Voltando à jornada de Bilbo

Como disse antes, comecei a jornada de leituras de Tolkien em 2012 com a revisita ao O Hobbit. Pareceu até que nunca tinha lido antes. E, a princípio, até achei melhor escrito do que O Senhor dos Anéis. Talvez porque tenha sido pensado como um volume único. Sem maiores pretensões para o anel que faz Bilbo desaparecer ou para o universo complexo da Terra Média. É realmente um livro mais enxuto. Mas alguns meses depois, reli a trilogia e mudei de ideia. Gosto dos dois de maneiras distintas.

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Para além das montanhas nebulosas, frias,

Adentrando cavernas, calabouços perdidos

Devemos partir antes de o sol surgir,

Buscando tesouros há muito esquecidos.

Capítulo I – Uma festa inesperada – J.R.R. Tolkien: O Hobbit

Tradução: Lenita Maria Rímoli Esteves e Almiro Pisetta

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O Hobbit

O Hobbit: a aventura que antecedeu outra

Achei estranho como o filho, Christopher Tolkien, quase não cita O Hobbit como referência em seus comentários sobre as narrativas inacabadas do pai. Fiquei com a impressão de que O Hobbit não era muito levado a sério dentro do contexto das obras sobre a Terra Média. Dizem que Tolkien criou o livro para seus filhos, mas acho que tem passagens um tanto sombrias e não deveria ser tratado especificamente como infantil ou ser considerado  menor que os outros livros do autor. Sim, há muitos recursos formais que direcionam a narrativa para crianças, tipo: “Aranhoca, aranhoca, você é uma boboca! ” Mas, ainda assim, o herói Bilbo enfrenta umas barras bem pesadas e toma decisões difíceis e maduras para manter o grupo de 13 anões na trilha da aventura. Sua malandragem também vai ajudar em planos complicados e negociações entre elfos, homens e anões, o que o torna um espião bem astuto. Sem falar no super marrento anão Thorin, Escudo de Carvalho, e o tormento que divide seu coração entre o desejo ardente de reconquistar o reino perdido e o dever de liderar o grupo.

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– Fui olhar à frente – disse ele.

– E o que o trouxe de volta bem na hora?

– O olhar para trás – disse ele.

Capítulo II – Carneiro assado – J.R.R. Tolkien: O Hobbit

Tradução: Lenita Maria Rímoli Esteves e Almito Pisetta

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Reler O Hobbit também foi bom para rever o papel dos 13 anões. Mais um elemento de identificação com narrativas infantis. E é uma das coisas que tornam o livro um clássico. É… São muitos anões. E muitos tipos.  Thorin é o líder durão. Balin, o mais velho e experiente. Fili e Kili são os jovens encrenqueiros, como Merry e Pippin de O Senhor dos Anéis. Mas vou destacar o fofíssimo Bombur, que sonha com comida e sofre ao despertar para a jornada de fome que o grupo enfrenta em muitos momentos.

The Hobbit (ilustração de Sam Bosma)

The Hobbit (ilustração de Sam Bosma)

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Ali no fundo, na beira da água escura, vivia o velho Gollum, uma pequena criatura viscosa. Não sei de onde veio, nem quem ou o que ele era. Era um Gollum – escuro como a escuridão, exceto por dois grandes olhos redondos e pálidos no rosto magro.

Capítulo V – Advinhas no escuro – J.R.R. Tolkien: O Hobbit

Tradução: Lenita Maria Rímoli Esteves e Almiro Pisetta

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O Hobbit é uma pílula ultra concentrada de aventuras. Acontece tanta coisa que a gente até se esquece. Relembrando a história ao assistir a primeira parte da trilogia do Peter Jackson, fiquei pensando no tantão de encrenca que ainda vai rolar. O salão de Beorn, a fuga nos barris, a Cidade do Lago, o Dragão Smaug e a Batalha dos Cinco Exércitos.

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As águias desceram rápidas para o topo da rocha, uma a uma, e apearam seus passageiros.

– Boa viagem! – gritaram elas -, por onde quer que viajem antes que seus ninhos os recebam no fim do caminho! – É a coisa educada que se deve dizer entre águias.

– Que o vento sob suas asas possa levá-las para onde o sol navega e a lua caminha – respondeu Gandalf, que sabia a resposta correta.

