A arte do diálogo

Os melhores conversadores são aqueles cujos ancestrais tenham sido bilíngues, como os franceses e irlandeses, mas a arte do diálogo está realmente ligada à riqueza pessoal de quase todos, com exceção daqueles que são morbidamente sinceros, ou daqueles cujo alto mérito moral necessita que seja sustentado por um permanente ar de submissão e um enfado geral da mente.

— Oscar Wilde: Chá das cinco com Aristóteles

Rafael:  A Escola de Atenas (afresco)

Rafael: A Escola de Atenas (detalhe do afresco com Platão e Aristóteles)

 

balalalalala

Wilde criticando a crítica

invejou-os por tudo o que ignoravam

“Aquela gente rústica, com suas vozes rudes e bem humoradas e suas maneiras despreocupadas, via uma Londres bem estranha! Uma Londres livre do pecado da noite e da fumaça do dia, uma cidade pálida e fantasmagórica, uma desolada metrópole de túmulos! Perguntou a si mesmo o que pensariam dela e se conheciam algo de seu esplendor e de sua vergonha, de suas alegrias violentas e coloridas, de sua horrível miséria, de todos os seus feitos e danos, desde a aurora até o cair da noite. É provável que para eles era simplesmente um mercado onde vendiam suas frutas e onde se detinham algumas horas, no máximo, deixando as ruas ainda silenciosas, as casas ainda adormecidas. Sentiu prazer em observá-los ao passar. Embora rudes, com seus pesados sapatos e seu andar desajeitado, traziam consigo um pouco da Arcádia. Sentiu que viviam com a Natureza e que esta lhes ensinara a paz. E invejou-os por tudo o que ignoravam.” — Oscar Wilde: O Crime de Lord Arthur Saville

sua horrível miséria, de todos os seus feitos e danos, desde a aurora até o cair da noite

uma cidade pálida e fantasmagórica

uma cidade pálida e fantasmagórica

ironias de Wilde

ironias de Wilde