Não quero amar; se o fizer que me enforquem.


BIRON

(…)

Pelo Senhor! Este amor é tão furioso quanto Ajax; mata carneiros, como me mata; logo, não passo de um carneiro. Mais uma boa conclusão. Não quero amar; se o fizer que me enforquem. Palavra de honra, não o quero. Ah! Mas aqueles olhos. Por esta luz, se não fossem os olhos, não a amaria. Sim, é só por causa daqueles dois olhos. O certo é que não faço outra coisa no mundo, se não mentir pelos gorgomilhos. Pelo céu, estou amando! E com isso aprendi a rimar e a ser melancólico; aqui está parte das rimas, e aqui a melancolia. Bem; a estas horas ela já está de posse de um dos meus sonetos; o bobo o levou, o louco o escreveu, a senhorita ficou com ele.

(…)

– William Shakespeare: Trabalhos de Amor Perdidos – Ato IV – Cena III

 

Pelo céu, estou amando! E com isso aprendi a rimar e a ser melancólico

Pelo céu, estou amando! E com isso aprendi a rimar e a ser melancólico

Virtudes do amor e do intelecto

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