Capítulo VII – Estranhos alojamentos – J.R.R. Tolkien: O Hobbit

Tradução: Lenita Maria Rímoli Esteves e Almiro Pisetta

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O filme

É meio que um chavão dizer que assistir ao filme é como voltar para um lugar que se ama. Mas, fazer o que? É isso mesmo. Logo que começam a exibir as vinhetas dos estúdios produtores ao som do tema de Howard Shore, você lembra porque ama aquilo tudo. E pode-se amar tanto que nem incomoda as licenças artísticas. O Radagast e seus bichinhos bizarros tem algo de Guillermo Del Toro, que colaborou no roteiro. Aquela narrativa da queda de Erebor também parece cheia de impressões digitais do cineasta mexicano. Mesmo espremendo para a tela personagens e situações que não aparecem no livro (Galadriel, Elrond e outros), continuo achando que o filme reverencia a obra mais do que exagera nas “viagens”.

Primeira parte da jornada

Primeira parte da jornada

Não estranhei os 48 quadros por segundo. Só me causou a impressão de estar diante de uma tela gigantesca de TV HD. Mas a textura me pareceu mais para vídeo do que película.  Realmente a alta definição da imagem possibilita uma riqueza maior de detalhes que revelam mais de um filme acontecendo em planos diferentes. Na cena da perseguição dos goblins aos anões, que buscam a entrada para Valfenda, isso fica bem evidente. Cada warg era um personagem único, com movimentos e trejeitos próprios.

Ainda não sei dizer se foi uma boa escolha contar tudo em 3 partes e não 2. Mas, concordo que é um filme feito mais para fãs de Tolkien e da trilogia anterior do que para quem não é muito ligado no universo da Terra Média. Acho que os fãs irão curtir melhor as quase 3 horas de projeção e aguardar as próximas partes da aventura com mais ansiedade. Vem aí Beorn, o troca-peles. E a sensacional conversa de Bilbo com Smaug.

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A cosmogonia da Terra Média

Ler O Silmarillion e Contos Inacabados não é para preguiçosos como eu. Não que seja difícil de entender ou que o texto seja rebuscado ou que a narrativa seja tediosa. Mas não pode ser feita uma leitura vaga e informal. Tem que se dedicar a formar um mapa mental do universo criado pelo autor. E tem que amar esse universo. Um mundo que se originou da música. Os sons produzidos por seres divinos e ancestrais nutriram as sementes que formaram o universo de Gandalf, Bilbo, Sauron, Aragorn e Galadriel.

O Silmarillion

Um universo nascido da música

Entretanto, quando eles entraram no Vazio, Ilúvatar lhes disse – Contemplem sua Música! – E lhes mostrou uma visão, dando-lhes uma imagem onde antes havia somente o som. E eles viram um novo Mundo tornar-se visível aos seus olhos; e ele formava um globo no meio do Vazio, e se mantinha ali, mas não pertencia ao Vazio.

Do Ainulindalë de O Silmarillion

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Já pensou se ninguém desse a mínima para o que Tolkien fazia? A vida toda colocando um tijolinho aqui e outro ornamento ali nas tramas da Terra Média. Desde as trincheiras da Primeira Guerra Mundial ao campus de Oxford, o exercício do filólogo e linguista se misturava ao  do ficcionista cheio de imaginação. A empreitada do autor para construir um universo autônomo, que inclui uma origem mítica, geografia (tem capítulo inteiro dedicado a descrever a geografia de um segmento da Terra Média, que acabara de nascer), botânica, geologia, astronomia, culturas, línguas (Sindarin, Telerin, Quenya, Westron etc.) e tudo o mais próprios, permaneceu parcialmente em seus sonhos.  A vida de John Ronald Reuel Tolkien não foi suficiente para elaborar todas as histórias que sonhou. Mas, que importa isso? Mesmo as lacunas e incoerências (algumas são comentadas nos livros pelo filho, Christopher Tolkien) não tiram o fascínio pela obra.

