large by Bifrost-and-beyond (Deviantart.com)

Shield Wall Large
by Bifrost-and-beyond (Deviantart.com)

De volta à parede de escudos

De volta à parede de escudos

Maldições e esperanças


Terra em Chamas, de Bernard Cornwell

Terra em Chamas, 5º volume das Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell

Agora tem que esperar pelo menos um ano ou provavelmente mais… Li os 4 primeiros volumes, um atrás do outro, em dois ou três meses. O autor disse que a saga vai ter não menos que 6 e não mais que 12 livros. É um verdadeiro novelão capa e espada. Mal espero pelas cenas de batalhas, sangue e morte do próximo capítulo.
Uhtred ainda está longe de reconquistar Bebanburg. Cada passo para o Norte é reprimido por mais 10 passos de volta para Wessex e para o chato peidorrento do rei Alfredo. E agora, mais uma sucessão de roubadas com a rainha Atelflaed.
Li este 5º volume com um medo desgraçado porque já podia prever as tragédias que viriam e meu coração apertou. Meu medo foi tanto que achei até que os sofrimentos do Uhtred ficaram light. Perdeu seu grande amor, mas tudo sempre pode piorar para melhorar em seguida.
Entre muitas passagens e detalhes interessantes, quero destacar uma personagem. Ela é má. Muito má… Má mesmo. Mas adorei a Skad. Veja bem, ela faz coisas horríveis. Mas, na condição de vilã, é muito boa. Um sacerdotisa do mal, com cabelos e maldições da cor das penas de um corvo, bela, magérrima e sádica. Dava um bom nome de banda de death metal. E, com sinceridade, achei meio caído o final trágico-romântico dela. Logo a terrível Skad! Morrer assim,  numa cena de novela tipo Alexandre Dumas. Ela é bela, esperta e cruel feito aquela Lady malvadona dos Três Mosqueteiros. Mas, sei lá… Ela merecia mais. Acho que, no fim, Cornwell desprezou um pouco uma de suas melhores vilãs.

Amaldiçoado

Terra em Chamas, de Bernard Cornwell

Terra em Chamas, de Bernard Cornwell

Estou lendo o 5º livro das Crônicas Saxônicas. Não aguento esperar. Leio bem devagar quando estou no ônibus a caminho e voltando do trabalho. bem devagar… Terminei agora o capítulo 2 e estou com muito… muito medo de continuar. Pobre Uthred.

Uhtred, o caminhante das sombras

A luta continua

Four down. More to go.

Acabei de ler o quarto volume, A Canção da Espada, das Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell.

Uhtred tem que aturar um bando de gente insuportável. Os padres, o rei,  o primo. Tem que engolir um juramento atrás do outro, que o afastam cada vez mais da reconquista de seu castelo no norte.

Por isso, ele fica nas sombras. Sombras do paganismo, do fervor pelas batalhas violentas e também do amor delicado de Gisela, sua bela esposa dinamarquesa. Sua amizade com os nórdicos é outra zona de sombra da personalidade de Uhtred. Um guerreiro divido entre sua origem saxã e cristã e sua opção pelo martelo de Thor e pelo modo de vida dinamarqueses. Os saxões temem Uhtred por sua força e selvageria na guerra e pelas convicções subversivas.

Sou fã do Bernard Cornwell. Comecei com a trilogia do Artur, depois a do Graal. Este ano comprei os quatro volumes dessa série das Crônicas Saxônicas e,  mal comecei o primeiro volume, já queria acabar todos os quatro para depois partir para o Stonehenge e o Azincourt.

Adoro essas histórias sobre a história da Inglaterra. O lado feio e sangrento das batalhas. Nunca pensei que fosse gostar de saber sobre paredes de escudos e confecção de arco e flecha. O autor disse que a saga de Uhtred vai durar mais do que 5 volumes. Não menos que 6 e não mais que 12, disse ele.

Já está em pré-venda o volume 5, Terra em Chamas. E as lojas virtuais – que prometem entrega entre os dias 14 e 21 deste mês –  disponibilizaram a sinopse do livro. Mais tragédias, mais guerras sangrentas e mais juramentos. Pobre Uhtred.  Mas agora, vou ter que sossegar um pouco da literatura de ficção. Só no segundo semestre. Tenho uma longa saga de pesquisas e de redação dos capítulos de minha monografia do MBA. Já ouço o estrondo medonho de uma parede de escudos. Aaaah! Mighty Thor!

Wyrd biõ ful ãræd

Uhtred se manda pro norte

Armadilha à vista

O destino é inexorável. O terceiro volume das Crônicas Saxônicas tem uma armadilha do autor. Não havia a menor chance de eu dormir numa certa noite de terça-feira. Eu TINHA que ler e ler e ler até saber o que ia acontecer ao Uthred. Tem horas em que a melhor opção na vida é estar na Inglaterra do século 10, mesmo não estando lá. Eu não podia abandonar meu amigo Uthred naquele momento. É melhor não contar, mas… digamos que as fiandeiras do destino arrastam ele para a maior cilada de sua vida. Momentos angustiantes, dignos de um Ben-hur ou Jean Valjean.

Agora estou no volume 4 – A canção da Espada. Muito feliz fiquei hoje em saber que o 5º livro, Terra em Chamas, sai em maio no Brasil.

Outra coisa fundamental nos livros do Cornwell é o humor. Ainda não tinha lembrado de comentar isso. Tem várias situações, mas vou citar apenas uma passagem. Não pretendo estragar o prazer da leitura de alguém. É que é irresistível… Quando Uthred finalmente reencontra um de seus maiores inimigos tem um diálogo bem infame. Sempre rolam umas trocas de insultos entre guerreiros inimigos. Daí, o Uthred e o cara discutem alguma coisa sobre quem vai ficar com um cavalo e o cara responde: “quando eu te matar, vou esticar sua pele sobre a minha sela para ficar peidando em você o dia todo”. Tava eu lendo isso no metrô e tive que fazer um esforço dos diabos para não gargalhar sozinha.