Sex and The City e a “Riqueza” das Escolhas

Sex and The City

Sex and The City

Só sei que, em matéria de se vestir bem, nada sei.

Acho bem humilhante não poder curtir uma devastadora decepção amorosa num resort paradisíaco. Não poder ficar triste usando um belo colar de pérolas sobre um Versace preto básico. Essa parte me cortou o coração. :))

De resto, é matar a saudade da Carrie, Samantha, Miranda, Charlotte e seus agregados.
E roupitchas! Muitos modelitos leeendos. Uma overdose de alucinógenos fashion.
Senti falta dos Manolo Blahniks e Jimmy Choos. Tinha mais roupa que sapatos dessa vez. Embora o sapato tivesse um papel importante, bem simbólico no “fato” principal do filme.
Mas tem bastante Louis Vuitton…
É um delicioso episódio grandalhão (quase 3 horas).  Tomara tomara tomara que façam mais filmes.
A trilha é excelente: Fergie para pular e rebolar feliz e Al Green para mais dignidade na dor de cotovelo.
 
Assisti às 6 temporadas de Sex and The City inteiras em DVD algum tempo depois da série ter acabado. Gosto das personagens a ponto de ter saudades, como se fossem velhas amigas.
Mas sabe… a Carrie me irrita de vez em quando. Aquela fase do Aidan… iaaaaaahrgh. O episódio em que ela grita de susto por causa do esquilo na casa de campo. iaaaaaaarhgh. Tira essa mulher daí. Sou filha de pau-de-arara e não aguento essas frescuras. Mas ela é a alma do seriado. Com alma quero dizer síntese. É a narradora e cicerone dos episódios. Uma personagem sem o conservadorismo da Charlotte, o rigor da Miranda e a transgressão total da Samantha.
 
E a exemplo do que a Carrie sempre faz no inicio de cada episódio, vou propor uma pergunta para esse post.
Casamento, emprego, filhos, casa própria, sapatos, bolsas, vestido de noiva…
Quais valores como esses fazem parte da sua vida?
 
Não faz muito tempo que as pessoas tinham poucas escolhas. Agora a gente tem o dilema eterno da escolha. Me disseram que a maior audiência na TV por assinatura é dos canais abertos (TV Globo, Record etc.). Ou seja, maluco paga uma nota pra ver TV que é de graça. O negócio é que são muitas opções na vida. Desde escolher a marca do sabonete, a profissão, viver na cidade onde você nasceu ou ser ilegal em Londres.
 
A previsibilidade costuma ser mais confortável. Tenho um amigo americano que morou muitos anos no Brasil e fez uma afirmação assim. QUe onde ele mora lá no interior da Califórnia as coisas são previsíveis, então não tem angústia da incerteza, sabe? O problema é que viver vidas previsíveis também podem levar aos Tiros em Columbine. Soa maluco mas é muito provável que alguém vivendo no mais absoluto tédio e previsibilidade, sem muitas opções na vida, acabe pirando e atirando em todo mundo.
 
Mas voltando ao tempo dos nossos pais, avós e demais antepassados, haviam poucas carreiras profissionais. Se o sujeito era filho de marceneiro, crescia aprendendo a ser marceneiro. Casava e tinha filhos marceneiros. A mulher e a filha do marceneiro, então, tinha menos opções ainda. Era mulher do marceneiro e mãe de marceneirinhos.
 
E agora? Podemos casar ou não casar. Estudar física ou marketing. Passar a vida inteira no Brasil ou ir ralar na Austrália. Ter filhos naturais, adotar ou não ter. Ter a mesma orientação sexual pra sempre ou mudar. Ter a mesma profissão pra sempre ou trocar aos 46 anos.
 
