Borghese

Continuando nosso passeio, chegamos à Villa Borghese, enorme parque cheio de árvores seculares, espaços verdejantes, frescas lagunas e fortes. Tudo isto se apresenta como cenário do Palazzo Borghese, que foi realizado, por vontade do cardeal Scipione Borghese, por Vesanzio, de 1613 a 1615. No interior do palácio estão o Museo e a Galleria Borghese. No térreo, pode-se visitar o Museo Borghese, distribuído em várias salas onde, entre estátuas e fragmentos de mármore antigos, são mantidas algumas das maiores obras-primas da escultura italiano dos séc. XVII e XVIII.

— Cinzia Valigi: Roma e Vaticano

Candida Höfer. Villa Borghese Roma III

Candida Höfer. Villa Borghese Roma III

BERNINI, Gian Lorenzo, David, 1623-24, Carrara marble

BERNINI, Gian Lorenzo, David, 1623-24, Carrara marble

Tesouros da Itália

Tesouros da Itália

 

Árvores da Vida

Desde que a história escrita teve início, a humanidade tenta compreender a relação entre a vastidão do cosmo, a criação e a vida na terra. Muitas tradições abraçaram o misticismo como uma forma de responder às questões cósmicas. A Cabala é um caminho para a verdade. A Árvore da Vida, a imagem cabalística fundamental, pode ser encontrada sob várias formas nas culturas de todo o mundo.

— Janet Berenson-Perkins: A Cabala Explicada

The Tree of Life

The Tree of Life

Tao Tree of Life

Tao Tree of Life

Tree of Life Chakras

Tree of Life Chakras

Cosmos e humanidade

Cosmos e humanidade

Onde toda a Criação se harmoniza

Se cada pequeno ato físico corresponde a um evento de natureza superior e cósmica, e se o homem tem consciência dessa correspondência e da simultaneidade entre as forças ativas nos diversos planos em troca constante, interferindo uns sobre os outros, dá-se a unificação dos mundos, onde toda a Criação se harmoniza, num importante passo em direção à restauração e ao retorno. A responsabilidade do homem, portanto, ultrapassa os limites de sua vida particular, estendendo-se ao destino de toda a humanidade, de forma que cada ser humano constitua uma peça de um gigantesco móbile, onde qualquer movimento estimula e agita toda a estrutura.

— Tova Sender: O que é Cabala Judaica

The Power of Aleph by David Friedman

The Power of Aleph by David Friedman

A palavra é dotada de poder criador

A palavra é dotada de poder criador

Extraordinária floração

A história oferece poucos exemplos de gerações tão ricas em grandes pintores quanto o foi, nos Países Baixos, a dos anos 1595-1625. Van Goyen nasce em 1596; Albert Cuyp, em 1605; Rembrandt, em 1606; Van Ostade, em 1610; os dois Both, em 1608; Van der Helst, em 1613; Metsu, em 1615; Ferdinand Bol, em 1616; Terborch, em 1617; Wouwermans, em 1619; Potter, em 1625; Jan Steen, em 1626. E essa extraordinária floração está quase inteiramente concentrada na província da Holanda, território pouco mais extenso que o distrito francês de Pas-de-Calais. Leiden dá ao mundo Rembrandt, Van Mieris, Jan Steen; Haia, Potter, Van Ravesteyn, Van Goyen; Delft, de Hoogh, Vermeer; Dordrecht, Cuyp; Haarlem, Van Ostade, Brouwer, Wouwermans. Amsterdam é uma colônia de pintores… 

— Paul Zumthor: A Holanda no tempo de Rembrandt

Jan Van Goyen: Landscape with a Windmill and a Ruined Castle

Jan Van Goyen: Landscape with a Windmill and a Ruined Castle

Rembrandt: Die Blendung Simsons

Rembrandt: The Blinding of Samson

The Geographer by Johannes Vermeer.

The Geographer by Johannes Vermeer.

Mergulhando na era de Rembrandt e Vermeer

Mergulhando na era de Rembrandt e Vermeer

Precise and natural

“In Vermeer, the light is never artificial; it is precise and natural, and not even a meticulous physicist could wish it to be more exact (…)”.

— Théophile Bürger-Thoré (1806-1869), citado em Nobert Schneider: Vermeer – The Complete Paintings (Ed. Taschen)

never artificial

In Vermeer, the light is never artificial

http://www.taschen.com/pages/en/catalogue/art/all/01714/facts.vermeer.htm

A vida à luz de Vermeer

Tensões e inércias

“(…) Um ingrediente fundamental da nossa euforia de guerra tinha sido a concentração de nossas energias em cima de um inimigo total. Havia, em 1946, uma certa relutância em abrir mão desse artifício de concentração. Considerava-se com prudência a possibilidade de um retorno à paz – a guerra tornara-se ‘normal’, preferível às tensões e inércias de pré-guerra.”

— Garry Wills, no prefácio que escreveu para o livro Scoundrel Time de Lillian Hellman, reproduzido em A Guerra Fria, de Edgard Luiz de Barros

tensões

a guerra tornara-se ‘normal’

Assombrações que nunca partiram

Assombrações que nunca partiram

Sons celestiais saídos diretamente de seus corpos

“(…) – eu pensava que a música que ouvia vinha das pedras da ospedale. Sempre havia música, então concluí, com a lógica das crianças, que as pedras cantavam. Mais tarde, quando vi a orquestra, pensei que os corpos das meninas faziam parte dos instrumentos que tocavam. Afinal de contas, eles faziam parte de seus nomes: Beatrice dal Violin, Maria dal Flauto, Paola dal Mandolin. Havia também garotas que não tinham instrumentos ligados a seus nomes, mas sons celestiais saídos diretamente de seus corpos: Prudenza dal Soprano, Anastasia dal Contralto, Michielina d’Alto. Lembro-me do momento em que alguém me disse que não, elas não eram anjos. Eram meninas feitas de carne e osso como eu.”

— Barbara Quick: A Virgens de Vivaldi

musica das pedras

pensava que a música que ouvia vinha das pedras da ospedale

Commemorative plaque beside the Ospedale della Pietà.

Commemorative plaque beside the Ospedale della Pietà.

Ritratto presunto di Antonio Vivaldi (anonimo, XVIII sec.) conservato nel Museo internazionale e biblioteca della musica di Bologna

Ritratto presunto di Antonio Vivaldi (anonimo, XVIII sec.) conservato nel Museo internazionale e biblioteca della musica di Bologna

Música dos Anjos

Música dos Anjos

época de Vivaldi