Paraíso, trabalho e ócio


As figurações do paraíso, portanto, e a inexaurível criatividade que as coloriram constituem outras tantas fontes copiosas de informações sobre como o homem teria desejado viver sobre esta terra e sobre o que ele entendia por felicidade. Naquilo que nos diz respeito de forma específica, elas nos oferecem testemunhos indiretos originais para reconstruir não só as formas de criatividade que o homem produziu, mas também a relação ambígua de ódio e amor que ele manteve seja com o trabalho (em relação às suas causas, ao trabalho em seu conjunto, como fonte de sustento e de fadiga), seja com o ócio (suas causas, o ócio como um todo, como fonte de gozo e de vício).

— Domenico de Masi: Criatividade e Grupos Criativos – Capítulo 3: O Homem descobre os símbolos e inventa o além

"O Jardim das Delícias Terrenas" de Hieronymus Bosch (cerca de 1450–1516) - Museo del Prado, Madrid

“O Jardim das Delícias Terrenas” de Hieronymus Bosch (cerca de 1450–1516) – Museo del Prado, Madrid

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s