E a ordem dos fatores? Quem disse que tem que ser o velho trajeto de ser criança e brincar, adolescente e estudar e namorar, ir pra faculdade (se der, né?) e trabalhar, namorar firme e casar, ter filhos, ter carro e casa própria (se der, né?), cuidar da educação dos filhos, trabalhar muito, ver os filhos se encaminharem e aí se aposentar e tentar aproveitar o que resta. Esse roteiro pode ser outro também. Ser mãe adolescente, por exemplo. Largar o emprego burocrático que sempre te sustentou e virar advogado ou artesão aos 50 anos. Casar ao 70.
 
As escolhas e as expectativas.
A Carrie Bradshaw tem muitas escolhas e se entope de expectativas. Vive na cidade mais cosmopolita do mundo. Num país com infindáveis opções de consumo e meios de vida.
 
Se você não viu o filme, mas ainda quer vê… talvez seja melhor não lê o que segue abaixo.
O “fato” principal do filme é o casamento. Da Carrie com o Big. Uma sucessão de desencontros até chegarem ao casamento. E o desfecho é bonito. Eu acho, pelo menos.
 
Quero dizer o seguinte. Não tenho nada contra quem faz as escolhas mais comuns na vida. Mas vejo com perplexidade como a repetição dos padrões tem que ser reafirmada a todo momento. A Carrie quer casar com o Big. Quer que ele seja fiel. Quer comprar um apê com ele e mudar o nome para Carrie Bradshaw-Preston. Quer anel de diamante. Não quer viver sozinha. Não quer viver em Paris. Quer uma recepção de 500 mil pessoas e um vestido assinado por Vivian Westwood (lindo! mas o pássaro na cabeça era feião).
E daí que ela podia ter vivido um tempo em Paris? Ter casado e tido filhos com o Aidan? Ter parado de fumar pra sempre?
 
Talvez seja uma escolha ousada… aguardar o que a previsibilidade tem para oferecer… e garantir uma vida numa cidade com calçadas perfeitas para Jimmy Choos e Manolos Blahniks.
 
 
 

 

:: Links para saber mais
 
 
Jimmy Choo
 
 
 

 

* Recomendações Top3

1 – Sex and the city – o filme

2 – Sex and the city – a série (6 temporadas em DVD)
3 – New York – caminhada do Battery Park até o Central Park pela Broadway num dia ensolarado de Primavera

Into The Wild: devorando toda possibilidade de vida

Into The Wild (Na Natureza Selvagem), filme de Sean Penn

Into The Wild (Na Natureza Selvagem), filme de Sean Penn

“There is a pleasure in the pathless woods;

There is a rapture on the lonely shore;

There is a society, where none intrudes;

By the deep sea, and music in its roar:

I love not man the less, but Nature more…

 

Há um tal prazer nos bosques inexplorados;

Há uma tal beleza na solitária praia;

Há uma sociedade que ninguém invade;

Perto do mar profundo e da música do seu bramir:

Não que ame menos o homem, mas amo mais a Natureza…”

 

      Childe Harold’s Pilgrimage

      Canto IV Stanza 178

      – Lord Byron

 

“Se admitirmos que a vida humana pode ser regida pela razão… está destruída a possibilidade de vida.”

(Leon Tolstói: Guerra e Paz)

 

Terminei de ver Into The Wild (Na Natureza Selvagem) com o coração esmagado. O filme, com roteiro e direção do Sean Penn, ficou pouco tempo em cartaz no Rio. Acabei só podendo ver em DVD. É baseado no livro com mesmo nome de Jon Krakauer sobre a vida do maluco Chris McCandless, que literalmente largou tudo e se meteu no meio do mato. Até de rasgar e queimar dinheiro ele foi capaz (conheço gente que choraria vendo uma cena assim). O sujeito acaba de se formar na universidade e larga a família, abandona o carro na estrada, queima o dinheiro junto com os documentos, fotos, lembranças e os laços com o passado. Isso vindo de um cidadão da civilizaçao do consumo, onde tudo é business já é um feito e tanto. Uma futucada num tremendo tabu.

