Wolverine é bicho bom

 

Wolverine não lembra de suas origens. Hugh Jackman também devia esquecer. :)

Wolverine não lembra de suas origens. Hugh Jackman também devia esquecer. 🙂

Antes dos Deuses vieram os Titãs. Fiquei pensando nessa idéia enquanto assistia ao X-Men Origens: Wolverine. Antes de ganhar as rutilantes garras de adamantium havia um Wolverine ainda mais bruto.  Antes de tudo, antes da escolinha do professor Xavier, havia mutantes bestiais e sanguinários, que matavam, matavam e matavam. Matavam até pai e irmão.

 

Partindo direto para o que o filme tem de bom, Hugh Jackman é um dos mais belos exemplares da espécie homo sapiens a caminhar sobre a Terra. E ele É o Wolverine. Dos pés à cabeça. Está no sangue e na alma dele. Está tudo lá: a sombrancelha, os chifres diabólicos do cabelo, a voz, as frases curtas e sarcásticas, o charuto no canto da boca. Jackman nos presenteia com sua encarnação perfeita do herói, apesar de toda a imperfeição ao redor. 

As locações são maravilhosas. Achei que fosse no Canadá, mas os créditos finais citam Nova Zelândia, Austrália e outros lugares. O herói-lobo estava à vontade em lindas  florestas e montanhas, que conferiam um cenário idílico para os poucos anos felizes da trajetória de Wolverine.

Tem socos, tiros, explosões e perseguições para todos os gostos e mal-gostos. Sim, porque tem uso afobado aqui e ali de slow motion e de edição fragmentada que acabam frustrando o “barato” da ação do filme. Meio tipo uma ejaculação precoce, sabe? É. É horrível a metáfora. Mas ela meio que resume o filme. O roteiro é afobado, assim como a direção. Ninguém contou a história direito. 

Vale pelo Hugh Jackman, pela cena em que surge  o Gambit e pela transformação do Wolverine – quando recbe a injeção de adamantium. São brilhantes retalhos de uma manta mal costurada. 

Ah! Você tem o direito de saber que tem uma cena depois de passarem todos os créditos. Fica por sua conta julgar se vale a pena esperar.

Que venha X-Men Origens: Magneto. Mas sem afobação, por favor. Que alguém conte a história direito. Bryan Singer podia cuidar disso.