Quem quer ser um pixel na obra de Vik Muniz?


Sempre tive uma leve implicância com esses artistas plásticos que são hype, sabe? Ah! Ele é o cara que fez a capa do disco de não sem quem ou o cenário do show de não sei mais quem lá. Mas saí encantada da exposição do Vik Muniz no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

 

vik muniz auto-retrato

vik muniz auto-retrato

 

A formação artística do Vik me surpreendeu. A mostra faz uma geral na produção dele, demonstrando que é um desenhista talentoso e que seguiu um caminho artístico original. Em direção às alturas e avante. Sua obra é a composição em si + a foto + a manipulação da foto. Um espelho que reflete outro espelho que espelha outra coisa. Uma visão dentro de outra visão, que pode ser uma vista aérea ou por lentes de aumento.

Pena que, em alguns casos, faltava espaço para recuar e se aproximar com mais desenvoltura dos painéis. E tinha gente pra burro disputando espaço nos corredores. Mas dava para experimentar as surpresas vistas de perto (detalhes bem humorados dos brinquedos que formam as composições) e de longe (as referências a obras de Monet feitas com picotes de revistas).

Os vídeos dos making ofs mostram que a realização dos painéis gigantes, feitos de lixo ou de escavações na terra, já é uma obra de arte em si. É quase um filme de animação.

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