nenhuma imagem de lua ou estrela me resta

– Pelo menos, sei que essas coisas aconteceram, mas não consigo vê-las em minha mente. Nem sentir o gosto de comida, nem a sensação da água, nem ouvir o som do vento, nem me lembrar de árvore ou grama ou flor, nenhuma imagem de lua ou estrela me resta. 

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nem me lembrar de árvore ou grama ou flor

J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro VI

Capítulo 3 – A Montanha da Perdição

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

de alguma chuva suave recolhida de mares ensolarados

Por uma fenda do lado esquerdo, tão profunda e estreita que parecia que o penhasco negro tinha sido partido por um enorme machado, a água pingava: as últimas sobras, talvez, de alguma chuva suave recolhida de mares ensolarados, mas que tivera o mau destino de cair finalmente sobre as muralhas da Terra Negra e de escorrer infrutífera para desaparecer em meio à poeira.

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J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro VI

Capítulo 2 – A Terra da Sombra

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

além das sombras vai o sol e estrelas há nos céus

Embora aqui, jornada finda,

tu, escuridão, me aflijas,

além das altas torres inda

e das montanhas rijas,

além das sombras vai o sol

e estrelas há nos céus.

E não direi: “Morreu o sol”,

e nem direi adeus.

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J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro VI

Capítulo 1 – A Torre Cirith Ungol

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

talvez o fim de todo o mundo de luz

O vento soprou, as trombetas cantaram, flechas zuniram; mas o sol, agora subindo em direção ao sul, foi velado pelos vapores de Mordor, e através de uma névoa ameaçadora ele reluzia, remoto, num vermelho morto, como se fosse o final do dia, ou talvez o fim de todo o mundo de luz. E das trevas que se adensavam os nazgûl vieram com suas vozes frias, gritando palavras de morte; então toda esperança se extinguiu.

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então toda esperança se extinguiu

J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro V

Capítulo 10 – O Portão Negro se abre

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

ao vento que vem do mar os brancos lírios dançam

Em prata fluem os rios de Cleos até Erui

Nos verdes campos de Lebennin!

Lá a grama cresce alta. Ao vento que vem do mar

Os brancos lírios dançam,

E os sinos dourados balançam de mallos e alfirin

Nos verdes campos de Lebennin,

Ao vendo que vem do Mar.

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J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro V

Capítulo 9 – O último debate

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

as mãos de um curador

As mãos do rei são as mãos de um curador, e dessa forma o verdadeiro rei será conhecido.

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J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro V

Capítulo 8 – As Casas de Cura

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta

contra o Poder que agora se levanta não há vitória

Por pouco temo pode-se triunfar no campo, por um dia. Mas contra o Poder que agora se levanta não há vitória. Esta Cidade só foi atingida pelo dedo mínimo da mão dele.

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J. R .R. Tolkien: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Livro V

Capítulo 7 – A pira de Denethor

Tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta