Seis Harry Potters

dá pra tomar uma butterbeer antes de combater as trevas?

dá pra tomar uma butterbeer antes de combater as trevas?

Ah, sei lá. Falar do que? Das coisas tristes, assustadoras, do amor. Dos passarinhos mágicos que a Hermione evoca quando chora escondida. Do armário que é o portal de passagem para o Mal entrar em Hogwarts. Das jornadas de Harry e Dumbledore pelas memórias alheias sobre Tom Riddle. Dos leves pilequinhos de butterbeer. Da poção Felix Felicis.

Apesar do montão de tragédias recentes, rola uma primavera em Hogwarts. Harry vira capitão do time de Gryffindor. Ron vira goleiro. Genie beija Harry.

Num universo paralelo, Harry podia sofrer menos e…

1) se mandar com a moça do café do início do filme e não “pegar o metrô”  com Dumbledore;

2) beber muitas butterbeers e virar taberneiro em Hogsmead;

3) prestar atenção nos conselhos da Hermione e estudar mais para poder fazer poções e virar traficante de felix felicis;

4) montar um circo com Hermione, Genie, Ron, Hermione e os gêmeos no mundo dos trouxas;

5) vender poções polissuco para trouxas;

6) misturar Felix Felicis com Butterbeer e se trancar no room of  requirement com a Genie.

O filme não se detém muito sobre o motivo central: o enigma do half-blood prince, mas achei que conseguiu dar conta do livro. O sexto volume é sobre muitas coisas. Não é só sobre o livro misterioso de receitas. E é o que mais gostei de ler. Bonito e triste. Do 5 em diante, a autora promove uma avalanche de perdas e sacrifícios, que vão devastando os corações dos leitores.

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