“- Mas quantas léguas separam Edoras de Minas Tirith?”  “- Sr. Tolkien, como surgiram os beornings?”  “- Prof. Tolkien, que língua falavam os druedain?” O inventor da Terra Média, dos valar, das silmarills e dos anéis de poder, criou uma espécie de monstro gigante. Uma criatura incontrolável, imprevisível e insaciável feita de admiradores e estudiosos de sua obra, que não param de questionar até hoje a respeito dos personagens, histórias, paisagens , línguas, aspectos etnográficos dos povos, entre os mais diversos assuntos. Leitores, alunos e amigos enviavam cartas e interrogavam o autor, como se ele tivesse respostas para tudo. É como quando perguntamos a uma avó ou aos pais como era mesmo aquela história ou porque o personagem agiu assim. “- Mas vovó, o que o gigante, que morava no alto do pé de feijão plantado pelo João, comeu para ficar tão grande???”

É bom ler Contos Inacabados com O Silmarillion do lado. Tem muitos nomes e genealogias dos valar, elfos, anões e homens. Lá pelas tantas, perdi a noção de quem eram Manwë e Nienna, Gil-Galad, Tuor e Túrin ou de onde fica Dol Guldur. O glossário, os mapas e as genealogias no final de O Silmarillion ajudam e os apêndices do TLOTR também. Bom também seria ter um compêndio. Mas imagino que o melhor mesmo seria ler uma edição para tablet. A edição viria com um aplicativo trazendo referências ilustradas e fáceis de consultar, tipo um guia automático nas palavras-chaves. Uma sugestão de projeto coletivo para  os fãs de Tolkien.

Contos Inacabados

A historiografia das histórias. A arqueologia do processo criativo de Tolkien.

E certo dia, quando Tuor estava sentado à praia, ouviu a batida e o uivo de grandes asas, e, erguendo os olhos, viu sete cisnes brancos voando velozes para o sul, em formação de cunha. Quando passaram acima dele, porém, fizeram uma curva e mergulharam repentinamente, pousando com grande impacto e redemoinho na água.

Capítulo 1 – De Tuor e sua chegada a Gondolin – Primeira Parte: A Primeira Era – Contos Inacabados

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Alguns eventos, que ficam atiçando a imaginação após a leitura dos volumes de O Senhor dos Anéis, são explorados em Contos Inacabados. Entre eles, a história do Pântano dos mortos e a Guerra da última aliança (entre homens e elfos). Mas também tem alguns pontos sem nó na construção da obra, como a história de Galadriel e Celeborn – este último não é citado na despedida dos viajantes que seguem para o Oeste no final de O Retorno do Rei (ele fica para trás na Terra Média? Mas porque?) -, e o mistério do Necromante – que, pelo que entendi, é o próprio Sauron, que permaneceu disfarçado como membro do Conselho Branco num período que se situa entre algum momento após a perda do dedo que trazia o Um Anel e sua expulsão do conselho no final de O Hobbit (a narrativa do que acontece com Sauron fica diluída em poucas pistas espalhadas pela obra inacabada).

É tão rico o material descritivo da Terra Média, que fiquei pensando em temas para exploração, como artigos sobre os portos, as flores e árvores ou a astronomia da Terra Média. Mas é bem capaz de já terem escrito. Algumas das histórias e personagens mais legais são  A Música dos Ainur (o primeiro capítulo do Gênesis da Terra Média, em O Silmarillion), Melkor- o mentor de Sauron, Fëanor e a revolta dos noldor, a viagem de Tuor e seu encontro com Ulmo, Senhor das Águas, a tragédia de Túrin, o amargo anão Nîm, o dragão Glaurung, a vida de Galadriel, o romance de Beren e Lúthien, o desastre dos campos de Lis, Cirion e Eorl (a origem dos rohirrim), Isildur, Gandalf e os Istari (os magos branco, cinza, marrom e azul) e os curiosos Drúedain.

Sobre Túrin, pode-se escrever um post inteiro. É a demonstração de que, ao criar histórias cheias de força criativa, não dá para ser maniqueísta. Como poderia Tolkien viver a experiência da guerra e manter uma visão muito preta ou branca da vida? Pode ter sido inconsciente, mas já que, evidentemente, bebeu da fonte das sagas escandinavas e lendas germânicas, como poderia construir somente personagens de contornos perfeitos? Ainda em Fëanor, o noldor que cria as jóias das Silmarills, já havia uma sombra se insinuando. Mas é com Túrin, também chamado em certo trecho da vida Turambar, que Tolkien aprofunda a concepção complexa, intensa e plena de um personagem. A trajetória de Túrin é feita de sucessivos desencontros, que resultam em várias tragédias, com direito a  assassinatos, traições e até incesto. Destino sangrento e brutal como as vidas de deuses e heróis das tradições de diversos povos.

