Bernard Cornwell – “O Último Reino, livro 1 das Crônicas Saxônicas”
Eu sou fã do Bernard Cornwell. Comecei com a trilogia do Artur, depois a do Graal. Esse ano comprei os quatro volumes desa série das Crônicas Saxônicas e, mal comecei o primeiro volume, já quero acabar todos os quatro para depois partir para o Stonehenge e o Azincourt.
Adoro essas histórias sobre a história da Inglaterra. O lado feio e sangrento das batalhas. Nunca pensei que fosse gostar de saber sobre paredes de escudos e confecção de arco e flecha.
Já posso criar um itinerário do Reino Unido de Bernard Cornwell e visitar as locações dos romances.
Barbara Quick – “As Virgens de Vivaldi”
Descobri mais esse do jeito que gosto.
“(…) – eu pensava que a música que ouvia vinha das pedras da ospedale. Sempre havia música, então concluí, com a lógica das crianças, que as pedras cantavam. Mais tarde, quando vi a orquestra, pensei que os corpos das meninas faziam parte dos instrumentos que tocavam. Afinal de contas, eles faziam parte de seus onems: Beatrice dal Violin, Maria dal Flauto, Paola dal Mandolin. Havia também garotas que não tinham instrumentos ligados a seus nomes, mas sons celestiais saídos diretamente de seus corpos: Prudenza dal Soprano, Anastasia dal Contralto, Michielina d’Alto. Lembro-me do momento em que alguém me disse que não, elas não eram anjos. Eram meninas feitas de carne e osso como eu.”
Axel Madsen – “Chanel (A Woman of her own)”
Depois de assistir ao filme com a Audrey Tautou, encomendei essa biografia, que está fora de catálogo, na Estante Virtual. Ela viveu num mundo a parte, de sua própria criação. Inventou um modo de vida.
Inventar coisas é um processo. Criar algo que ficará pra sempre é mais complexo ainda. Em Chanel, foi preciso uma longa vida de invenções para firmar na eternidade uma forma autêntica de simplicidade e elegância.
Obs: a capa não é essa não. É que não achei a outra na Internet. Mas como essa é mais bonita e com uma foto ótima da Coco, vou deixar assim mesmo. Finge que é essa e pronto.
Jean Plaidy – “Prelúdio de Sangue (volume 1, da Saga Plantageneta)”
Essa escritora de romances históricos criou uma série gigantesca sobre a dinastia Plantageneta. Nunca tinha ouvido falar, até encontrar dois volumes num display de livros de bolso na Saraiva.
Desde que li o “Um Espelho Distante”, da Barbara Tuchman, me interesso pela história dos soberanos normandos na Inglaterra. A saga começa com a história de Eleanor de Aquitânia.
E aí vai mais um desfiladeiro medieval para eu me atirar…

Histórias eternas
Geoffrey Chaucer – “Os Contos da Cantuária (The Canterbury Tales)”
Finalmente entrou nessa minha cabeça de vento a idéia de procurar em sebos online esse livro que tanto queria ler. Está forérrimo de catálogo, portanto saraivas e travessas não podiam me ajudar. Mas o estante virtual tornou isso possível.
Desde que li o Decamerão fiquei na pilha de ler esta coletâneado autor contemporâneo de Bocaccio.
Decamerão e Cantebury têm lá suas semelhanças. São da mesma época (século 14) e são compostos por histórias contadas pelos personagens.
O diretor Pier Paolo Pasolini tem aquela trilogia sensacional, que junta o Decamerão com Os Contos de Canterbury e As Mil e Uma Noites. Este último eu parei de ler… Um dia volto. Tomara.

Olho de Capitu tem poder
Machado de Assis – “Dom Casmurro”
Não. Nem no colégio li esse. Ridículo, eu sei. Mas estou resolvendo esse problema.
Até onde interrompi a leitura, adorei. Fiquei surpresa com o humor do Machado. Já sabia da ironia, mas não conhecia o humor…
E começo a entender o fascínio das pessoas pela Capitu. O mistério que confere poder ao olhar da adolescente, que arrasta Bentinho para a aventura da masculinidade.


