Em 2008 – parte 3 – filmes – the end

 

BEOWULF

Beowulf - lenda em 3D

Beowulf - lenda em 3D

Já faz um ano que esse entrou em cartaz nos cinemas daqui. Ontem estreou na HBO.  Na época da estréia, eu estava um pouco desconfiada de um filme feito nessa técnica de computação gráfica modelada nos corpos dos atores, se posso definir assim. Mas, juntando a lenda, que é muito interessante, os atores e o Neil Gaiman (roteirista), não dava pra resistir.

E acabei achando muito acertada a opção por essa técnica. Podia ser mais um filme com fotografia estilizada, com efeito meio onírico, tipo O Senhor dos Anéis. Mas os realizadores escolheram dar um passo adiante nessa técnica de animação, e acabaram criando uma impressionante dramatização da lenda com tudo o que ela merece em termos de qualidade artística.

O filme é dirigido pelo Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro e Forrest Gump). O que para mim também era estranho. Mas depois lembrei que ele fez aquele Expresso Polar, que também emprega a mesma técnica. E já está preparando outro (A Christmas Carol) para o natal deste ano.

E o que essa técnica oferece de bom? Para começar, como se trata de um tema de fantasia de reis, heróis, dragões e tesouros, já permite uma viagem na empada sem limites para os realizadores. E podem se apoiar na expressão autêntica dos atores (Anthony Hopkins, Angelina Jolie, John Malkovich e outros) para garantir um tanto mais de realismo e emoção.

Beowulf cai no charme da sereia dragão angeli

Beowulf cai no charme da sereia dragão angeli

 

Lembro como fiquei impressionada com o primeiro Final Fantasy, em que tinha uma equipe gigante só para criar o movimento dos cabelos do personagens. Nesse filme, a técnica era de animação 3D pura, sem captar imagem de atores. E já representava um grande avanço nos movimentos, expressão facial, textura dos cabelos e pele.

Mas, voltando ao Beowulf, gosto demais da iara-dragão da Angelina Jolie. Adoro as canções obcenas que perturbam Grendel, o terrível monstro do ouvido absoluto, vivido por Crispin Glover, que também é impressionante. E o que dizer da mágica que transforma o Ray Winstone em Beowulf? A voz é perfeita para o guerreiro lendário. Mas o corpitcho, com certeza foi modelado em alguém tipo o Sean Bean em seus melhores anos… Acho que foi isso que fizeram, mas não contaram nada para o Ray. He-he-he-he!

 

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA – PRÍNCIPE CASPIAN

Eu gostei mais do outro. Aquele do guada-roupa, feiticeira, blablabla. Acho que pela fofice comovente da Lucy, que no outro filme está mais crescidinha. E por resgatar uma lembrança muito frágil da infância. Vi alguma versão para TV, talvez a da BBC ou algum desenho animado que passou na Globo ou SBT. Só me veio esse estalo na cena do Leão sacrificado na mesa de pedra. E depois, quando os quatro irmãos estão crescidos e reencontram o caminho do guardaroupa.

E principe Caspian é a cara do rodrigo santoro

E príncipe Caspian é a cara do rodrigo santoro

Eram alguns detalhes que compensavam a coisa bastante açucarada do primeiro filme. Esse novo é mais sombrio, triste e violento. Mas tudo isso não ajudou a fazer uma sequência melhor para a série. Não que seja de todo ruim. Diverte num sábado à tarde. Por outro lado, 2008 teve muitos filmes de fantasia e aventura concorrendo. O suficiente para embolar uma história na outra e um filme obscurecer o outro. 

Agora, um pouco depois de ver o filme, li o Coisas Frágeis, do Neil Gaiman, que dedicou um conto ao exorcismo de um problema que ele sempre teve com As Crônicas de Nárnia. É uma questão difícil, porque, não querendo desmercer o valor literário da obra de C. S. Lewis, até porque nunca li, fazer alegorias religiosas em histórias de fantasia pode ser um tiro no pé. Tem metáforas óbvias do cristianismo no filme. Como o Leão que se sacrifica, e ressussita, sendo testemunhado por duas irmãs (Marta e Maria ou Susan e Lucy).  Mas, sinceramente, não acho que isso tenha comprometido muito o filme.

Dizem que os colegas Lewis e Tolkien, ambos cristãos (o primeiro, anglicano e o outro católico), discordavam sobre envolver a religião em suas obras. Apesar de existirem autores que decifram signos cristãos em O Senhor dos Anéis, Tolkien parece evitar isso ao máximo. Acho que o único termo que remetia ao universo judaico-cristão-muçulmano ocorre em alguma passagem em que se refere a anjos. Mas pode ser viagem minha. E não sei se era em O Senhor dos Anéis ou no O Hobbit (ainda não li o Simarillion).