E tem Beren e Lúthien. A história mítica de amor de uma elfa e um homem que reencarnou em Aragorn e Arwen. Tolkien tem até na própria vida uma história romântica. Casou-se uma única vez e com a mulher por quem era ardentemente apaixonado. No túmulo da esposa, abaixo do nome Edith Tolkien está escrito Lúthien. Embora suas principais obras – O Hobbit e O Senhor dos Anéis – sejam romances com pouco espaço para personagens femininas ou histórias de amor, o autor reverenciava um dos aspectos clássicos das narrativas épicas: o amor cavalheiresco. O quase triângulo amoroso de Aragorn, Arwen e Eowyn deve ter alguma inspiração em Sir Walter Scott, pois lembra levemente o impasse de Ivanhoé entre Lady Rowena e a bela judia Rebecca.

Tolkien conta histórias e constrói imagens que têm a força de contos de fadas, passagens bíblicas, lendas, mitos, sonhos. Como quando Tuor encontra Ulmo, o Senhor das Águas. Conjurador de cisnes e gaivotas. A barba branca com as espumas das ondas. O coração do mar. Seu manto era como uma nuvem cinzenta de partículas da maré que se desfaz ao por do sol. Ou quando mais de uma vez descreve prados floridos que lembram céus estrelados. É belo sonhar assim.

Visite o Valinor e mergulhe no universo de J.R.R. Tolkien.

Para ouvir a pronúncia de Silmarillion, acesse o termo no Google Tradutor e clique no botão de áudio.

PS: pra quem não sabe, a banda inglesa Marillion tirou o nome de Silmarillion. Aliás, o fato do Fish não ter participado da trilha dos filmes do Peter Jackson é uma coisa que me frustrou um pouco. Sem falar na Kate Bush. Mas, não se pode ter tudo…

Longa jornada pela Terra Média: O Senhor dos Anéis

Cheguei ao fim de uma viagem. Sem planejar, 2012 tornou-se o meu Ano Tolkien. Foram mais de 2.500 páginas desde a releitura de O Hobbit, passando pelas primeiras incursões por O Silmarillion e os Contos Inacabados, terminando com mais 2 meses de um novo mergulho na trilogia O Senhor dos Anéis, incluindo os Apêndices.

Na primeira vez em que li O Senhor dos Anéis, me impressionei com a imaginação do autor. Curti demais os personagens, a riqueza de descrição da Terra Média, a originalidade e até mesmo uma certa excentricidade de coisas como seres que têm pés peludos. Mas confesso que não gostei tanto do texto em si. Achei meio chato. Talvez seja por ser monumentalmente detalhado. Páginas e mais páginas para narrar o percurso da Torre Cirith Ungol até a Montanha da Perdição. Mas acontece que releituras podem ser experiências inéditas. Ainda mais depois da passagem de mais de 10 anos. Caminhar carregando um anel mágico de poder em uma terra sem sol ou lua, com vapores escuros e sufocantes, sem água ou comida, reflete um pouco a vida, quando enfrentamos, por exemplo, épocas de vacas magras. Sacrifícios, privações, desconfortos. Demora a passar, parece uma eternidade, mas depois descobrimos que trata-se de uma jornada de transformação. Cada um tem a sua. Acho que a compreensão dessas coisas enriquece a experiência com as histórias.

A Sociedade do Anel

A Sociedade do Anel

Diz-se muito sobre a coisa do Tolkien ser maniqueísta. Elfos são bons, orcs são maus e homens e anões se orientam de um lado ou outro da cerca. Mas não é possível ser totalmente maniqueísta. As tradições de contar histórias já mostraram isso. Sejam as lendas e mitos dos povos, os contos de fadas e fábulas, os escritos religiosos, os clássicos da literatura ou mesmo os filmes, séries e novelas. A magia que inspira pessoas a construir narrativas ou transmitir o que outro criou é um processo de ruptura, de transformação. Não somos mais os mesmos depois de atravessarmos a história. E quem escreve ou inventa uma história acaba mudando no processo. A trama e os personagens se inflam de uma vida própria e o autor não tem mais tanto controle. A narrativa acaba sendo resultado desse confronto entre a vontade de quem digita ou rabisca no caderno e o “monstro” que já foi inventado e se impõe. E quando essas criaturas se projetam para além da superfície do papel ou da tela, ficam sujeitas às forças dinâmicas da vida, onde o Bem e o Mal não conseguem ficar muito juntos ou separados, por muito tempo…

