A revolução do ferro


A vicissitude histórica do ferro, a longa incubação dos métodos para forjá-lo, a dimensão mágica que assumiu a transformação desse maleável metal incandescente em armas e utensílios: a resistência de alguns povos ao seu uso e a rapidez com que outros souberam colher as oportunidades e construir, com base nelas, a sua fortuna, assim como as consequências catastróficas para algumas classes sociais e para alguns regimes de governo e o impulso que resultou disso para a criação de novas formas de comunidade civil e de constituição política, todas essas desordens e agitações – das quais a tecnologia tirou a psicologia, a sociologia e a política – oferecem a ocasião para refletir sobre o destino e sobre o temor às novidades, sobre a resistência às mudanças, sobre o cultural gap e sobre o recalque do declínio: todos fenômenos que pontualmente se repetem a cada etapa do progresso, da aurora da nossa história até os casos atuais a respeito da energia nuclear, da informática e das biotecnologias.
— Domenico de Masi: Criatividade e Grupos Criativos – Capítulo 5: O homem descobre o ferro e inventa o cansaço

maleável metal incandescente

maleável metal incandescente

Velazquez: A Forja de Vulcano (Museo Del Prado, Madrid)

Velazquez: A Forja de Vulcano (Museo Del Prado, Madrid)

 

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