O que me encomoda é quando o autor usa esses conceitos e mata o efeito de transportar completamente o leitor para o outro universo. Com Tolkien, isso não acontece. E é um dos grandes méritos do SDA. No máximo, perturba um pouco a semelhança com textos do Antigo Testamento (fulano é filho de fulano que é filho de fulano X 1000). Mas até nisso ele se safa, porque as sagas escandinavas também usam esse recurso repetitivo, por ser uma tradição oral das histórias. E o fato dele manter o calendário da Terra Média com os meses de janeiro a dezembro também podia ser diferente. Podia ter inventado um calendário totalmente fictício e cortar mais ainda a conexão com o tempo presente. Mesmo assim, a Terra Média é um universo totalmente além da imaginação.

Mas o tal conto do Gaiman meio que tenta resgatar a personagem Susan de um karma triste e injusto. Papo de não ir pro céu porque pecou. Bom… eu tenho uma edição completa das Crônicas, que ainda não li, e emprestei para minha irmã adolescente. Ela destestou e me devolveu antes de terminar de ler. Estranhei porque ela pediu emprestado com tanta curiosidade e entusiasmo, mas se decepcionou totalmente. Falou que é muito cheio de conceitos cristãos, ao ponto de não ser divertido. 

Li em algum lugar que a Disney abriu mão dos direitos da obra, porque o desempenho nas telas foi fraco. E parece que ninguém está interessado em dar sequência à série. 

 

HELLBOY 2: THE GOLDEN ARMY

 

vermelho e bizarro como nunca

vermelho e bizarro como nunca

O diabão vermelho voltou. Que bom! Não consegui ver no cinema, porque saiu de cartaz em 2 semanas (!). Mais uma vítima da enxurrada de filmes de ficção fantástica de 2008. 

Ele voltou e com a acidez e esquisitice de sempre. Aliás esse Ron Perlman, que faz o Hellboy, é um dos exemplos mais incríveis de ator perfeito para o personagem. Lembra dele na Guerra do Fogo e em O Nome da Rosa? Ele podia gritar feito o Beowulf e o rei Leônidas: “I Am Hellboy!”

A trama te uma coisa meio role playing games. Segredos que vão despertar um exército dourado do passado. Traquitanas e armadilhas complicadas.

Tem sempre gosmas, maquiagens bizarras e tramas malucas. E eu gosto pra caramba.

 

 

CASSANDRA’S DREAM

crimes e castigos de woody allen

crimes e castigos de woody allen

 

 

Gosto dessa onda Crime e Castigo do Woody Allen. São filmes sérios. Sobre medo, ganância e assassinato.  

Dois irmãos aceitam entrar num esquema para tentar uma grana alta que vai resolver seus problemas e de um tio rico, porém encrencado.
A ambição e a culpa empurra os dois para um poço de pesadelo sem fim.
E ver Ewan McGreggor e Colin Farrell é sempre bom.

Eu “recomeindo”.

 

 

CONVERSAS COM MEU JARDINEIRO

o pintor e o jardineiro

o pintor e o jardineiro

Essa é uma daquelas histórias que nem sei como verbalizar os motivos porque gostei. É simples e profundamente belo. 

Daniel Auteil é um pintor que resolve voltar à casa de campo de sua infância e reencontra um velho amigo, que agora, trabalho como jardineiro.

As diferenças dos dois vão sendo vencidas por uma amizade regada pelas conversas no jardim. E suas vidas florescem e espelham o curso da natureza.

 

 

 

 

ATONEMENT (DESEJO E REPARAÇÃO) 

Escrever é um ato de transformação. Pode transformar intimamente quem escreve, mas também transfigurar a realidade à sua volta.

Em Desejo e Reparação, o som metálico da máquina de escrever quase se camufla na trilha sonora e serve de marcação das cenas em que a realidade da trama começa a se fragmentar no delírio de uma pequena escritora. Sua imaginação e seu forte desejo de encontrar um lugar no que acontece ao seu redor, empurram a personagem para o redemoinho do dilema entre culpa e honestidade.

A propósito da honestidade e da realidade

A propósito da honestidade e da realidade

O romance de Ian McEwan está na minha lista de pendências literárias. O filme do Joe Wright é um dos melhores do ano passado. Parecia um novo épico romântico passado na segunda grande guerra. Porém, é muito mais do que isso. Há uma forma de contar a história totalmente original e intrigante.

O diretor repete um exercício que adora: filmar um longo plano-sequência. Em seu filme anterior, Orgulho e Preconceito (acho que é por isso que o título original Atonement, que significa reparação ou expiação, virou Desejo e Reparação, como se fosse uma tendência do cineasta por títulos com 2 palavras…), Joe mostra a personagem Elizabeth Bennett (Keira Knightly, que também faz Atonement) passando em frente à casa da família e a câmara adentra a sala, passeia por vários cômodos, rodopia e reencontra Lizzie passando por outra porta. O efeito é muito bonito e retrata o clima bucólico da vida na Inglaterra campestre do final do século 18. 

Em Atonement, ele repete a dose numa sequência em que soldados ingleses se encontram numa praia onde aguardam resgate em meio a um teatro de barbaridades.  A câmara passeia em tomada ininterrupta por mutilados que gemem, loucos que gritam, bêbados que jogam e riem.

Mas todas  as situações delirantes ou não das belas imagens de Atonement se confundem, entram e saem continuamente da imaginação de uma personagem. É ela quem manipula a trama em seu contexto real e imaginário. É muito doido.

No mais, o filme tem atores ótimos, como a Keira Knightly, James McAvoy (gosto cada vez mais dele) e a lendária Vanessa Redgrave.

 

THERE WILL BE BLOOD (SANGUE NEGRO)

Esse  concorreu ao Oscar do ano passado e conquistou o de melhor ator para Daniel Day-Lewis. Não consegui ver no cinema (difícil dar conta de tudo em 2008…). 

day-lewis dá o sangue por plainview

day-lewis dá o sangue por plainview

O filme narra a saga de Daniel Plainview (Day-Lewis, cada vez mais raro nas tela, mas não menos extraordinário). Apesar do nome, Plainview tem uma visão bastante arrojada da vida e dos negócios e, após anos de ralação e trabalho braçal, ergue uma enorme corporação de exploração do petróleo. A ascensão de Plainview, sua conturbada relação com o filho adotivo e os conflitos com a comunidade onde explora o “sangue negro” são os principais elementos da trama de There will be blood (Sangue Negro). 

E puxa vida… que filmaço. Diferente de tudo que eu tinha imaginado. Econômico nos diálogos. Com saltos e cortes abruptos, que parecem querer puxar o expectador por uma janela de distanciamento crítico. 

O diretor Paul Thomas Anderson tem projetos bem diversificados no currículo como os filmes Boogie Nights e Magnólia, episódios de Saturday Night Live e comerciais de TV. Mas nesse There will be blood (Sangue Negro), Anderson cria algo realmente diferente para o cinema.

E a trilha sonora é outra surpresa, com tema orquetral de Jonny Greenwood (guitarrista do Radiohead) e obras de Brahms e Arvo Pärt.

 

O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN

Fiquei meio decepcionada com esse, que aguardei sair nos cinemas, mas foi direto para DVD. Adoraria fazer parte de um clube de leitura de Jane Austen ou de leitura em geral. Mas não gostaria de formar clube com as personagens desse filme. Talvez com a Bernadette (Kathy Baker), que parece a única que gosta mesmo dos livros. O resto é um bando de chatas, que, apesar de estarem no século 21, têm vidas mais tediosas que as pobres heroínas de Austen.

não convidem Jane Austen para esse clube

não convidem Jane Austen para esse clube

Mesmo sendo uma fonte de inspiração para as tramas de confusão e desencontros amorosos, típicos das comédias românticas mais batidas, a obra de Jane Austen não foi bem aproveitada nesse filme. Pena… O argumento é parecia bom. 

A única coisa realmente legal foi descobrir a música do Paolo Nutini (“New Shoes”) que toca na abertura do filme.

Para quem gosta da autora, recomendo o blog Jane Austen em Português

 

 

BECOMING JANE

Outro que foi direto para o DVD e HBO ao mesmo tempo. Tem fãs de Jane Austen que não gostam dessa cinebio imaginária da escritora. Os créditos do filme afirmam se basear em cartas e outros escritos de Jane. Anne Hathaway (de O Diabo Veste Prada) interpreta a jovem Jane, que ainda não publicara seus romances, apresentando-os apenas para sua família.
Nasce uma escritora.

Nasce uma escritora.

Filha de um pároco do interior da Inglaterra, Jane não tem grandes perspectivas de casamanto. As poucas que tem, recusa por julgar que merece se casar por amor. Mas tem um romance proibido com um jovem advogado, Sr. Tom Lefroy (o meu novo queridinho James McAvoy). 

O tal Lefroy realmente existiu, mas seu romance ardente com Jane é uma opção fictícia do filme, que é bastante focado nesse aspecto da vida da autora de Orgulho e Preconceito.
Mas gostei do filme. Embora derrape historicamente, mostrando um comportamento íntimo dos casais muito pouco comedido para o século 18,o filme  retrata um cenário social bem no clima das obra de Jane. Todas as regras de comportamento, discurso moral e hipocrisia da sociedade inglesa observados por Austen de forma tão esmerada em seus livros, estão presentes na trama do filme. E heroínas como Elizabeth e Jane Bennet, Elinor e Marianne Dashwood ou Anne Elliot estão diluídas nas personalidades e nos destinos de Jane e sua irmã Cassandra Austen. 

No Brasil,  o filme ganhou o título ralo de Amor e Inocência (só pra ajudar a achar em DVD e na programação de TV).