As Duas Torres

As Duas Torres

Imagine Tolkien nas trincheiras da 1ª Guerra. O que vivenciou para entender quando dizem sobre os pecados de guerra. Imagine um escritor passar tipo 10 anos escrevendo um romance. Convivendo com os conflitos e as provações dos personagens. Se fosse tão maniqueísta, não seria um livro tão orgânico, tangível nem tão belo e amado. Em outra ocasião, poderei escrever sobre Túrin, personagem cheio de contradições e um dos melhores de Tolkien.  Mas vou deixar para falar dele nos posts sobre O Silmarillion e os Contos Inacabados. Na trilogia do Anel, quase todos revelam fraquezas, pequenas crueldades, covardias e egoísmos.

Outra revisão foi a importância do mestre Samwise Gamgi. Tem uma verdade reconfortante na chatice e na ingenuidade compensadas pela coragem e integridade dele. Sabe que tem gente que coloca o chapéu do Sam? É. Tem sim. Faz toda a diferença na “dura caminhada pela estrada escura”.

O Retorno do Rei

O Retorno do Rei

Estou começando a relatar a viagem pelo trecho final (O Senhor dos Anéis). Para dizer a verdade, ter lido O Hobbit, O Silmarillion e os Contos Inacabados pavimentou a estrada com outras cores. E por isso, sei que o mestre Tolkien escrevia muito bem, se quer saber. Melhor a cada relida.

Agora, falta só uma nova passeada pelos filmes, para depois cair na estrada de O Hobbit em 3D a 48 quadros por segundo.

E daqui a alguns anos, quem sabe, vou reler tudo e ainda acrescentar As Aventuras de Tom Bombadil.

É bom sonhar com a Terra Média.

nascem da pedra

Raramente elas deixam seus lares, a não ser que haja grande necessidade. São tão semelhantes aos anões na voz e na aparência, e nas roupas que usam quando precisam viajar, que olhos e ouvidos dos outros povos não conseguem distinguí-los. Isso deu origem entre os homens à tola crença de que não há anãs, e os anões “nascem da pedra”.

Dís, filha de Thráin II

Dís, filha de Thráin II. Mãe de Fíli e Kíli. Irmã de Thorin, Escudo de Carvalho.

J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis

Apêndice A – Anais dos reis e governantes – III – O Povo de Durin

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

felaróf

– Venha cá, Ruína do Homem, e receba um novo nome! – Para a surpresa de todos, o cavalo olhou na direção de Eorl, aproximou-se a parou ao lado dele. Eorl disse: – Eu o nomeio Felaróf. Você amava sua liberdade, e não o culpo por isso. Mas agora você me deve uma grande compensação, e deverá entregar sua liberdade  mim até o fim de sua vida.

felarof

ancestral dos mearas

J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis

Apêndice A  – Anais dos reis e governantes – II – A Casa de Eorl

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

bela como o crepúsculo em casadelfos

E eis que Lúthien estava ali, caminhando diante de seus olhos em Valfenda, vestindo um manto prata e azul, bela como o crepúsculo em Casadelfos; seus cabelos escuros esvoaçavam num vento repentino, e sua fronte estava cingida com pedras que pareciam estrelas.

aragorn_and_arwen

vestindo um manto prata e azul

J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis

Apêndice A – Anais dos reis e governantes – I – Os Reis Númenorianos

(v) Aqui Segue-se uma Parte da HIstória de Aragorn e Arwen

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

sendas secretas seguirei

Talvez me espere noutra esquina

Porta secreta ou nova sina;

Embora sempre vão passando

Virá enfim o dia quando

Sendas secretas seguirei

Sem sol, sem lua eu partirei.

Distant Ship

sem sol, sem lua eu partirei

J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro VI

Capítulo 9 – Os Portos Cinzentos

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta