A cachaça HARRY POTTER


Harry Potter e as Reliquias da Morte

J.K. Rowling: Harry Potter e as Reliquias da Morte

Foram jornadas noites a dentro bebendo a cachaça harry potter até acabarem as 7 garrafas.

OK. não fiz isso em 7 noites seguidas… levei 4 meses para ler os 7 livros, mas isso só fez o prazer e a agonia do vício se prolongarem.

Engraçado, porque sempre gostei muito dos filmes, mas tinha uma percepção dos livros do Harry Potter como o tipo de literatura própria para um público formado por adolescentes e pré-adolescentes. E que a exceção seria adultos com hábitos medíocres de leitura. Marmanjos que não têm coragem para encarar um Machado, Clarice ou Dostoievsky.

Besteira. Preconceito. Intolerência.

Vai ler, cara, pra ver do que estou falando!

Não tenho muito como justificar ou explicar. Simplesmente é muito bom ler Harry Potter.  

Soube que a autora ganhou um prêmio na Espanha (concedido pelo Príncipe de Astúrias), que reconhece os escritores que contribuem para que crianças e adolescentes tomem gosto pela leitura. Acho que ela merece mesmo.

 

Não dá para comparar com Monteiro Lobato, mas com o HP senti uma emoção semelhante à da leitura de Reinações de Narizinho ou Viagem ao Céu. Só que com umas pitadas de Dickens, A Feiticeira, Agatha Christie e um clima bem mais sombrio. Alguns compararam com Tolkien. Acho que por causa da apropriação de elementos míticos e folclóricos da cultura nórdica-germânica (elfos, goblins, trolls…). E também por criar um universo próprio de ficção fantástica.  Mas eu acho que a semelhança para por aí. Tolkien é outro assunto.

 

Li os 7 livros em inglês (paperback da Scholastic), mas uma amiga, que conhece a tradutora da edição brasileira e leu a maior parte da série em Português, me garantiu que a tradução é ótima. Nesse papo com minha amiga Juls, fiquei sabendo que a JKRowling (autora do HP) e a tradutora brasileira sempre mantiveram contato no processo de tradução. Li que a JK morou no Porto, e como é formada em literatura, filologia e conhece francês e outras línguas, suponho que tenha aprendido um pouco de Português. (Damn… Será que tenho que reler tudo em português?)

 

E acho um barato as brincadeiras filológicas da escritora, como chamar o personagem lobisomem de Prof. Lupin. E as diversas referências às mitologias nos nomes, como o da professora Minerva (deusa greco-romana identificada com a Sabedoria). Enfim… tem um monte de referências e fico me perguntando se não é uma isca sutil e divertida para despertar os nerds em estágio de embrionário.

 

E os filmes? Gosto de brincar de fazer a lista dos atores ingleses-escoceses-irlandeses que deviam participar, mas que ainda não apareceram tipo: Peter O’Toole, Sir Ian Mckellen, Hugh Laurie, Tim Roth.  Mas que papéis eles fariam? A JK impôs a condição para os filmes só contarem com atores ingleses nos papéis principais. Meu filme preferido é o terceiro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Dirigido pelo Alfonso Quarón. É o mais divertido e original do ponto de vista estético. Aquela sequência do ônibus noturno com a cabeça encolhida rastafari é sensacional. Sempre volto no DVD para assistir de novo. E me amarro na volta no tempo da Hermione, na fuga do Sirius Black (Gary Oldman que eu adóoooro) voando com o hipogrifo.

 

Ok. É só isso que queria escrever. No fim do ano tem mais. Em novembro, tem filme novo: Half Blood Prince. Aliás, esse para mim é o volume mais emocionante dos livros.

 

 

* Recomendações Top3

 

1 – Livro – J.K. Rowling: Harry Potter and The Half Blood Prince

2 – Filme – Alfonso Quarón: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

3 – Livro – Monteiro Lobato: Viagem ao Céu

Um pensamento sobre “A cachaça HARRY POTTER

  1. oi, quiriiiida!
    dos HP tb prefiro o prisioneiro de azkaban, os dementadores me aterrorizaram muito antes de rolar o filme. brrrrrr.
    mas half blood prince é bacana porque acrescenta uma dimensão diferente, mais humana, ao professor snape (alan rickman, amo).
    a lya, q é a tradutora, fez um trabalho legal porque capturou a essência do humor inglês, bem ácido e self deprecating (li em algum lugar q é bastante sugestivo que os americanos digam fuck you e os ingleses digam fuck me).
    como arquiteta, o livro do monteiro lobato que mais me arrebatou foi a chave do tamanho, fodástico.
    imagine se todo mundo encolhesse? os problemas de fome, poluição, enfim o impacto ambiental da presença humana na terra supostamente estariam resolvidos, mas não foi bem assim…
    huahuhahuahua
    parabéns pelo blog, hein, garotam, excelente conteúdo…
    beijaralhos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s