A eternidade no sangue

Ninguém mais se lembra de The Hunger e Near Dark? Só querem saber dos “crepúsculos”?

Pô, eu bem me lembro!

Nunca li Bram Stoker, nem Anne Rice, nem Stephenie Meyer. Mas já tive minha onda de paixão por vampiros. Esse post é para resgatar dois favoritos do gênero, que estão muito esquecidos. Ou seja, não passam no Telecine Cult ou no Cinemax, tipo nem uma vez por ano, saca? Nem isso. Pelo menos, nunca vi. Até The Lost Boys andou passando. Mas esses abaixo, necas!

Total Cubatão Twilight

Total Cubatão Twilight

The Hunger (Fome de Viver)

Com Catherine Deneuve, David Bowie e Susan Surandon

Direção do Tony Scott

Dark, erótico-lesbian-chic, com muitos pombos voando e muito contra-luz.

Catherine Deneuve é a sedutora Miram Blaylock, que sai, junto com David Bowie, à caça de suas vítimas pelas noites de… Nova York (eu acho).  Miriam começou sua existência em algum momento no Egito antigo. Através dos séculos, vai transformando vítimas em vampiros como ela. Bowie é seu parceiro desde o século 18.  Só que os transformados não duram para sempre e Susan Surandon (Sarah Roberts) é uma candidata para substituir Bowie.

A trilha sonora é um dos grandes trunfos do filme. Acho até uma boa arma de conversão de ouvintes para a música clássica. Foi com essa trilha que me apaixonei pelo Trio Op. 100 de Schubert (o mesmo tema aparece em Barry Lyndon, do Stanley Kubrick), pelo Dueto da Flor da ópera Lakmé, de Leo Delibes, e pela suíte nº 1 para violoncelo de J.S. Bach. E ainda tem o Bauhaus, com “Bela Lugosi is Dead”, que abre o filme.

O diretor, Tony Scott, é irmão do Ridley (Blade Runner, Os Duelistas, Gladiador). Não sei se fez comerciais de TV que nem o bro, mas adora abusar do clichê de pombos voando e contra-luz ad nauseum.

O livro (The Hunger – Whitley Strieber na Amazon) também é bom. Conta a história da Miriam desde a Roma Antiga, quando salva um condenado à cruz e “transforma” ele em seu companheiro de eternidade. Pelo menos, enquanto a eternidade durou pra ele, coitado…

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Clã dos Caninos Sugadores

Clã dos Caninos Sugadores

Near Dark (Quando Chega a Escuridão)

Direção da poderosa Kathryn Bigelow.

Com Adrian Pasdar (o mutante voador Nathan Petrelli de Heroes) e Lance Heriksen (o Frank Black, da série Millenium).

Caleb (Pasdar) é um bobão que vai parar numa gangue de vampiros e é “convertido” por uma lourinha. Só que ele é tão bobão que ela tem que alimentar o cara, tipo: ela morde o próprio braço e deixa ele chupar. Mas a gangue não tem os mesmos planos para Calebobão.

O filme é cheio de homenagens aos filmes do ex-maridão, James Cameron, e aos clássicos faroestes e road movies. Assisti quando era estudante de Comunicação e via filmes sem parar, numa ambição bocó para saber de tudo sobre cinema. Quando lembro que não perdia uma edição do Cahier du Cinema, que chegava todo mês na biblioteca da ECO, penso: pô, que mala, aí…  🙂

Play Station 1:  Lembrei de mais uma coisa… O Historiador. É um romance mais recente. Beeeem interessante. Ficou ofuscado pelo Código Davinci.

Play Station 2:  Ih, também tem aquele filme A Hora do Espanto, com o Chris Sarandon. Na época em que estreou nos cinemas, foi o maior su. Só gostei do primeiro filme. A sequência foi bem fraca.