The Brave One – Jody Foster é a justiceira que mata, grava e saboreia o som da vingança


 

The Brave One

The Brave One

Mais um daqueles filmes que ficam 2 minutos em cartaz nos cinemas do Rio…   Valente (The Brave One) é o filme mais recente do irlandês Neil Jordan, que fez Na Companhia dos Lobos, Crying Game, Entrevista com o Vampiro etc. Com Jody Foster, Terrence Howard e Naveen Andrews (não é com o Stephen Rea!). A história se passa em Nova York. Foster é Erika Bain, uma produtora-apresentadora de um programa de rádio em que explora os sons da cidade e interage com ouvintes.

 

Um feio dia, passeando no Central Park com o namorado (Naveen Andrews, o Sayid, do Lost) e o cachorro, o casal sofre um ataque de bandidos que espancam barbaramente os dois. O namorado não sobrevive, mas Foster desperta do coma dias depois para descobrir a desgraça toda. Ela passa dias em depressão sem conseguir trabalhar ou mesmo sair de casa. Aos poucos retoma a vida, mas uma idéia de justiça com as próprias mãos começa a se formar no coração da moça, que compra uma arma e começa a atuar como uma justiceira anônima. Sempre que via um maluco barbarizando no metrô, num beco ou qualquer situação de covardia, a valente manda bala.
O detalhe interessante e “mó viagem” do filme é que ela carrega sempre o gravador que costuma usar para captar os sons de NY. E mais tarde, no meio da noite, deita no sofá com os fones e ouve as gravações, a voz ameaçadora dos bandidos, os tiros de sua pistola certeira. Vezes seguidas. Ela mal acredita no que fez. 
Bem que ela se esforça para parar, mas as saídas à noite se tornam um vício. Acaba iniciando uma amizade tensa com um policial (Terrence Howard,  ótimo ator e uma espécie de Benicio del Toro afro-americano), com quem colabora na busca dos criminosos que mataram seu namorado. Mas esconde o tempo todo que é o já famoso e misterioso vigilante que anda assassinando criminosos.
Há uns anos atrás (bem… deve ter uns 15 anos ou mais…), veio para o Rio uma exposição dos trabalhos de um pesquisador e produtor de rádio europeu que captava sons das cidades em todo o mundo. Sirenes, buzinas e apitos de guardas misturam-se aos passos de pedestres, cantos de pássaros e barulhos e chuva e de chafarizes em Paris, Nova York, Bombaim ou Colônia. Já trabalhei em rádio e sempre me impressiono com o poder da música, da voz humana, dos sons. É uma experiência de decodificação de signos muito diferente da leitura. Vai mais direto ao córtex cerebral. O som é um fenômeno físico. Partículas se deslocam e colidem conosco. Qualquer fonte sonora age como um instrumento de percussão, por assim dizer. Por isso, a experiência é mais intensa do que a imagem ou texto. Quando estamos em gestação num ventre, exercitamos a audição, que é o primeiro contato com a mãe. Sem a experiência ou memória dos sons, perde-se boa parte do barato de ler ou de assistir a um filme ou novela. 
Enfim, dei uma volta na roda gigante e encerro para dizer que The Brave One é bonzão, pode ser visto em DVD, e acho que já saiu no pay-per view da Net.
 

 

* LINK PAR SABER MAIS

 
* RECOMENDAÇÕES TOP3

1 – Filme Valente (The Brave One)

2 – Rádio: programa da Lilian Zaremba na Rádio MEC FM (um dia escrevo um post a respeito)

3 – Youtube: Orson Welles narrando War of the Worlds

 

 

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