Esse honesto mínimo de civilização


“Na terra tudo vive – e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante natureza, impensante e inerte. É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um teto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear. Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso – e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência! Dixi!” — Eça de Queiroz: Civilização, em “Civilização e outros contos”.

É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio.

É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio.

Into The Wild

para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso – e ficar lá,
quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização

Na terra tudo vive

Na terra tudo vive

O bode da perfeição e da civilização

O bode da perfeição e da civilização

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s