 

MARGOT AT THE WEDDING

Desse só quero comentar que gosto muito dos atores Nicole Kidman, Jennifer Jason Leigh e Jack Black. Mas apesar deles, e da história ser diferente do usual, achei meio chato.

palavras em ação

palavras em ação

Nicole e Jennifer são duas irmãs com questões mal resolvidas. Nicole (Margot) vai ao casamento de Jennifer (Pauline) com Jack Black (que até em filmes sérios e densos é bom, sem deixar de ser engraçado). Os dias de véspera do casamento são um desenrolar de brigas, choros, reencontros dolorosos. Tudo muito centrado nos diálogos, embora as pessoas quebrem o pau se deslocando bastante, mudando de cenário (ora dentro de casa, ora caminhando num bosque ou dirigindo um carro), o que confere alguma ação ao filme.

É cheio de frustrações e problemas não resolvidos. Parece com a vida. E bem chato como ela muitas vezes é.

 

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA

Fecho com esse sensacional longa-metragem que só consegui ver em DVD. Na verdade, é um filme de 2007, mas, se não me engano, chegou ao Brasil no ano passado. Assisti depois de Ensaio sobre a Cegueira, com quem tem lá alguns laços simbólicos. Mas o Escafandro e a Borboleta é uma experiência bem diferente.

vida dentro do escafandro

vida dentro do escafandro

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric, o vilão do último 007) é o poderoso editor da revista Elle, que sofre um derrame e perde os movimentos quase totais de seu corpo. Depende de aparelhos para manter seus pulmões, coração e outros órgãos funcionando, e se comunica com o piscar de um dos olhos, único movimento que consegue controlar.

Duas mulheres (lindas como anjos) ajudam Bauby  a dominar a linguagem do olho e a tentar recuperar o movimento da boca para talvez voltar a falar. E tudo é mostrado pelo olho de Bauby. A câmera fica “oculta” por trás de seu olho e acompanha toda a angústia e frustração do personagem. Ouvimos tudo que ele queria ter dito de verdade e que não transmitiu com as piscadas. Aliás, este é um método super complicado, em que seu interlocutor encadeia as letras do alfabeto na ordem em que estas são mais utilizadas na língua francesa. E, O, L, R, M (algo assim). E, conforme se diz a letra da palavra que quer formar, o paciente pisca indicando para parar naquela letra. Lentamente, as palavras vão se formando. Bauby e seus anjos avançam na liguagem do “pisca-letras” e o ex-editor, consegue um arremedo de vida para o corpo aprisionado.

E é isso que gostaria de contar. No mais é um dos filmes mais bonitos e emocionante que já assisti. Difícil de descrever com justiça.

 

Repescagens….

Esses são anteriores, mas só consegui ver em 2008.

 

 

SURF’S UP (TÁ DANDO ONDA)

 

pinguim é a maior onda

pinguim é a maior onda

Pinguins surfistas num filme de animação com uma dinâmica meio de ficção, meio de documentário. E tem vozes de surfistas de verdade.

 

É sensacional! O melhor de tudo é o velho surfista solitário com voz do Jeff Bridges. Tipo um Big Lebowski das ondas. E tem o frango surfista perdido entre os pinguins… Já tou com vontade de ver de novo.

A trilha sonora é maravilhosa, com direito a uma inédita da Lauryn Hill.

 

 

 

ZODIACO

assassino de aries a peixes

assassino de aries a peixes

 

 

Muito bom filme, baseado em história real do chamado assassino do Zodiaco, que mandava cartas à redação de um jornal de San Francisco, enlouquecendo as vidas de jornalistas e policiais nos anos 70.

Tem ótimos atores: Jake Gyllenhaal, Mark Rufallo e Robert Downey Jr. (por favor, continua assim que tá ótimo, bicho! ). 

Podia realmente ser menos longo (concordo com minha amiga Julie).

 

 

A PELE, BIOGRAFIA IMAGINÁRIA DE DIANE ARBUS

sob a pele de uma fotógrafa

sob a pele de uma fotógrafa

Há muitos anos li um livro da Susan Sontag sobre fotografia. Entre vários aristas das lentes, ela se detem sobre a obra de Diane Arbus. Lembro do texto de Sontag descrevendo as pessoas clicadas por Diane. Os mais diversos tipos marginalizados de Nova York, como anões, mulheres barbadas e outros freaks.

 

Esse filme com Nicole Kidman e Robert Downey Jr. é um belo e carinhoso retrato fictício da fotógrafa tão incompreendida em sua época. O título original em inglês, “Fur” (que quer dizer pele, mas do tipo peluda como de mink, chinchila ou qualquer outra que serve para casacos de pele), remete ao ramo da família de Diane, que comercializava casacos de pele.

Pele também  é o objeto imediato da curiosidade da fotógrafa, que conhece e se envolve com o vizinho, vivido por Robert Downey Jr., que sofre de hipertricose. Tem o corpo inteiramente coberto de pelos como um urso. 