Fico pensando naquele Burning Man Festival, onde, por um de seus princípios básicos, o comércio é proibido. Vários malucos se reúnem uma vez por ano no meio do deserto de Nevada para se expressar, fazer música, arte, amor, manifestos e tal. E todos levam tudo o que forem consumir, pois no local não rola comércio ou negócios. Trata-se precisamente de um evento do não-consumo. É um encontro para se doar.

Entre citações de Boris Pasternak, H. D. Thoreau e outros autores, nosso louco herói Chris (que adotou o nome de Alexander Supertramp, o super-vagabundo) viaja por desertos, corredeiras, estradas, montanhas e florestas, colecionando pedaços preciosos de vidas. O encontro dele com o homem idoso que mora perto do deserto é a parte mais tocante para mim. Num espaço de alguns meses, transformou outras vidas que encontrou no caminho, não só a dele.

Há algum anos, li um comentário no painel de críticos do JB sobre o filme “Closer” (aquele muito bom, por sinal, com o Jude Law, Natalie Portman etc.). Era uma frase curta do Tárik de Souza que formulou um termo perfeito para sintetizar o filme: um “sinceriocídio”. Um despejo brutal de sinceridade entre os casais. No caso de Into The Wild o que ocorre  (perdoe o meu abuso neologístico) é um lucidocídio. Uma overdose de lucidez. Chamo ele de maluquinho, mas na verdade buscava uma lucidez intensa. Uma conexão de alta velocidade e ininterrupta com a vida, a natureza, as pessoas.

McCandless desejou a vida com fervor. E bem… seu cálice transbordou.

E tem a música do Eddie Veder que por si só é uma experiência única. Ganhou o Globo de Ouro. Assista ao filme com o volume alto. É uma das trilhas sonoras mais bonitas que já ouvi.

 

 

Links para saber mais…

AN AESTHETIC VOYAGER WHOSE HOME IS THE ROAD

O site oficial do filme é excelente. Tem o roteiro da viagem do maluquinho, ilustrado por imagens e citações literárias que são a cara do personagem. Como essa: “We are, finally, all wanders in search of knowledge. Most of us hold the dream of becoming something better than we are, something larger, richer, in some way more important to the world and ourselves. Too often, the way taken is the wrong way, with too much emphais on what we want to have, rather than what we wish to become.” – Louis L’Amour, Education of a Wandering Man

 

Sobre o maluquinho beleza

Nesse vídeo no Youtube  uma reportagem do canal ABC conta a história do maluquinho Chris Mccandless. É só um trecho, na verdade, pois quem postou o vídeo vende o negócio inteiro em DVD.

 

Site oficial do Burning Man Festival

A próxima edição do evento é agora em agosto.

 

 

* Recomendações Top3

1 – Filme: Into The Wild (Na Natureza Selvagem), de Sean Penn. Com Emille Hirsch (o Speed Racer), William Hurt e outros.

2 – Música:Trilha Sonora do filme Into The Wild, de Eddie Veder

3 – Destino: Ibitipoca/MG (a 1 hora de Juiz de Fora) – para respirar um pouco de natureza selvagem antes que ela acabe

Pushing Dasies ou o tempo da doçura

Pushing Dasies

Pushing Dasies

Começo a escrever motivada por uma curiosidade: o que diabos significa “empurrando margaridas”?

Pesquisei na Internet e descobri que a expressão completa é “pushing up daisies”. Seria o equivalente a “bater as botas”.

Com um clima totalmente tipo “O Fabuloso Destino de Amélie Poulin”, a série narra as peripécias de Ned, um mestre da patisserie, gatinho e solitário que tem o dom de ressuscitar os mortos com apenas um toque das mãos. Porém o segundo toque bota o sujeito pra empurrar margaridas definitivamente. 

Difuntices à parte, quero divagar pela doçura e fofice da série de TV. É isso mesmo. Pra começar a expressão em inglês que dá nome à série já é bastante graciosa e singela, principalmente em comparação com “comendo capim pela raiz” ou “com a boca cheia de formiga.”

