Papo de Bach

Muitas teses já foram levantadas tentando provar que Bach formou uma equipe de filhos para auxiliá-lo na tarefa de compor, mas até agora não temos provas satisfatórias de que isso tenha realmente ocorrido. Estudiosos belgas defendem a tese de que Bach, quando compunha uma fuga a oito vozes, por exemplo, só escrevia a primeira voz, deixando as outras sete para os filhos.

— Tim Rescala: Pequena História (não autorizada) da Música

família bach

Um escrete bachana: Johann Sebastian Bach (esq) e seus filhos Carl Philipp Emanuel, Johann Christian, Wilhelm Friedemann e Johann Christoph Friedrich

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Mestre bachana

concerto do maestro doido

concerto do maestro doido

 

Do infinito astral ao folclore brasileiro

(…) segundo a sua visão personalíssima, a música de Bach “vem do infinito astral para se infiltrar na terra como música folclórica”. Bach representava para ele uma “fonte folclórica universal”.

Desse contraponto único, nascerão as Bachianas Brasileira, que Villa-Lobos começa a escrever no ano de seu regresso ao Brasil – 1930. Para o resto do mundo musical, era também a época do “neoclassicismo”, do “retorno a Bach”, como se pode ver em diversas obras de Stravinsky. Mas para Villa, não se tratava apenas de promover o “retorno a Bach”, e sim de estabelecer uma conversa entre as suas duas grandes matrizes musicais: a música de Bach e a dos “chorões”.

— Luiz Paulo Horta: Villa Lobos – Uma Introdução

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Uma conversa entre as suas duas grandes matrizes musicais: a música de Bach e a dos “chorões”

um bachiano brasileiro

o bachiano brasileiro