O filme constrói um possível universo interior de Diane Arbus, dividida entre sua família conservadora, e a irresistível atração pelo exótico mundo dos outsiders.

 

ACROSS THE UNIVERSE

Beatles. Há quem não goste dos Beatles. O que acho estranho, pois eles são tão desiguais. Ao longo de 8 anos de existência, a banda fez cada álbum tão diferente do anterior. São várias facetas dos Beatles. Revolver está bem distante de A Hard Days Night, que não tem nada a ver com o White Album.

beatles, amor e revolução

beatles, amor e revolução

E que tal um filme que atravessa os anos 60 ao som dos Beatles? Era uma vez um cara chamado Jude, que se apaixona por Lucy. Eles vão para Nova York e moram na república da sexy Sadie, onde também vive a querida Prudence. 

E por aí segue o filme da ótima Julie Taymor (Titus e Frida). Uma explosão extasiante de cores, música, paz e amor ao som de Hey Jude, Lucy in The Sky with Diamonds, Dear Prudence, Helter Skelter, Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band e muitas outras, com direito a Bono cantando The Walrus. Mas nada remete a uma coleção de videoclipes. É muito mais que isso. Destaque para a cena mais bonita e impactante do filme, quando ouvimos Strawberry Fields Forever. 

 

TRILOGIA JASON BOURNE 

A Identidade Bourne

A Identidade Bourne

Esses filmes são o exemplo do gênero tiros, socos e correrias mais legais de assistir. Me rendi desde o primeiro, A Identidade Bourne. Apesar do Matt Damon, que não considero grandes coisas, é uma excelente aventura de espiões com roteiro sempre inteligente.

Os filmes mais populares de ação sempre me intrigaram, pois tenho dificuldade de acompanhar as cenas de batalhas, tiroteios, perseguições, aviões se bombardeando etc. Acho tudo muito rápido e acabo me intediando. Acho que foi o 300 que conseguiu me fazer acompanhar uma cena de batalha realmente maravilhada com toda a ação.

A Supremacia Bourne

A Supremacia Bourne

 

Mas nos filmes do Bourne, sei lá, não tem nem importância ficar sem entender totalmente a trama. A história funciona de qualquer jeito. E os dois últimos filmes, A Supremacia Bourne  e O Ultimato Bourne, são ainda melhor nesse aspecto. Foram dirigidos pelo Paul Greengrass (um dos cineastas mais interessantes do momento, ele fez também aquele Vôo não sei que lá da United), e têm o ritmo mais alucinado e vertiginoso ainda.

 

O Ultimato Bourne

O Ultimato Bourne

Coloquei a trilogia na lista porque foi apresentada em maratona no Telecine há uns meses atrás. E é incrível como a gente assiste um seguido do outro e fica com vontade de voltar a ver o primeiro, assim que o último acaba.

 

Além disso, o tema do Moby, Extreme Ways, é uma das minhas músicas favoritas do careca descendente de Herman Melville.

 

 

APOCALYPTO

Antes de mais nada, devo dizer que tenho uma bronca violenta do Mel Gibson como diretor. Tipo, eu nunca vou ver aquele do cristo, nem o da guerra de independência (apesar de ter o Heith Ledger, que Deus o tenha), nem aquele outro da guerra do Vietnã. Não me interessam as idéias revisionistas e reacionárias do cara. Prefiro ele como ator.  Pode ser canastrão, mas é lindo de morrer e carismático.

As exceções são o Brave Heart (apesar dele demonstrar uma homofobia descarada quando o rei defenestra o namorado do principe), o Homem sem face (ótimo) e esse mais recente, Apocalypto.

 

uma boa aventura do Gibson

uma boa aventura do Gibson

Gibson faz questão de tornar autêntica a reconstituição de época de seus filmes. Isso se vê em Brave Heart e, pelo que li, também naquele das guerras de independência (que conta com consultoria do Smithsonian Institution) e no do cristo ensanguentado feito uma picanha na cruz (falado em aramaico e o caramba). Esse rigor não garante bons filmes, mas é levado adiante com o Apocalypto, onde os atores falam uma língua que a divulgação do filme informava ser muito próxima da que os antigos astecas ou maias, sei lá, falavam. E ainda tem toda a parte de maquiagem, figurino (mínimo, pra falar a verdade) e adereços.

Mas o que importa dizer é que é um ótimo filme de ação, com tudo que uma narrativa clássica da jornada do herói tem direito. Nem precisava de tanta preocupação com a língua da época. Li uma resenha, acho que do NY Times, na época que estreou nos EUA, criticando o filme pela correria ininterrupta do personagem principal. Realmente, ele corre em boa parte do filme, mas acontecem taaaaaantas coisas. É bem bacana e passa no Telecine.

 

Lacunas …

Esses ainda não consegui ver. Ficaram para 2009, quem sabe?