Gosto da coisa gut-gut nham-nham da série. Do amor ardente embora impossibilitado de contato físico. Do dom feliz de devolver a vida e do alívio irônico de devolver a morte. Da torta especial feita com gotas de florais de Bach que alegra a vida de duas tias solitárias, que foram estrelas do nado sincronizado. É tudo meio maluco assim mesmo.

Ned vive um dilema de cortar o coração. Por ter ressuscitado seu amor de infância, a bela Chuck, ele não pode nunca mais tocar nela. É triste e belo como todas as tantas histórias clássicas de amor proibido ou cheio de obstáculos. Fico com o coração apertado na esperança dele conseguir tocar sua amada sem prejuízos. Enquanto isso não acontece, os dois vão levando o namoro trocando beijos protegidos por folhas de filme PVC e olhares sofridos de paixão e cumplicidade. Ned tem uma loja de tortas chamada Pie Hole, mas também ganha a vida caçando recompensas das famílias dos mortos que ele ressuscita por alguns segundos para descobrir como morreram ou quem foram seus assassinos. É dark mas é fofo.

Em novembro deve estrear a segunda temporada. Vou voltar a torcer pelo Ned e a Chuck.

Mais detalhes sobre a trama e os personagens nos links indicados abaixo.

Links para saber mais

Site oficial da Warner Channel

 

Tem uma HQ online no site da ABC

 

 

 * Recomendações Top3

1 – Filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulin ( filme de Jean-Pierre Jeunet, com Audrey Tautou)

2 – Série de TV: Pushing Dasies (Warner Channell)

3 – Torta Negra da Cake & Co. (Bolo de chocolate, brigadeiro, granulado e profiteroles )

NEIL GAIMAN NA FLIP

E não é que o homem tava na área?

Nem tomei conhecimento e levei um susto quando vi o cara na GloboNews sendo entrevistado pelo Edney Silvestre.

Acho que é porque nunca posso ir à Flip mesmo, então nem me ligo de buscar informações do evento. Mas ficar sem saber que o cara veio ao país foi fffflórida. Podia atualizar minha pilha Neil Gaiman com novos autografozinhos no Neverwhere, Coisas Frágeis (que estou lendo) etc.

Ele atualiza o diário do site direto com as novidades da viagem ao Brasil (www.neilgaiman.com). Vale conferir!

 

Neil Gaiman observa escultura de um Curupira na FLIP (foto de Ana Ottoni/UOL)

Neil Gaiman observa escultura de um Curupira na FLIP (foto de Ana Ottoni/UOL)

 

Essa foto está no álbum de imagens da FLIP no UOL. Aliás é lá que tem um especial da FLIP, que parece ser o site oficial do evento. Tem matérias com o Gaiman e outros autores participantes.

Detalhe legal da entrevista na GloboNews foi ele comparando o filme Stardust com o livro. “O livro é delicado como uma asa de borboleta,” diz ele. Enquanto que o filme “is huge”, forte como a asa de um cisne.

E ilustrando essa parte da entrevista, eles exibem justamente o famigerada seqüência do Dustan na feira das fadas. Para mim, nesse momento a borboletinha foi espetada na parede por um gigante.

 

Achei dois vídeos no G1

Entrevista no Espaço Aberto 

E essa do Jornal da Globo 

 

Nas nuvens com Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles - Conspiração de Nuvens

Lygia Fagundes Telles - Conspiração de Nuvens

Em 2007 foi lançado um novo livro de crônicas da Lygia Fagundes Telles chamado “Conspiração de Nuvens”. Mas só soube do lançamento numa entrevista da autora no programa Espaço Aberto da Globo News reapresentada há alguns meses.

