invejou-os por tudo o que ignoravam


“Aquela gente rústica, com suas vozes rudes e bem humoradas e suas maneiras despreocupadas, via uma Londres bem estranha! Uma Londres livre do pecado da noite e da fumaça do dia, uma cidade pálida e fantasmagórica, uma desolada metrópole de túmulos! Perguntou a si mesmo o que pensariam dela e se conheciam algo de seu esplendor e de sua vergonha, de suas alegrias violentas e coloridas, de sua horrível miséria, de todos os seus feitos e danos, desde a aurora até o cair da noite. É provável que para eles era simplesmente um mercado onde vendiam suas frutas e onde se detinham algumas horas, no máximo, deixando as ruas ainda silenciosas, as casas ainda adormecidas. Sentiu prazer em observá-los ao passar. Embora rudes, com seus pesados sapatos e seu andar desajeitado, traziam consigo um pouco da Arcádia. Sentiu que viviam com a Natureza e que esta lhes ensinara a paz. E invejou-os por tudo o que ignoravam.” — Oscar Wilde: O Crime de Lord Arthur Saville

sua horrível miséria, de todos os seus feitos e danos, desde a aurora até o cair da noite

uma cidade pálida e fantasmagórica

uma cidade pálida e fantasmagórica

ironias de Wilde

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