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ

A CULPA É DO FIDEL

PERSÉPOLIS

I’M NOT THERE

AGENTE 86

ANTES DE PARTIR

DAN IN REAL LIFE (A NAMORADA DO MEU IRMÃO?)

THE HAPPENING (M. NIGHT SHYAMALAN)

MADAGASCAR 2

HORTON E O MUNDO DOS QUEM

ROLLING STONES – SHINE A LIGHT

FAVOR REBOBINAR

BODY OF LIES (RIDDLEY SCOTT)

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Em 2008 – parte 1 – filmes

Tenho vários posts atrasados. Idéias que expiraram. Lembranças que ficaram bem fraquinhas. Então decidi juntar os caquinhos e fazer uma geral em 2008. E esse post ainda está em aberto… vai se esticar aos poucos.

O mais devertido

O mais devertido

IRON MAN

Essa é melhor filme baseado em HQ  que já vi. Olha que gosto muito do X-Men1, mas o Iron Man veio na medida certa. A história é enxuta e inteligente, sem hipocrisias ou pieguices em relação às guerras no oriente médio, indústria armamentista e terrorismo. Tem uma concepção visual fabulosa. Mesmo lembrando o Ultraman em algumas partes (hehehe).  Destaque para as seqüências de testes no laboratório do Tony Stark e a trilha sonora (viva o rock’n’roll!!!!).

E o melhor de tudo, é claro, o Tony Stark/Iron Man é o Robert Downey Jr. Oh meu Deus, que bom viver e ir ao cinema.

O melhor do ano

O melhor do ano

ESTÔMAGO

Esse é o melhor do ano. É a história mais genial de todas. Sei lá, desde o Cidade de Deus que não vejo um nacional tão bom.

Como boa filha de pau de arara, ri e chorei com a historia do Raimundo “Alecrim” Nonato, um cara da Paraíba que chega em uma cidade grande e conquista meio mundo pelo estômago. No fogão do restaurante ou do presídio, Alecrim cozinha também sua identidade e seu lugar no mundo.

Os atores são maravilhosos, principalmente o que faz o personagem principal (João Miguel) e o que encarna o Bujiú (Babu Santana), líder da cela do presídio em que o Alecrim foi parar.

um crime de tão saboroso

um crime de tão saboroso

Manja só esse diálogo.

NONATO: É gorgonzola! Esse queijo tem esse nome por causa do nome da cidade onde ele foi inventado, na Itália, ali bem pertinho dos Estados Unido…

BUJIÙ: Ô Alecrim, esse gorgonzola pode ser o queijo do caralho que for, meu irmão, tu pode fazê o que quiser com ele, mas esse negócio não vai ficar aqui dentro nem fudendo!

O site do filme tem um super conteúdo com vídeos, entrevistas etc. Destaque para o  livro de receitas do Alecrim.

algumas tortas e um beijo

algumas tortas e um beijo

MY BLUEBERRY NIGHTS

Esse ganha no quesito beleza… Sonhar pode não custar nada. Ou só R$10 de ingresso numa quarta-feira.

Fujo do título brasileiro porque é muito mané, mas é esse aí da imagem.

A doce Nora Jones (a própria cantora mesmo) afoga as máguas com tortas de blueberry (mirtilo) num bar do Jude Law. Ai, ai… Ele e a direção do Wong Kar-Wai são garantia de encantamento.

meninas não vêm com manual

meninas não vêm com manual

JUNO

Adolescentes não vêm com manual, sabe?

E não há uma ordem certa dos fatores para construir uma mulher adulta… assim como não existe mulher adulta o suficiente para ser mãe.

Juno conta uma história muito singela sobre isso. Qualquer hora é hora. Pode ser com 16 ou 80 anos. Sempre haverá uma nova aventura, um medo de levantar o tampa do desconhecido. Mas a Juno nos deixa orgulhosas de ser garotas.

heróis e vilões sombrios

heróis e vilões sombrios

BATMAN – CAVALEIRO DAS TREVAS

Tenho que ver esse de novo, porque a expectativa foi tão grande e o contexto é tão complexo e sombrio, que saí sem saber se foi bom ou não.

Não há dúvida de que o Heith Ledger está sobrenatural (hum… malditos trocadalhos) como o Coringa. Ele rouba o filme totalmente. Não tem muita chance para o personagem-título. Engraçado que li uma declaração do Daniel Day Lewis sobre o Ledger, em que rasga a seda total do cara e lamenta a sua partida. Percebi no Cavaleiro das Trevas o quanto os dois são semelhantes como atores. Tem uma entrega meio mórbida ao personagem. Eles ficam deformados, numa espécie de transe dionisíaco.

Ledger vai assombrar a vida do Batman para sempre

Ledger vai assombrar a vida do Batman para sempre

Várias falas do Coringa já devem ter entrado para o dicionario de grandes citações cinematográficas. Lá vão três exemplos (mas só fazem sentido quando se vê o filme).

“It’s not about the money, it’s about sending a message. Everything burns!”