Adorei as crônicas e achei bem diferentes dos contos que já li da autora. Tem certas emoções e reflexões sobre a vida cristalizadas naquelas histórias que me parecem novas na bagagem artística da Lygia. Mas estão lá muito dos elementos que adoro na obra dela. Uma impressão profundamente misteriosa e sombria da vida. Ela tem um quê de Stephen King e David Lynch, com aquelas temáticas que envolvem anões, fantasmas ou uma mulher que encontra o ex-amante num cemitério. Mistérios e sombras. Mais para encantamento e perplexidade do que curiosidade mórbida. Pois se sobrepõe uma delicadeza, um pouco de ironia e um respeito pelos mistérios da vida.

Lygia é uma das escritoras mais queridas para mim. Ela forma um quarteto sagrado junto com a Adélia Prado, Clarice Lispector e Dinah Silveira de Queiroz.  Mas olha só quem está falando… Uma das minhas falhas intelectuais mais graves é que só li um romance da Clarice Lispector: Perto do coração selvagem.  Outra é que apesar de ser minha querida, só li alguns livros de contos da Lygia, mas nenhum de seus romances. Ok… eu sei… eu sei… que mediocridade… Mas espero viver para corrigir essas e outras lacunas, como as obras de Eça de Queiroz, Machado de Assis (só li Quincas Borba, O Alienista e alguns contos…. Grrrrrrrrrrr! Muito medíocre…), Thomas Mann, Gabriel Garcia Marques (outro que só li contos), Jorge Luis Borges, Guimarães Rosa, Raquel de Queiroz, Lya Luft, Stephen King, Annie Rice, entre muitos outros que minha vergonha não permite prosseguir citando. Isso porque nem falei de outro tipo de crime: o dos livros lidos pela metade… Crime e Castigo, A Mulher de Trinta Anos, Oliver Twist, O Vermelho e o Negro, O Perfume, Jangada de Pedra, A Mil e Uma Noites, Mar de Histórias (coleção de 10 livros de contos selecionados e reunidos pelo Paulo Rónai – essa coleção sempre foi um sonho de consumo literário por anos e, consegui finalmente comprar, mas só li o primeiro volume até agora. É totalmente lamentável…).

 Pois bem. Conspiração de Nuvens é uma coleção de memórias da Lygia, que visita a infância no interior de São Paulo (A Quermesse e O Trem), os anos de chumbo da ditadura militar (Conspiração de Nuvens), a saudade de grandes amigos (Solo de Clarineta, que homenageia Erico Verísimo) entre outras lembranças como a da convivência com o pai (A Farda) e com o marido (Paulo Emílio).

 Difícil apontar a crônica de que mais gostei, mas vou citar duas: A Quermesse e Pedra que chora. Na primeira, ela conta um episódio da infância, quando ficou presa num quarto cheio de doces preparados para uma quermesse. Na outra, uma viagem por mar, areia, pedras e uma forte imagem do Padre José de Anchieta. Só quero mencionar isso. Não deixe de ter o prazer de ler os contos e registrar suas impressões pessoais aqui ou no blog mais perto de você.

 

Links para saber mais

Site oficial no Portal Literal (Estranho, mas não está atualizado com o novo livro, nem com a recente adaptação de Ciranda de Pedra para a televisão. Aliás, de vez em quando esse portal sai do ar… e tem uns errinhos de revisão de texto…).

http://portalliteral.terra.com.br/ligia_fagundes_telles/index.htm

 

Sugiro também esse outro link com a biografia e as obras da escritora (só que é em inglês):

http://www.agenciariff.com.br/autores/default.asp?filtro=&cod=Lygia%20FAGUNDES%20TELLES&menu=/Autores

 

 

* Recomendações Top3

1 – Lygia Faguntes Telles – Seminário dos Ratos (contos)

 

2 – Lygia Faguntes Telles – A Estrutura da Bolha de Sabão (contos)

 

3 – Lygia Faguntes Telles – Conspiração de Nuvens (crônicas)