“See I’m not a monster, I’m just ahead of the curve.”

“I thought my jokes were bad.”

agora dá para acreditar

O incrível Hulk: agora dá para acreditar

O INCRÍVEL HULK 2008

Ah, o incrível Edward Norton… Ele se mete em tudo. É ator, escreve roteiro ou reescreve os  que não gosta, ajuda a escolher elenco, lava, passa e trás a pizza. Seja de uma adaptação do Somerset Maugham ou um kick-ass movie como esse do Hulk.

Ainda bem que ele é bom. Considero o EN um ótimo ator. Do tipo que me faz ver o filme só por ele. Não é um cara bonito. Tem um carinha meio Noel Rosa, meio “mamãe passou lavanda em mim, tá?”. Mas é absolutamente sedutor nos filmes. Ainda quero ver ele de Ricardo III, manco, torto, feio e podre seduzindo a cunhada. Hehehehehe.

Esse Hulk com o E. Norton é mega melhor que o anterior do Ang Lee. Esse de 2002 (acho) é estranho, um dos mais chatos do mundo. O Lee tentou abstrair do roteiro equivocado fazendo umas viagens visuais muito doidas em que fundia imagens fractais, tipo a vista aérea de um deserto mixando com as hemácias e leucócitos se deformando com os raios gama na corrente sangüínea (socorro, vam aí a reforma ortográfica) do Bruce Banner. Tudo muito sofisticado, mas o filme é uma m…..

por um hulk menos shrek

por um hulk menos shrek

Agora esse do Edward Norton, não. Esse é legal. Tem uns erros feios, que podem ser creditados à montagem. Tipo: o noivo da Liv Tyler meio que do nada escrotiza a parada toda.  Cortaram algumas cenas que dariam mais sentido ao desenrolar da trama. Mas, ainda assim, é bom.   O Hulk-Schrek dessa vez está bem mais fácil de engolir que o do outro filme. E tem o Edward Norton se virando no português em plena Rocinha (Tavares Bastos, na verdade), fazendo uma coisa que parece uma yoga-capoeira. Ha ha hah, meu deus do céu.  Pelo menos alguém em Hollywood sabe que a gente fala Português.

Tem gente que odeia o seriado de TV do Hulk. Aquele do tema de piano tristinho. Eu gostava. O filme tem um pouco dessa onda da série, mas não pega pesado no drama. O  Bruce Banner se fode tanto que é até engraçado. O EN com aquela cara de cachorro abondonado com roupa rasgada ao relento. Ô pobrezinho. Tô sacaneando, mas a história é legal e deixa coisas em aberto para um próximo filme. Quem sabe? Com tanto HQ virando filme, é capaz de malandro enjoar geral. Tomara que não.

Will Smith é uma lenda entre os zumbis

Will Smith é uma lenda entre os zumbis

EU SOU A LENDA

Só incluí esse filme porque gosto de 70% dele. O Will Smith é um camarada com muito carisma. No filme, ele é um oficial das forças armadas e médico-cientista, que vive sozinho com seu cachorro em Nova York, depois que a humanidade foi praticamente dizimada por uma praga horrorosa. Ele é imune à doença, mas os outros infectados, que não morreram, viraram zumbis. Smith tenta encontrar uma cura para a doença na solidão de seu  laboratório. Às vezes ele ouve Bob Marley. Na falta de companhia, bate papo com os manequins das lojas abandonadas. De vez em quando, ele e o cachorro saem para caçar veados, que agora vivem soltos pela cidade.

O problema é que não gosto muito de filmes de zumbis, tipo Extermínio e tal. De uma maneira geral, nem gosto de filme de terror. Mas tinha que ter uma ameaça, pois é o propósito do filme. Por isso, descontei só 30%.

a era é de ouro mas o filme fica com a prata

a era é de ouro mas o filme fica com a prata

ELIZABETH – A ERA DE OURO

Sou obrigada a reconhecer que o outro Elizabeth é melhor. Mas esse tem seus méritos. A Cate Blanchett é uma das atrizes de que mais gosto. É sempre um luxo vê-la em ação. E tem de novo o ótimo Geoffrey Rush. E tem o colirão Clive Owen. Tinha tudo para ser tão bom quanto o anterior, o momento histórico é bem mais interessante (o lance da Invencível Armada, quando a Inglaterra vira a mesa no jogo de forças com a Espanha de Felipe II, e se firma como a grande potência dos mares). Locações, figurino e direção de arte são  esplêndidos (mas também a Renascença é sempre uma festa para os bons diretores de arte).

mas a direção de arte é de ouro

mas a direção de arte é de ouro

A Elizabeth Tudor foi a primeira grande rainha da Grã-Bretanha (curioso como o país viveu dois de seus maiores momentos históricos governado por rainhas. Depois de Elizabeth I, Vitória foi a soberana do século 19 e seu reinado influenciou os costume de todo o planeta).

Enfim, tudo parece ótimo, mas o filme não empolga tanto quanto poderia.

wall.e o robô colecionador

wall.e o robô colecionador

WALL.E

A Pixar é sempre surpreendemte e impecável. Sempre oferece uma história inteligente, divertida e cativante, contada através de imagens deslumbrantes.

É impressionante o rigor e sofisticação do tratamento dos planos, sempre cheios de detalhes. São obras de arte animadas. Lembro que fiquei com fome vendo Ratatouille. Embora não haja uma preocupação com a veracidade ao retratar humanos e animais, os personagens sempre são carismáticos e convincentes.

Então, Wall.E é um simpático robozinho que ficou para trás na Terra. O planeta foi abandonado pela humanidade por falta de condições ambientais para a vida. O solo não produz mais vegetais, o sol fica encoberto por uma névoa de poluição bem feia. Enfim, tô descrevendo de um jeito que provavelmente é errado, mas é mais ou menos esse o cenário em que o solitário Wall.E vive, compactando e empilhando lixo, colecionando objetos que acha interessantes. Ele mora numa espécie de container, onde guarda suas coleções de vídeos (incluindo alguns clássicos do cinema) , eletrodomésticos e outras coisas que acha interessantes, embora não compreenda sua utilidade. E tem a barata-cachorro. Essa é uma piada ótima do filme. Depois do desastre ecológico que tornou a Terra um deserto, quem sobrevive? Um robô e uma barata.

o simpático wall.e intrigado com um cubo mágico

o simpático wall.e intrigado com um cubo mágico

E pelo fato de ter apenas essas duas criaturas em cena, a parte inicial do filme tem outra característica pouco usual: não tem falas. Se apóia basicamente na ação dos personagens. Então já começa muito interessante.

E tem a coisa do robô. Digo, histórias de robôs sempre emocionam. Robôs simpáticos e solitários, então, me fazem chorar. Imagine ainda que esse robô se apaixona perdidamente por uma robôa alienígena.  Eu queria levar o Wall.E para casa e assistir os filmes do Fred Astaire com ele.

Mal espero pelo próximo desenho da Pixar.

novo James Bond e suas respostas curtas e afiadas

novo James Bond e suas respostas curtas e afiadas

007 QUANTUM OF SOLACE

Bom… tem gente que reclama que ele é sujo e deselegante.

Talvez não seja o mais apolíneo, vamos dizer assim. Certamente não tem nada a ver com o  Sean Connery. Nem com o Roger Moore ou o Pierce Brosnan. Mas eu me amarro no novo 007 do Daniel Craig.

Ele é mais ácido, fala menos, pega menos mulher  e apanha mais. Quebra alguns paradigmas do personagem, pois além de tudo o que foi enumerado acima, tem seu corpo mais explorado do que o das mulheres. Mas não falta charme ao novo James Bond. Craig tem uma carga de fúria e virilidade meio Steve McQueen. E ainda veste um smoking com naturalidade.

Esse segundo filme com o Daniel Craig, Quantum of Solace, confirma todas essas novas facetas do 007. Sempre tem umas falas curtas e impagáveis do agente secreto. No filme anterior (Cassino Royale), minha preferida era: Vesper diz ‘I am the money.’ James Bond  dá uma manjada na Eva Green e responde ‘Every penny of it.’ Nesse novo filme, gosto da cena da chegada da agente ruiva, de quem o Giancarlo Giannini observa: ‘Bond ela pode usar algemas.’ E Bond só responde: ‘You hope so.’

Breve num próximo post:

SWEENEY TODD

MAMMA MIA!

ARQUIVO X 2

STAR WARS THE CLONE WARS

KUNG FU PANDA

SURF’S UP (TÁ DANDO ONDA)

BEWULF

CRÔNICAS DE NÁRNIA – PRÍNCIPE CASPIAN

HELLBOY 2: THE GOLDEN ARMY

CASSANDRA’S DREAM

CONVERSAS COM MEU JARDINEIRO

ATONEMENT (DESEJO E REPARAÇÃO) : A propósito da honestidade e da realidade

THERE WILL BE BLOOD (SANGUE NEGRO)

O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN

BECOMING JANE

MARGOT AT THE WEDDING

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA

Lacunas:

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ
PERSÉPOLIS
I’M NOT THERE
AGENTE 86
ANTES DE PARTIR
DAN IN REAL LIFE (A NAMORADA DO MEU IRMÃO?)
THE HAPPENING (M. NIGHT SHYAMALAN)
MADAGASCAR 2
HORTON E O MUNDO DOS QUEM
ROLLING STONES – SHINE A LIGHT
FAVOR REBOBINAR
BODY OF LIES (RIDDLEY SCOTT)
Repescagens
ZODIACO
A PELE, BIOGRAFIA IMAGINÁRIA DE DIANE ARBUS
ACROSS THE UNIVERSE
TRILOGIA JASON BOURNE
APOCALYPTO